Hoje Wesley foi um dos melhores

Bem, quem leu meu post analisando os jogos de quarta à noite, viu lá, no fim, que não me esquivei de dar meu palpite. Escrevi:

No que eu acredito? Vamos lá: acho que mesmo jogando bem, o Atlético não impedirá a derrota para o Santos, e acho que mesmo jogando mal o Flamengo fará o suficiente para sair classificado do Pacaembu.

Não vi o jogo do Pacaembu, apenas alguns lances, mas pelas entrevistas que ouvi ao final da partida – entre elas a de Adriano – parece que o Flamengo não jogou bem, mas mesmo assim não passou em branco e com o golzinho de Vagner Love se classificou para as quartas de final da Libertadores.

Assisti ao jogão da Vila Belmiro e mesmo admitindo que o Atlético tem um bom time e fez um bom primeiro tempo, a verdade é que o Santos poderia ter goleado, pois no segundo tempo dominou o jogo completamente e teve vários contra-ataques para marcar.

Uma das razões, talvez a mais importante, da queda do Atlético na segunda etapa, foi a falta de fôlego. Com alguns veteranos no time, o campeão de Minas não teve gás para correr atrás dos Meninos e aí ficou até fácil para o Alvinegro Praiano.

Neymar não brilhou, esteve um pouco escondido; Robinho foi muito participativo, mas não fossem erros em toques decisivos, poderia ter marcado e proporcionado gols; Arouca foi quase perfeito, faltou arrematar melhor; Wesley foi um gigante e Pará também se destacou, apesar de ser um marcador inseguro. A dupla de zaga Edu Dracena e Durval melhorou no segundo tempo, ajudada pelo meio-campo.

Alex Sandro bobeou algumas vezes, mas apoiou bem e no final das contas acabou sendo um bom substituto para Léo. André lutou, correu, fez gol e acabou bem substituído por Zé Eduardo, que soube segurar a bola, tabelar e segurar a defesa do Atlético.

O goleiro Felipe teve mais altos do que baixos e Paulo Henrique Ganso, bem, este mais uma vez foi o nome do jogo. Sua capacidade de prender a bola tem evitado o enfarte de muito santista. Repetiu contra o Atlético o que já fizera na final do Paulista. Pra tirar a bola dele, só mesmo com falta.

Dorival Junior escalou bem e mexeu melhor. Pronto, bastou um jogo para que a verdade fosse restabelecida. Vanderlei Luxemburgo é um bom técnico, mas não faz milagres. O Santos é melhor do que o Atlético, tem jogadores melhores, um melhor preparo físico e um técnico que não quer ser gênio. Ponto. Dorival segue com a chance de conquistar o título mais importante de sua carreira, o Galo volta para Belô fora da luta por aquela que poderia ser sua primeira Copa do Brasil.

Não gosto de usar essa expressão, mas creio que o confronto entre Santos e Grêmio, pela semifinal, será uma decisão antecipada do título da Copa do Brasil. Em 2007, pela Libertadores, o Santos perdeu pelo regulamento, pois tinha melhor campanha e ganhou na Vila por 3 a 1, depois de perder por 2 a 0 em Porto Alegre. Agora, porém, o ataque do Santos é mais criativo. Serão dois jogaços.

Seleção mais para Ganso

Acho que depois deste jogo contra o Atlético ficou evidente que Paulo Henrique Ganso é um jogador imprescindível para a Seleção Brasileira. Estou certo de que estará na lista dos 30 de Dunga. Quanto a Neymar, ficou bem mais difícil. Não foi tão decisivo e talvez a contusão o tire dos próximos jogos, o que não lhe dará oportunidade de se mostrar outra vez antes de sair a lista. No entanto, se puder jogar e se sair bem contra o Botafogo, sábado, ainda poderá sonhar.

Deu Flamengo

Os deuses do futebol voltaram a desfilar toda sua ironia no Pacaembu. O melhor time da Libertadores até esta fase de mata-mata, acaba eliminado pelo pior classificado. O problema não foi o jogo de hoje, mas o do Rio. Uma equipe que marca poucos gols, como o Corinthians, certamente estaria perto da desclassificação caso tomasse um gol hoje, e um ataque que tem Adriano e Vagner Love, como o do Flamengo, pode marcar mesmo em dias (ou noites) ruins. Foi o que aconteceu.

O Corinthians apostou em muitos veteranos para ganhar esta Libertadores no ano do seu Centenário e era evidente – ao menos para a mim e para a revista FourFourTwo, que deu matéria de capa sobre isso – que nunca poderia ter sido considerado favorito ao título sul-americano, como boa parte da imprensa esportiva afirmou e alguns jogadores corintianos admitiram.

Mas se não era o favorito, por que foi o primeiro na fase de classificação? Ora, porque jogou contra ninguém. Enfrentou equipes de terceira categoria e sem poder ofensivo. O Flamengo foi o primeiro adversário que tem ao menos dois jogadores no ataque.

Agora, não creio que seria inteligente promover uma devassa no Parque São Jorge. Mas, é óbvio, algumas coisas deverão mudar. Um time de tamanha expressão como o Corinthians não pode ter um técnico tão defensivista. E alguns dos contratados, como Danilo, Iarlei e Tcheco, podem ir cantar em outra freguesia. Ronaldo permanecerá por ser ídolo, mas a verdade é que não está jogando nada faz tempo.

Quanto ao Flamengo, ainda pode ir longe nesta Libertadores. Não por méritos próprios, mas por demérito dos adversários, já que a competição, repito, é uma das mais fracas dos últimos anos.

Vasco e Palmeiras, que coisa…

Ainda pela Copa do Brasil, as eliminações de Vasco, para o Vitória/BA, e de Palmeiras para o Atlético Goianiense não me surpreenderam. O Vasco ainda fez bonito e venceu por 3 a 1, em São Januário, mas a derrota por 2 a 0 em Salvador só seria superada se o time carioca marcasse mais um gol, o que nem todo o sufoco e desespero do mundo conseguiram.

Quanto ao Palmeiras, que eliminação melancólica… Perdeu de 1 a 0 do campeão de Goiás e, na disputa por pênaltis, só acertou uma das cinco cobranças. Marcos defendeu três pênaltis, mas só se em vez de “São”, fosse “Deus”, para defender as cinco cobranças e classificar o pobre Palmeiras – que desarticulado, desanimado e próximo de um desmanche, poderá correr risco de rebaixamento no Brasileiro que começa sábado.