Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: julho 2010 (page 1 of 8)

A hora e a vez de Madson

A decisão do técnico Dorival Junior de usar time reserva amanhã, em Presidente Prudente, dá a vários jogadores mais uma oportunidade de mostrar que um dia podem chegar a titulares. Entre eles há muitos novatos, mas um, não tão garoto assim, gera uma expectativa maior.

Refiro-me a Madson, batizado Madson Formagini Caridade, nascido em Volta Redonda em 21 de maio de 1986. Desde que foi punido por ter chegado tarde ao clube, ao comemorar seu aniversário, o “Pequeno Madson”, como gosto de chamá-lo, não foi mais o mesmo. Tem entrado pouco no time e, quando entra, não inflama mais a torcida, como antes.

Preocupo-me com Madson pois o considero um jogador utilíssimo cujo potencial não vem sendo devidamente aproveitado. Talvez por culpa dele mesmo, talvez por culpa do Santos, que ainda não tem um psicólogo para lidar com seus atletas, principalmente os mais jovens.

Bem, Madson já tem 24 anos, mas se comporta como um menino. Talvez, por sua altura – apenas 1,59m – seja visto apenas como um menino, mas não se pode esquecer que sua energia e força física já ajudaram muito aos clubes pelos quais passou: foi destaque no Volta Redonda, no Vasco e no Santos, principalmente no Campeonato Paulista de 2009, quando teve atuações destacadas nas semifinais, contra o Palmeiras, e chegou a ser escolhido por especialistas do jornal Lance! como o “Craque do Paulistão”.

Lembro-me de um jogo no Pacaembu em que Luxemburgo era o técnico do Santos. Quando os reservas foram se aquecer, o estádio inteiro passou a pedir “Madson!”, o técnico foi obrigado a colocá-lo em campo e logo na primeira jogada Madson arquitetou o lance que acabou em um gol de Neymar. Antes do fim do jogo o lance e o gol se repetiram, para êxtase de todos nós que testemunhávamos o espetáculo.

As qualidades do pequeno gigante

Ele pode ser pequeno, mas é extremamente forte e não tem medo de cara feia. Madson parte para cima de beques imensos e parece não sentir as pancadas. É um forte, sem dúvida. Mais do que isso: é rápido, insinuante, e quando pega uma defesa já meio cansada, ninguém consegue pará-lo.

Reconheço que ele poderia acertar melhorar o último passe ou ter um chute mais forte e certeiro, mas admito também que é difícil conciliar velocidade com precisão. Só o fato de ser uma preocupação constante para a defesa inimiga já faz dele uma arma que não pode ser negligenciada.

Por isso, torcerei muito para o “Pequeno Madson” amanhã, em Prudente. Não só por ele, aliás. Creio que a oportunidade também é ótima para Zé Eduardo firmar-se como um sério candidato à vaga deixada por André. Sei que Keirrison veio para ser titular, mas se demorar muito para voltar á antiga forma, Zé Eduardo será a solução.

Também quero ver de novo Bruno Aguiar, que substituiu Edu Dracena melhor do que a encomenda na partida contra o Vitória. Se repetir a bela atuação, poderá ambicionar a chamada titularidade. Por que não?

Outros que merecem análise mais cuidadosa são Maranhão, Rodriguinho e Danilo. Os três têm qualidades e podem ser úteis. Maranhão tem altos e baixos e, quem sabe, longe da inclemência da torcida santista, possa até se sair melhor do que quando joga na Vila. Rodriguinho faz um feijão com arroz bem feito. Nada mais. E Danilo parece estar em evolução. Não encantou, mas não decepcionou.

De Rafael, Léo e Marquinhos não preciso dizer nada. São titulares importantes para o Santos. E o que esperar de Vinícius e Zezinho, que até agora pouco mostraram? Não sei. Confesso que esperava mais de Zezinho, mas o garoto parece assustado com o peso da camisa do Santos. É outro que precisaria de um trabalho psicológico. Dá a pinta de que pode jogar muito, mas a cabeça está atrapalhando.

