O menino Pelé, símbolo da universalidade do Santos.

Eu sei. Há santista que não admite o Santos mandando jogos fora da sagrada Vila Belmiro.

Também há santistas que não podem nem ver a campanha #gansoeneymarnacopa, porque, dizem, se os garotos forem para o Mundial, não voltarão ao Santos, comprados pelos euros dos grandes da Europa.

Entendo essa postura. É a mesma da mãe que prefere manter os filhos embaixo de sua saia, mesmo que não se casem, que não progridam na profissão, que se tornem uns eternos fracassados. Porém, sempre pertinho delas.

Assim como filhos foram feitos para o mundo, para a vida, considero de um egoísmo atroz essa visão limitante de tempo e espaço.

O Santos tem de jogar onde atrai mais público. Chega de ter uma média de espectadores equivalente às de Juventude e Guarani.

Quanto à Copa, é o sonho de todo jogador. Torcer para que Neymar e Ganso não o realizem é mesquinho, não condiz com a grandeza de sentimentos dos santistas. É uma honra ter jogadores na equipe que disputa uma Copa do Mundo. Estão aí Zito, Pelé, Pepe, Carlos Alberto, Clodoaldo, Edu e outros santistas que representaram o País em um Mundial – todos eles muito mais respeitados hoje por este feito notável.

Abramos os corações. Não queiramos o Santos só para nós. Deixemos que cresça livre, forte, que atinja as dimensões que seu talento permitir.