Ontem foi mais uma dia decepcionante para os palmeirenses. Nas comemorações do 96º aniversário do clube, o time perdeu no Pacaembu, para o Atlético Goianiense, o lanterna do Brasileiro, por 3 a 0. E também não foi muito feliz foi para os torcedores do Atlético Mineiro, que viram o Galo jogar mal, empatar em 0 a 0 com o Flamengo, no Maracanã, e continuar na zona de rebaixamento. E Palmeiras e Atlético são treinados por dois dos técnicos mais badalados do Brasil: Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo.

Nas entrevistas, ambos, Scolari e Luxemburgo, falaram mais ou menos as mesmas coisas: os times ainda não estão prontos, falta tempo, talvez mais alguns reforços, e, é claro, paciência do torcedor.

Mas aí a gente se pergunta: todo técnico que tiver tempo para montar a equipe, contar com a paciência do torcedor e boas contratações para reforçar o elenco, não fará um bom trabalho?

Luxemburgo, que não ganha mais nada há umas três temporadas – desde que ficou em dúvida entre ser técnico e político – só trabalha em clubes que aceitam o seu “projeto” milionário. O Atlético Mineiro bancou e agora está, literalmente, pagando para ver algum resultado.

Scolari, que criou fama com o título da Libertadores, em 1999, pelo Palmeiras, e com o Mundial de 2002 com a Seleção Brasileira, há tempos também não sobe no pódio. Um agravante no seu caso é que seus times jogam feio, não empolgam o torcedor, a não ser pela garra.

Sua Libertadores só veio na disputa de pênaltis em cima do pouco expressivo Deportivo Cali e no Parque Antártica. E o Mundial caiu no seu colo. Jogar uma semifinal com a Turquia e uma final com uma Alemanha que foi para a Copa sem esperanças de passar pela primeira fase, foi, como dizem, mamão com açúcar.

Projetos que esvaziam a despensa

Por falar em alimento, contarei agora a história da sopa, para justificar o título. Acho que a maioria já sabe, mas vamos lá: em um reino distante um homem faminto bateu à casa de uma senhora na selva e pediu algo para comer. A boa velhinha disse que não tinha nada pronto, então ele respondeu que ela não precisava se preocupar, pois a ensinaria a fazer uma sopa barata, pois era de pedra.

Sopa de pedra? Que legal, pensou a anciã. Um prato assim nunca a faria passar fome. Bem, então o estranho começou a ensinar como fazer a sopa: punha-se a água para ferver, lavava-se bem uma pedra antes de coloca-la na panela, depois acrescentava-se batata, cenoura, e tudo quanto é legume que tinha em casa. Tudo fervido e temperado com sal, jogava-se a pedra fora e tomava-se a sopa.

Há técnicos que se apresentam aos clubes com “projetos” eficientes e baratos, ou auto-sustentáveis; pedem uma contratação aqui, outra ali, um aumento de salário acolá, uma participaçãozinha mais adiante e quando vão embora o dono da casa percebe que a despensa está vazia.

Você concorda, ou é fã de Luxemburgo ou Felipão?