O 0 a 0 sem inspiração de Brasil e Portugal escancararam a importância de Kaká, Robinho e Elano nesta Seleção Brasileira. Sem eles, falta criatividade, ousadia, inteligência e sangue-frio ao time do Dunga. O jogo também mostrou que eu e a maioria dos brasileiros estávamos certos quando pedíamos Ganso e Neymar na Copa. O previsível e inseguro Júlio Batista, que não acerta um passe de cinco metros, não pode ser substituto de Kaká, enquanto Ganso, que deixa atacantes na cara do gol mais de uma vez na mesma partida, nem é convocado.

Mesmo assim, é claro que torcemos e queremos ver o Brasil campeão mundial pela sexta vez. Mas está difícil. Outras equipes, como a Espanha, estão jogando de maneira mais alegre e fluente, como o futebol brasileiro dos bons tempos – que nesta primeiro semestre só vimos ser praticado pelos Meninos da Vila Belmiro.

O problema é que o 0 a 0 que deu à Seleção o primeiro lugar do grupo, pode não ter evitado o temido confronto com a Espanha nas oitavas de final. Sim, porque se der a lógica nos jogos de logo mais, e a Espanha vencer o Chile, ao mesmo tempo em que a Suíça derrotar Honduras por três gols ou mais de diferença, os próximos adversários do Brasil serão os espanhóis.

O jeito, meu amigo e minha amiga, é torcer para o Chile segurar o empate com a Espanha e a Suíça vencer Honduras. Se isto acontecer, o Brasil enfrentará a Suíça nas oitavas – que, mesmo muito eficiente no jogo defensivo, não deixa de ser chocolate se comparada à indigesta paeja espanhola.

Na verdade, como eu gosto de zebras espetaculares, torcerei mesmo para que o Chile derrote a Espanha e Honduras goleie a Suíça. Assim, os adversários dos brasileiros nas oitavas seriam os heróicos e já satisfeitos hondurenhos, nuestros queridos hermanos del America Central.