No primeiro jogo, Robinho deixou sua assinatura

Não arrisco dizer que Santos e São Paulo farão uma final antecipada, mas, sem dúvida, será o grande clássico do Campeonato Paulista deste ano. Grandes jogadores estarão em campo e, apesar do favoritismo santista, é claro que o Tricolor pode vencer. Mas o que eu quero dizer mesmo neste post é como eu escalaria o Santos se fosse seu técnico.

Enquanto escrevo, vejo que na enquete deste blog (no alto, à esquerda), o goleiro Felipe e os laterais George Lucas e Léo têm mais de 50% da preferência dos internautas.

Garanto também que boa parte dos santistas quer um time bem ofensivo contra o São Paulo, mesmo no primeiro jogo, no Morumbi. Acho que meu time pode contrariar muita gente, mas este espaço é democrático e está aberto à opinião de todos.

Bem, indo direto ao assunto eu digo que neste primeiro jogo eu escalaria o Wesley na lateral-direita e tiraria André do comando do ataque, mantendo apenas Neymar e Robinho mais à frente.

Meu time seria o mesmo que neste mesmo campeonato venceu o São Paulo por 2 a 1, na Arena Barueni, com a única diferença de que lá Robinho – que estreava no Santos – substituiu André. Agora quem começaria no banco seria o centroavante.

Felipe; Wesley, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodrigo Mancha, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Robinho. Este é meu time para a primeira partida da semifinal.

Wesley, o melhor lateral-direito

Desculpem-se os fãs de George Lucas, mas o rapaz ainda não está jogando futebol que o credencie a atuar nas semifinais. Wesley, por sua vez, tem sido mais eficiente no ataque, a ponto de tabelar, fazer bons cruzamentos e até marcar gols. Só precisa ficar um pouco mais atento na defesa e não driblar em horas inoportunas.

Não dá para discutir a dupla de zaga, absoluta – Edu Dracena e Durval – e nem a maior experiência de Léo na lateral-esquerda. Sim, ainda faltam pernas ao ídolo, mas lhe sobram os neurônios que deserdaram Pará.

No meio, onde o São Paulo deve concentrar sua tropa de choque, o Santos não pode facilitar. De nada adianta ter três atacantes se perder o meio-campo. Sem um bom toque de bola ali no setor do grande círculo, a bola não chega e o ataque fica isolado da defesa, que tem de apelar para os chutões, a chamada “ligação direta”.

Rodrigo Mancha pode não ser nenhum Beckenbauer, mas é titular neste time, pois exerce sua chata função com mais eficiência do que Germano, Roberto Brum e Rodriguinho. Ao seu lado, nada melhor do que um marcador que também sai para o jogo, como Arouca.

Marquinhos é melhor apoiando, mas também sabe fechar os espaços. O setor seria completado, obviamente, pela arte e a visão de jogo de Paulo Henrique Ganso. O bom é que se Ganso estiver muito marcado, Marquinhos pode orquestrar o jogo e Arouca avançar de surpresa, como fez no primeiro jogo, em que sofreu o pênalti do primeiro gol. 

Robinho e Neymar, infernais

Como só faltam dois jogadores, opto pela saída de André. Talvez as estatísticas provem que com Neymar e André o Santos tenha tido melhores resultados, mas não dá para descartar a experiência e o talento de Robinho, um jogador que cresce nas decisões.

Além disso, Robinho e Neymar formam uma dupla com muita habilidade e rapidez, que em poucos toques pode criar chances de gol. Ganso estará livre para encostar neles, o que sempre resulta em boas jogadas. E o apoio de Marquinhos também tem sido muito eficiente.

Não podemos nos esquecer de que um empate neste primeiro jogo já será um resultado interessante, pois obrigará o São Paulo a jogar pela vitória na Vila Belmiro, onde este resultado seria mais improvável.

É óbvio que nada é definitivo e Dorival Junior ainda terá a opção de colocar André no lugar de Neymar ou Robinho, caso o rendimento da dupla seja um fiasco – o que, sinceramente, não acredito.

Não descarto a possibilidade de uma goleada na primeira partida, pois a partir de alguma insegurança do adversário, um time pode aproveitar para deixar a classificação bem encaminhada. Acho que o Santos, pelo poder ofensivo, poderia até conseguir isso, mas não acredito. Será um jogo de respeito mútuo, em que o talento individual poderá se sobressair, mas não a ponto de definir a vaga na primeira partida.

E você, amigo leitor e leitora, que time Dorival Junior deve escalar para o primeiro jogo, no Morumbi? Acha que o Santos será favorito mesmo no campo do adversário, ou lá a vantagem será do Tricolor?