Sem esses dois o futebol brasileiro é uma droga. Ainda bem que domingo eles voltam!

Que rodada sem graça e sem futebol, ontem. O São Paulo penou para vencer o Once Caldas, no Morumbi, por magérrimo 1 a 0. E no segundo tempo levou um sufoco do time equatoriano. Para variar, o esquadrão tricolor saiu vaiado de campo.

Em Curitiba, mesmo jogando contra um adversário limitado e que desde os 16 minutos do primeiro tempo ficou com um jogador a menos, o Palmeiras só empatou com o Atlético Paranaense, e mesmo assim no fim do jogo, com as calças na mão,  e seguiu na Copa do Brasil sabe Deus como.

No Maracanã, o Flamengo do badalado império do amor, último campeão nacional, fez uma partida angustiante com o fraquissimo e já eliminado Caracas, da potência do futebol Venezuela. O Mengo ganhou por 3 a 2, no desespero, mas  corre o risco de ser eliminado da Libertadores hoje, pois depende de outros resultados.  

Atlético Miniero e Grêmio ganharam bem e seguem na Copa do Brasil. O Galo do falastrão Vanderley Luxemburgo é o próximo adversário do Santos – que ontem, com um time reserva, só perdeu do Guarani porque o árbitro quis. Sua senhoria expulsou Zezinho quando o Santos vencia por 2 a 1 e o jovem santista tinha sido puxado, ofendido e levado uma cabeçada. A torcida do Guarani comemorou a vitória como se tivesse conquistado mais um título brasileiro. Na soma dos dois jogos, 10 a 4 para o Santos.

Pois bem, rodada de futebol sem Neymar, Ganso e Robinho – sem contar Arouca, Marquinhos e Léo – não tem graça. Esses times que eu vi ontem  estão praticando outro esporte – mais lento, com muitos passes errados, sem nenhuma criatividade e com um monte de jogadas emboladas pelo meio. Uma coisa horrível.

Quando um estádio aplaude a entrada de Washington na partida, é porque o jogo está realmente ruim…

Volta Santos! Ainda bem que domingo os Meninos jogam de novo. E contra o Santo André, que está batendo uma bola mais redonda do que todos os times que vi ontem.

Aliás, a gente fica até arrepiado de medo ao perceber como o futebol nacional era feio e limitado antes de surgir a nova geração dos Meninos da Vila.