Um rapaz lá no twitter isse que eu pareço o Milton Neves, pois tenho medo da Argentina. Bom, nada contra ter a mesma opinião de meu amigo Milton Neves e também não posso negar que sinto mesmo um certo receio da Argentina. É, pensando bem, o rapaz estava totalmente certo… No fundo deste cronista imparcial, científico e grande conhecedor do futebol que vos fala, há um torcedor fanático que não gostaria de lembrar o resto da vida como o Brasil perdeu a final da Copa de 2010 para os falastrões, antipáticos e bons de bola argentinos.

Com os jogadores que juntou, o afortunado Maradona tem um time que não é favorito apenas no jogo de logo mais. Será considerado favorito em todas as partidas que fizer nesta Copa, mesmo em uma provável final contra o Brasil. Não acho que tenham melhor estrutura tática que a Seleção Brasileira, mas têm mais talentos criativos e minha formação de adorador do futebol bonito me faz ver neles um adversário de grande valor.

Enquanto Dunga optou por levar apenas dois jogadores ofensivos de habilidade comprovada – Kaká e Robinho –, eles têm Veron, Messi, Gutierrez, Higuain e o incansável Tevez. Não acho que fariam tanto sucesso sobre a sólida formação defensiva brasileira, mas é um duelo que não pretendo ver.

Espero, sinceramente, que o valoroso México deixe de borrar los pantalones quando joga uma Copa do Mundo e mostre o mesmo futebol de outras competições, principalmente quando atua diante de sua torcida. Que façam de conta que o urro das vuvuzelas representa o grito do torcedor mexicano e encarem esse jogo contra os argentinos sem medo (é fácil falar…).

O México pode vencer se, principalmente, marcar bem Veron – o cérebro do time – e Messi, este craque baixinho e energético como um Musaranho. Depois que dá o primeiro passo para a arrancada, fica difícil parar o garoto. Então, como é franzino, o jeito é interceptá-lo logo que recebe ou está para receber a bola. Veron é mais lento, mais pesado e mais velho. É só colocar alguém em cima dele o tempo todo.

Por outro lado, o México tem um jogador que pode organizar e decidir o jogo, que é o experiente Rafa Marques. Sem contar o jovem e impetuoso Giovanni dos Santos, brasileiro naturalizado, que hoje pode se consagrar definitivamente como um astro internacional (o veterano Blanco anda se arrastando em campo, mas ainda bate na bola como ninguém).

Quanto aos técnicos, não digo que morro de simpatia pelo do México, o mal encarado Javier Aguirre. Mas entre ele e Maradona, um sujeito que vive a desrespeitar Pelé, o incontestável Rei do Futebol, prefiro o mexicano de olhos fechados.

E se você ainda não se convenceu e quer um bom motivo para ser México hoje, lembre-se de que na maior conquista do futebol brasileiro, o da Copa de 70, o povo deste alegre país esteve cem por cento ao lado da Seleção Brasileira. É hora de retribuirmos, ao menos em pensamento positivo, o imprescindível apoio que nossa Seleção teve há 40 anos. Arriba México!