Enfim, mesmo sendo um jogo aparentemente sem maiores atrativos, sei que para o santista é muito importante, pois o sonho do título brasileiro ainda existe e poderá ser acalentado com uma surpreendente vitória em Presidente Prudente. Como já disse, a lógica é que a partida termine empatada, mas não se pode descartar a possibilidade de os reservas jogarem como titulares, jogarem como nós queremos que joguem.

E você, o que acha de Madson e o que espera do jogo em Presidente Prudente?


Felipe Anderson e outros futuros Meninos da Vila na matéria da revista Personalité

Esta abaixo é a matéria que fiz sobre os futuros Meninos da Vila para a revista Personalité – publicação importante e muito bem editada, dirigida a dezenas de milhares de clientes especiais do Banco Itaú. Ela fala do Felipe Anderson, que no fim do jogo fez o gol de empate, ontem, contra o Corinthians (3 a 3), além de outras belas jogadas, como a do segundo gol, que pode ser vista neste vídeo.

As páginas acabaram ficando do fim para o começo, mas conto com a sua compreensão. Aconselho salvar a matéria, imprimi-la e guardá-la, pois desses meninos podem estar surgindo novas estrelas do futebol. Todos têm pinta de craque.

Quer saber se o Felipe Anderson é bom mesmo? Dá uma olhada neste outro filme:


Santos entrará com time reserva contra o perigoso Grêmio Prudente. Keirrison não passou no teste

O técnico Dorival Junior resolveu não arriscar e já definiu um time reserva para enfrentar o perigoso Grêmio Prudente, domingo, no Prudentão. Dos titulares, apenas Edu Dracena, Léo e Marquinhos estarão em campo. Keirrison, que poderia estrear, foi vetado depois de treinar apenas 30 minutos, ontem.

O problema maior do novo contratado não é físico, é técnico mesmo. Parece que Keirrison desaprendeu nesse período que esteve na Europa. O fato de não ser aproveitado por Barcelona, Benfica e Fiorentina não só tiraram a confiança do garoto, como também o seu futebol – que, diga-se de passagem, nunca foi muito sofisticado.

Assim, a estréia de Keirrison no Santos deverá ocorrer apenas no dia 8 de agosto, na partida contra o Internacional, na Vila Belmiro. Sem ele, o time que entrará em campo contra o Grêmio Prudente, neste domingo, será: Felipe; Maranhão, Edu Dracena, Vinícius e Léo; Rodriginho, Danilo, Breitner (ou Roberto Brum) e Marquinhos; Zé Eduardo e Madson.

Com este time, é improvável esperar por uma vitória em Presidente Prudente. Um empate já deverá ser considerado um bom resultado. Com isso, o Santos deverá se afastar ainda mais das primeiras posições no Campeonato Brasileiro.

Você acha que Dorival Junior está certo em poupar os titulares para a decisão da Copa do Brasil, ou gostaria de ver um time mais forte em Presidente Prudente?


2 a 0 foi ótimo, mas o Santos merecia mais

Como se esperava, o Santos não deixou o Vitória respirar e 2 a 0 foi pouco pelas muitas chances de gol que criou. Se jogar com a mesma determinação, ganha de novo em Salvador, ou no mínimo empata, o que já lhe dará o primeiro título da Copa do Brasil de sua história.

Nesta quinta-feira muitos dirão: o título já estaria praticamente definido se Neymar não cismasse de dar uma cavadinha no pênalti… Mas a verdade é que só houve o pênalti graças à habilidade de Neymar, que ainda fez o primeiro gol, de barriga. Crucificar o garoto é burrice. Ele aprendeu e sorte que a lição não custou tão caro.

Continuo achando que Robinho seria um atacante ainda mais perigoso se arrematasse tão bem como faz todo o resto. Por que ele não treina mais este fundamento? Mas um dos motivos pelos quais o Santos só criou tantas chances e não deu oportunidades ao Vitória é porque Robinho se movimentou demais e também ajudou na marcação.

