Reveja matéria sobre o jogo decisivo do Campeonato Brasileiro de 2004, em que o Santos venceu o Vasco por 2 a 1, em São José do Rio Preto (e Branco) e comemorou seu oitavo título brasileiro.

Uma vitória hoje, na Vila Belmiro, contra o Vasco, a partir das 16 horas, e o Santos terminará este primeiro semestre no G4 do Campeonato Brasileiro, campeão paulista e finalista da Copa do Brasil – sua melhor performance na primeira metade do ano desde os tempos de Pelé.

Sem Robinho, na Seleção; Neymar e Marcel, suspensos; Arouca, machucado, e Zé Eduardo, recuperando-se de uma virose, Dorival Junior colocará em campo um time com Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodriguinho, Wesley, Marquinhos e Ganso; Madson e André.

Apesar das ausências, há um mês acreditaríamos que mesmo assim o Santos poderia golear. Hoje a situação mudou. Claro que uma goleada é possível, mas as circunstâncias tornam uma vitória, por qualquer contagem, suficiente. Ela colocará a equipe entre as quatro mais bem classificadas e dará mais tranqüilidade para o período de descanso forçado que vem com a Copa do Mundo.

Para muitas equipes será um período de descanso, inter-temporada e reforço do elenco; para o Santos pode ser uma fase perigosa, em que correrá o risco de perder alguns de seus melhores jogadores e deixar de ser a equipe tão bem-sucedida que tem sido em 2010. Será um teste de fogo para a nova diretoria.

O jogo de logo mais

Com apenas um jogador de marcação no meio-campo, no caso Rodriguinho, nem é preciso ser um gênio para perceber que o Santos será uma equipe ofensiva hoje, contra o Vasco. E é como tem de ser, mesmo. Mesmo correndo o risco de alguns contra-ataques.

É como diz, no tênis, o jogador que costuma ir à rede. “É o meu estilo, é onde me sinto mais confortável e acho que tenho mais chances de matar o ponto. Se o outro fizer a passada perfeita, parabéns”, disse-me um dia Carlos Alberto Kirmayr, um dos maiores voleadores do tênis nacional (acho que dei este exemplo do tênis porque já estou pensando no jogo de logo mais, entre Rafael Nadal e Robin Soderling, pela decisão de Roland Garros).

Bem, é isso: atacar, atacar e atacar. E não só no primeiro tempo. Atacar o tempo todo e fechar o semestre com chave de ouro. É isto que espero do santos, hoje, e estou certo de que é o pensamento da maioria dos santistas.

Se o Vasco se defender bem e encaixar alguns contra-ataques mortais, parabéns. Mas, na Vila, jogando com alegria e inspiração, o Santos tem tudo para conseguir a vitória.

E para você, amigo leitor e leitora, o que esperar de Santos e Vasco neste domingo?