A física quântica provou que o objeto pode se modificar durante o experimento, ou algo assim. Isso tem tudo a ver com o futebol. Não, não estou ficando maluco, ao menos que eu saiba. O que eu quero dizer é que hoje todo mundo espera que o Brasil desencante e goleie o Chile, que Robinho volte a marcar contra um de seus maiores fregueses e Kaká corra pelo gramado, leve e solto, sem sentir nenhuma dor. Mas sempre fica aquela pergunta: e o Chile, não fará nada para impedir?

Este Chile treinado pelo ladino Bielsa – que além de tudo é argentino – faz do seu lado forte também o seu fraco. É jovem, impetuoso, destemido. Teve boas chances contra a Espanha, antes de ser batido, mas não se sabe o que poderá fazer se marcar o primeiro gol e ganhar moral.

Por outro lado, esta mesma juventude e impetuosidade podem fazer com que não avalie com precisão o poder de fogo do poderoso inimigo, que pode não estar fazendo uma grande Copa, mas tem potencial para derrotar qualquer seleção do mundo.

Bem, podem ser apenas especulações pré-jogo. O que se espera é um Chile recuado, especulando os contra-ataques, marcando mais duro do que o normal, com um marcador colado em Robinho e mais dois na sobra; e a mesma marcação ríga pelo lado direito, onde as investidas de Maicon são um perigo constante.

De qualquer forma, é o teste mais nervoso para o Brasil até agora – mesmo porque está impregnado do “matar ou morrer” dos jogos eliminatórios. Logo mais teremos uma ideia melhor do que esperar do time de Dunga na África do Sul.

Dos adversários, já deu para saber que Argentina, Alemanha e Holanda estão jogando muito bem e têm elencos e estrutura tática para vencer o Brasil.