Bem, mas para resumir, farei algo que não costumo. Analisarei cada um dos jogadores do Santos:

Rafael: Não foi exigido, mas saiu bem do gol em alguns cruzamentos.

Pará: Muito bem. Deu um belo passe para o primeiro gol. Teve outras boas oportunidades no ataque e ainda foi bem como marcador.

Bruno Aguiar: Substituiu muito bem a Edu Dracena.

Durval: Mais seguro do que nas últimas partidas. Acabou fazendo boa dupla de zaga com Bruno Aguiar.

Alex Sandro: Sua melhor partida no Santos. Marcou muito bem e também apoiou com perigo.

Arouca: Seu retorno foi importante para devolver o poder de marcação ao meio-campo do Santos.

Wesley: Rápido, onipresente, voltou a fazer grande partida.

Paulo Henrique Ganso: Desata o jogo, clareia as jogadas, vê mais do que ninguém.

Neymar: Jogou bem e poderia sair consagrado se fizesse o gol de pênalti. Deve ter aprendido que cavadinha é frescurinha e coisa de maluco. Espero que não repita nunca mais.

Robinho: Lutou demais. Errou chutes que poderiam ter resultado em mais gols, mas sua presença apavora a defesa adversária e ainda teve fôlego para ajudar na marcação. Fez linda jogada ao driblar três e servir Pará.

André: O único que não jogou bem, apesar de ter lutado e também ajudado na marcação da saída de bola do Vitória.

Marcel: Entrou no lugar de André, mas pouco ou nada fez.

Marquinhos: Substituiu Ganso, o que parecia inexplicável, mas salvou Dorival Junior com o gol de falta que deixa o Santos com 80% de chances de ser campeão da Copa.

Zé Eduardo: Deu mais movimentação ao ataque e quase marca o terceiro. Faltou calma na hora de concluir.

Dorival Junior: Substituiu André por deficiência técnica e Robinho e Ganso por cansaço. Mas tirar Ganso do jogo foi temerário, apesar de Marquinhos ter feito o gol.

Notas negativas: Essa fumaça de sinalizadores só prejudica o Santos, pois tira a visão dos jogadores e atrapalha na respiração. Por favor, torcedores, não usem mais! Jogar um copo de água no gramado também foi péssimo. Em 2004 o Santos foi punido com perdas de mandos de campo por atitudes assim Parece que já se esqueceram…

Método Científico OC para o jogo de volta, em Salvador

Se na partida de volta o Vitória jogar o máximo que pode, chegará a 90 pontos. Se o Santos jogar 65% do que pode, atingirá 91 pontos, o que deverá provocar um empate – resultado que dará o título da Copa do Brasil ao Santos.

Porém, é preciso lembrar que na única vez que jogou fora do Estado após a Copa do Mundo, o Santos foi amplamente dominado pelo Atlético Paranaense, que estava na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, e perdeu por 2 a 0, fora o baile.

Portanto, para que consiga jogar ao menos 65% do que mostrou ontem, o Santos terá de se empenhar em Salvador, onde o Vitória costuma abafar seus adversários da mesma forma que o Santos faz na Vila Belmiro.

Em Porto Alegre deu a esperada vitória do Internacional, mas por apenas 1 a 0, o que deixa o confronto mais aberto para São Paulo. O problema é que o Tricolor paulista não tem mostrado poder ofensivo e mesmo jogando no Morumbi deverá ter dificuldades para marcar. Inter é favorito para chegar à final da Libertadores, mas não tanto quanto o Santos para ser campeão da Copa do Brasil.

O que você achou dos jogos de ontem e o que acha que acontecerá quarta-feira que vem, em Salvador e em São Paulo?


Dia de decisão. Que imagem mental você está fazendo?

