Não vi o jogo e não gostei. Não vi porque estava iniciando meu curso ESCREVER BEM, no Instituto Bettarello – que darei nas próximas quintas-feiras, das 20 às 22 horas.

Ontem tive o prazer de ter entre meus alunos o professor José Teixeira, ex-técnico de Corinthians e Santos e ex-auxiliar técnico de Cláudio Coutinho na Seleção Brasileira. Como o trabalho, para mim, sempre vem em primeiro lugar, não pude assistir a Palmeiras e Santos.

Ouvi os comentários do Zé Boquinha, da Rádio Eldorado/ESPN, e apesar de saber que ele é um cara do basquete que está fazendo uma boquinha como comentarista de futebol, acreditei, com ressalvas, no que ele disse.

Acreditei porque conheço o Santos. Sei que o time às vezes dá um perdido e não joga nada. Pelo que o Zé Boquinha (que leva todo o jeito de palmeirense) disse, Neymar, André e Alan Patrick não jogaram absolutamente nada.

Dorival Junior tirou Neymar e o garoto não gostou. Eu também não gostaria de sair e ver que o nulo do Alan Patrick continuou no jogo.

Todos concordam que o Ganso entrou e o time melhorou. É óbvio que com ele todo mundo joga melhor. O Ganso é, hoje, peça-chave no Santos. O Neymar, o André, o Robinho e outros deveriam dar uma porcentagem do que ganham para o Ganso, pois sem ele ninguém rende muito bem nesse time.

O Neymar sozinho, sem Ganso e Robinho do lado, se apaga. E a defesa continua batendo cabeça. E os laterais Pará e Maranhão também não jogaram nada. E a diretoria não contratará mais ninguém. E o time perde mais um clássico e vai se afastando dos líderes…

Não é porque pode garantir a vaga para a Libertadores na final com o Vitória – decisão dificílima, na verdade, pois o time de Salvador está jogando melhor do que o Santos – que o Campeonato Brasileiro deve ser encarado como “o que vier é lucro”.

O Santos já mostrou que tem time para brigar também pelo título do Brasileiro, mas está faltando atitude, personalidade. Contra o Palmeiras o Santos não foi sombra do que jogou no primeiro semestre. A esperança é de que volte a ser um time de verdade na próxima partida, domingo, contra o Fluminense.

Técnicos, esses eternos insatisfeitos

Técnico de futebol é o sujeito que tem mais desculpas prontas. Se o time está jogando duas vezes por semana, eles reclamam que “o desgaste é grande”. Se tem umas férias de mais de um mês, reclamam que a equipe “perdeu o ritmo”.

Dorival, eu gosto muito de você, mas para de dar desculpas. Você teve um mês para descansar os jogadores e acertar algumas coisas. Voltar bem pior do que antes é culpa sua.

Pare de se explicar e faça este time jogar bem de novo. Seja profissional e force os jogadores a serem também. Enquanto estiverem recebendo salários do Santos – e ótimos salários – têm de se dedicar.

Aliás, nem sei se é bom deixar o André no time. Se ele não estiver mais a fim de suar a camisa e botar a canelinha nas divididas, que ceda seu lugar ao Zé Eduardo, que já fez por merecer começar jogando como centroavante.

Na próxima semana o Santos joga na quarta-feira, contra o Atlético/PR, em Curitiba. Então, poderei acompanhar a partida inteirinha, já que as aulas de redação do curso ESCREVER BEM, como eu disse, são na quinta-feira.

Na próxima aula falarei e ensinarei as técnicas do Novo Jornalismo, como escrever as notícias do dia-a-dia com mais talento e charme – algo que aprendi nos bons tempos do Jornal da Tarde. Essas técnicas já me ajudaram a ganahr dois Prêmios Esso. Quem sabe ajudam a você também…

Se você é jornalista, ou pretende ser, ou tem um blog ou site, acho que deveria ir ao Instituto Bettarello e dar um passo à frente na sua carreira.

Se ligar pra Neusa e disser que é meu amigo, não terá desconto, mas será servido com refrigerante e bolachinhas durante a aula. Ligue Djá (11) 30827062 ou 30611464.