Textos e mais textos foram escritos sobre a vitória espetacular e incontestável do Santos sobre o Grêmio, na noite desta quarta-feira (19).
Depois do jogo, quebrei a cabeça para escrever algo que expressasse o que eu estava sentindo no momento.
Uma mistura de alegria, raiva, alívio. Vontade de gritar para o mundo que aquele time era o que eu torço desde criança, o time que eu amo.
Já briguei com namorada por causa dele.
Já deixei de ir à aula para vê-lo jogar.
Já cheguei em casa cinco horas depois de um jogo acabar, pois estava comemorando mais uma vitória e debatendo com amigos sobre o esquema tático escolhido para a partida.
Já fiz diversas loucuras para assistir você, Santos.
Em 2003, um dia antes da final da Libertadores contra o Boca Junior no Morumbi, fui suspenso na escola.
Eu tinha o ingresso para ir.
Ia ficar de castigo, pois meu pai estava com muita raiva de mim.
Fiz de tudo para ir e fui.
Aquela foi a partida que eu senti e chorei por ser santista.
Não pela derrota, mas pelo amor que senti que não ia acabar.
Ficou mais forte.
Na volta para casa, chorei.
Quieto, no meu canto, para ninguém ver, mas com orgulho de um time, dono de um manto branco que nunca sai da minha mente.
Ontem, durante o jogo do Grêmio, passou o filme que sempre passa na minha cabeça.
Parece ritual, mas toda vez que o Santos entra em campo, um filme com momentos marcantes do time passa na minha mente.
Não pude ir à Vila. Assisti em casa, como acho que muitos leitores do meu blog também assistiram.
O time estava lá.
O palco e os artistas, também.
Eu, não.
Uma pena, pois perdi a oportunidade de ver uma das partidas mais lindas do Santos na Vila.
Mas isso não diminuirá meu amor por esse time. Só aumentou, se é que isso é possível.
Como disse no começo do texto, não sabia e continuo não sabendo o que escrever da partida.
Não queria fazer igual aos outros, falando da superioridade do Peixe.
Tentei dizer o amor que sinto pelo Santos, por mais simples que tenha saído o post.
Espero ter agradado.

Por Rafael Rego Cicconi