Giovanni voltou para ser campeão. Tem de jogar domingo. #querovergiovannicampeao

Li que o técnico Dorival Junior não pretende relacionar Giovanni entre os jogadores do Santos para a decisão de domingo. Sei que Dorival está chegando agora e não deve conhecer muito da história do clube, mesmo a mais recente. Giovanni erguer esta taça vale mais para o santista do que o título mundial. Giovanni, além de craque, é, para os torcedores do Santos, um símbolo de resistência.

Resistência contra a ladroeira dos bastidores, contra as pessoas que entram no futebol apenas para tirar vantagem, contra tudo de sujo e desonesto que há neste País e naturalmente foi incorporado ao esporte mais popular, que dá mais projeção e onde rola mais dinheiro.

Giovanni foi roubado por Márcio Rezende de Freitas e pela CBF do título brasileiro de 1995; dez anos depois voltou a ser prejudicado no mesmo Brasileiro pela trinca Luiz Zveiter-CBF-Arbitragem. Por tudo isso, nunca foi campeão pelo Santos.

Claro que domingo o Santo André merece respeito, blá-blá-blá, mas o certo é que o Santos tem tudo para ser campeão e o momento de ver e ouvir o árbitro apitando o fim do jogo e Giovanni de braços abertos, comemorando um título pelo Santos, não tem preço.

Aliás, a emoção do futebol não tem preço. É o que fica. Acho o futebol uma coisa séria, mas há quem não ache e talvez este é que tenha razão. Futebol é uma extensão dos nossos sonhos de criança, um brinquedo especial que levamos para o resto de nossas vidas.

Campeonato Paulista é menos importante do que a Libertadores? Só pra quem perdeu o Paulista. As planilhas de treinamentos mostram que Giovanni não está em forma? Ora, que jogue apenas nos últimos minutos. O Santo André vai se motivar se Giovanni estiver no banco? Ora, o Santos tem razões para se motivar muito mais.

Vá pra cima deles, ganhe o título com uma goleada e o ofereça àquele que durante muitos anos segurou as pontas do futebol santista, com muita categoria e visão.

Campeão está mais do que na cara que o Santos será – desde que jogue o tempo todo com a disposição que mostrou na maioria das partidas –, o toque especial seria ver Giovanni jogando domingo e levantando a taça. Aliás, Dorival, pergunte ao Luis Álvaro por que o G10 foi recontratado? Justamente para isso, ora bolas.

Quer um conselho, professor? Converse desde já com o Giggio e explique que ele entrará na partida domingo. Peça para que ele capriche na preparação. Tenho certeza de que você terá à disposição um jogar motivado e, como sempre, cerebral neste segundo jogo da decisão.

Claro que não precisa começar jogando, mas ponha nos minutos finais no lugar do André, Marquinhos ou mesmo Paulo Henrique. Permita que os santistas vivam um momento de sonho. Futebol, meu caro, é isso!

E você, leitor e leitora, acha que Dorival está certo, que não se deve arriscar e relacionar para a partida apenas os que estão em melhor forma, ou Giovanni é uma exceção que merece erguer sua primeira taça de campeão pelo Santos?