O torcedor é um ser múltiplo. Engana-se quem pensa que ele só grita por seu time e mantém um monótono comportamento binário: feliz nas vitórias, triste nas derrotas. Ele tam muitas propriedades e uma delas é antever, a seu modo, o que acontecerá na partida. Hoje, por exemplo, torcedores de Santos, Vitória, São Paulo e Internacional já acordaram imaginando coisas…

O santista, este eu conheço bem, não pensa em nada diferente do que uma goleada. Como? Com o Santos indo pra cima do tricampeão baiano, criando chances atrás de chances e marcando gols atrás de gols. Um jogo como aquele contra o Grêmio, na semifinal do Brasileiro de 2002, estaria ótimo. 3 a 0, com
Oportunidades para marcar mais três ou quatro vezes.

Mas, como é otimista demais – otimismo que costuma aumentar à medida que o momento do jogo se aproxima – não duvido que haja santistas lembrando que nesta mesma Copa do Brasil o time ganhou de 10 a 0 do Naviraiense e 8 a 1 do Guarani, ambos na Vila Belmiro. E se, após tomar os primeiros gols, o Vitória se descontrolar e sofrer uma estrondosa goleada? Para os analistas do futebol, isso parece impossível. Para os torcedores, não.

Mas é claro que há a contrapartida e neste momento os torcedores do Vitória também já estão jogando com a imagem mental que criaram para o confronto e ela deve mostrar o rubro-negro se aproveitando da insegurança que às vezes acomete a defesa santista para marcar gols que depois serão defendidos com unhas e dentes, orixás e todos os santos.

Enquanto o santista imagina uma torrente invadindo a área do Vitória durante os 90 minutos, o torcedor baiano deve esperar estocadas certeiras que ferirão o Santos em momentos oportunos.

No Beira-Rio, enredo parecido

Duvido que agora os torcedores do Internacional não estejam imaginando uma partida de muitos gols, todos do seu time. Com aproveitamento de 100% desde que voltou da Copa, o time do Sul é franco favorito contra o São Paulo, que ainda não venceu depois das férias forçadas.

Um gol, estádio enlouquecido, Rogério Ceni ajoelhado; outro gol, estádio mais enlouquecido, Rogério Ceni reclamando da defesa; mais um gol, estádio em festa, Rogério Ceni reclamando da arbitragem… Adivinho que este tipo de imagem é que está passando agora pela cabeça do torcedor colorado.

Um gol no contra-ataque, estádio quieto, adversário começando a se desequilibrar; mais um gol, talvez de Fernandão, estádio nervoso, começando a vaiar o próprio time… Estas as cenas que, certamente, estão povoando a imaginação dos são-paulinos.

Por isso, para o torcedor, mais do que uma decepção, a derrota é uma surpresa. Na sua cabeça o seu time já ganhou, e ganhou bem. Tudo o que a realidade mostrar de contrário o indignará. Mas, por outro lado, é esta confiança que atravessa o alambrado e entra em campo com os jogadores e que impulsiona as equipes para triunfos espetaculares.

Neste momento, todas as circunstâncias – a coragem, a determinação, a motivação para dar o máximo – são favoráveis àqueles que são movidos pelos gritos apaixonados de seus torcedores. Assim, por mais que os times se equivalham e por mais que tenham tradição, o fato de jogar em casa, cercado pelo carinho e pela fé dos que os amam, acaba sendo decisivo.

Nas minhas imagens mentais, vejo vitórias consagradoras de Santos e Internacional, imagino a Vila Belmiro e o Beira-Rio explodindo várias vezes. Claro que pode ser diferente. Mas qualquer outro enredo para estes dois espetáculos me pegará de surpresa.

Atenção para os times prováveis no jogão da Vila Belmiro

Santos
Rafael; Pará, Bruno Aguiar, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho e André (Marquinhos ou Marcel). Técnico: Dorival Júnior

Vitória
Lee; Rafael Cruz, Anderson Martins, Wallace e Egídio; Neto, Vânderson, Fernando e Ramon; Elkeson e Schwenck.
Técnico: Ricardo Silva

Arbitragem: Leonardo Gaciba da Silva (RS), auxiliado por Altemir Hausmann (RS) e Roberto Braatz (PR)

E na sua cabecinha, que imagens estão passando dos jogos de hoje? Como estão as partidas na Vila Belmiro e no Beira-Rio. Divida essas emoções com a gente…


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