Uma coisa é a gente querer Ganso e Neymar na Seleção. Outra, é torcer contra a Seleção porque eles não estão lá.

Uma coisa é o Brasil não jogar um futebol maravilhoso contra a eficiente retranca da Coréia do Norte. Outra, é achar que jogará sempre assim e por isso não ganhará a Copa.

Aqui abro um parêntese para contar o caso dos dois portugueses e do leão. Manoel e Joaquim faziam trilha na África quando deram de cara com um leão. Joaquim tratou de ir tirando as bolas, jogando a mochila de lado e se preparando para correr. Manoel ironizou: “Você está mesmo louco, ó Joaquim. Pensa que pode correr mais rápido do que um leão?”. Joaquim, dando a largada, respondeu: “Não preciso correr mais do que o leão, preciso correr mais do que vocêêêêêêêê…”.
Pois é. Para ganhar esta Copa o Brasil não precisa jogar mais do que jamais jogou e nem praticar um futebol primoroso. Só precisa ser melhor, ou mais eficiente, do que os outros Manoéis, ou melhor, competidores.

Uma coisa é pegar muito na bola, como o Ramires, outra é pegar pouco, mas saber o que faz com ela, como o Elano, que deu o passe para o primeiro gol e fez o segundo.

Uma coisa é dizer que o Robinho só pedala só porque ele pedala, outra é perceber que ele pedala, dribla, tabela, chuta a gol e dá o passe para um companheiro marcar.

Uma coisa é a CBF, dominada por cartolas oportunistas, dos quais ninguém gosta, outra é a Seleção, formada por jogadores que vieram do povo e por isso exprimem a alma e a cultura desse povo.

Uma coisa é achar que a eleição de Luís Álvaro Ribeiro foi positiva para o Santos, pois sua gestão está sendo melhor do que a de Marcelo Teixeira. Outra é apoiar e justificar tudo o que ele faz.

Uma coisa é fazer campanha para ganhar eleição e falar tudo o que o torcedor quer ouvir. Outra, é ganhar a eleição e cumprir o que prometeu.

Uma coisa é pedir transparência de quem está no poder, outra é ser transparente quando se está no poder.

Uma coisa é chamar alguém de mentiroso, outra é não mentir.

Como prometeu que iria “vender o espetáculo, não os artistas”, e como o garoto André se revelou um dos Meninos mais talentosos deste time, Luís Álvaro deveria estar aqui para explicar a saída do artilheiro e não ter aceitado um convite para assistir a Copa do Mundo, como se o Santos também estivesse de férias (ou o time não está se preparando para as finais da Copa do Brasil?).

Como trouxe o ídolo Giovanni com grande estardalhaço, alegando que ele tinha sido humilhado pela diretoria anterior, a nova gestão nunca poderia ter agido da mesma forma com Giovanni, que não chegou a ter uma despedida digna.

Da mesma forma Fábio Costa não merecia ter sido negociado assim, sem ao menos um jogo de adeus ao clube que ele ajudou a sair da fila, com suas ótimas atuações nas finais do Brasileiro de 2002. Se não tinha ambiente no clube, tudo bem, mas por tudo que já tinha feito, merecia mais respeito.

Porém, uma coisa é ver e apontar erros e contradições desta administração, outra é ser de oposição. Eu não sou de oposição. Sou crítico. Como fui de Marcelo Teixeira e hoje sou de Luis Álvaro Ribeiro.

Bem, por esta segunda-feira fria está bom. E você, o que pensa disso tudo?