Pepe, ao centro, com dois amigos.

Hoje o filho de espanhóis José Macia, que conhecemos por Pepe, faz 75 anos. Dizer que sua vida e a vida do Santos se confundem, não é só força de expressão. É a pura realidade.

Ele nasceu em Santos em 1935, ano em que o Alvinegro conquistou seu primeiro título paulista, o mais importante da época. Aos 20 anos marcou o gol que deu ao clube o seu segundo título estadual, na vitória de 2 a 1 sobre o Taubaté, na Vila Belmiro.

Em todos os seus 15 anos de carreira só vestiu três camisas: a do Santos e as das Seleções Paulista e Brasileira. Jogou no Alvinegro de 1954 a 1969, ganhou dezenas de títulos e em 750 partidas marcou 405 gols – alguns deles decisivos para conquistas memoráveis, como os dois na vitória, de virada, sobre o Milan, que tornou o Santos o primeiro bicampeão mundial de clubes.

Pela Seleção, marcou mais de 40 gols. Foi campeão do mundo em 1958 e 1962. Era para ser o titular nas duas Copas, mas contusões  de última hora fizeram-no perder a posição.

Quando abandonou a carreira, sem jamais ter sido expulso de campo – o que lhe valeu o Prêmio Belfort Duarte – tornou-se técnico do Santos e levou a equipe ao título paulista de 1973.

Lenda viva do futebol, Pepe, o eterno “Canhão da Vila” é um jogador que orgulharia qualquer equipe do mundo. Mesmo no Santos, de tantos ídolos imortais, ele merece um lugar especial na nossa memória e em nosso coração.

Obrigado, Pepe. É muito bom saber que você ainda está forte e cheio de histórias para contar. Parabéns, maior artilheiro humano da história do Santos (o Pelé, nós sabemos, é um ET).

E você, quer enviar uma frase de felicitações pelo aniversário do nosso grande Pepe? Deixe a sua no espaço para os comentários. Ele lerá todas, eu garanto.