Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: setembro 2010 (page 1 of 16)

Há um esquema para ajudar o Corinthians?

Ontem, no empate com o Botafogo em 1 a 1, no Pacaembu, o Corinthians foi mais uma vez auxiliado pela arbitragem. Herrera fez um gol em posição legal, mas o lance foi invalidado sob a alegação de impedimento. O árbitro, Leandro Vuaden, é o mesmo que anulou o gol de Danilo contra o Flamengo, que daria a vitória ao Santos.

Muitos torcedores já estão chamando este brasilerio de Zveitão II, como se fosse uma repetição do que se viu em 2005, quando uma série de “coincidências”, dentro e fora do campo, fizeram do alvinegro paulistano o campeão brasileiro daquele ano.

Há no Youtube uma série de vídeos que fazem parte do “Dossiê Gambá 2010”, produzidos pela Verdazzo, de claras tendências palestrinas. O gol mal anulado de ontem está lá, assim como o impedimento de Danilo no gol que decidiu a vitória corintiana contra o Santos, na Vila Belmiro.

O dossiê da Verdazzo só leva em conta os erros de arbitragem em jogos do Corinthians. Se forem contadas as falhas que prejudicaram os demais candidatos ao título em outros jogos, a lista seria enorme, pois os tropeços de Cruzeiro, Internacional, Botafogo e Santos obviamente ajudaram o Corinthians a se manter à frente desses concorrentes.

Veja o gol de Herrera, do Botafogo, invalidado ontem

O Fluminense que se cuide, pois pelo jeito não é o escolhido pelos homens de preto. Veja o que aconteceu no confronto entre Corinthians e Fluminense, no Pacaembu, na terceira rodada do Campeonato Brasileiro

Lista de Jogos em que o Corinthians ganhou pontos graças à arbitragem (segundo www.verdazzo.com.br/dossiegamba2010

Pontos roubados até 29/09/2010: 15 pontos

26a. rodada – Corinthians 1×1 Botafogo
24a. rodada – Santos 2×3 Corinthians
17a. rodada – Corinthians 2×1 Vitória
12a. rodada – Palmeiras 1×1 Corinthians
11a. rodada – Corinthians 3×1 Guarani
5a. rodada – Corinthians 4×2 Santos
3a. rodada – Corinthians 1×0 Fluminense
1a. rodada – Corinthians 2×1 Atlético-PR

Boas (ou más?) relações

Em 2005 todos os setores do futebol operaram a favor do Corinthians no Campeonato Brasileiro. O clube era dominado pelo dinheiro do russo, exilado na Inglaterra, Boris Berezovsky, através de seu testa de ferro iraniano Kiavash “Kia” Joorabchian. Até um jeito de refazer dois jogos que o Corinthians já tinha perdido foi dado, pelo presidente do STJD, Luiz Zveiter – daí o campeonato ter ficado conhecido como Zveitão.

Agora o Corinthians vive o ano de seu Centenário e até este momento não ganhou nada. O Campeonato Brasileiro é sua última chance na temporada. Todos sabem que muitos ficariam contentes com este título, a saber: Presidente Lula, Ricardo Teixeira, Rede Globo.

Repare que as falhas da arbitragem favorecem sempre os clubes que estão alinhados com a CBF, com a política de Ricardo Teixeira. Veja que Flamengo e São Paulo, outrora equipes que se beneficiavam de erros dos árbitros, agora estão sendo prejudicados. Será que é por que ambos votaram contra Kléber Leite para a presidência do Clube dos Treze? Pense nisso.

Será que pode haver um complô para fazer do Corinthians campeão? Será que, como dizem muitos, estamos vivendo o Zveitão II? Ou os erros a favor do Corinthians são normais em uma arbitragem que, historicamente, sempre optou para, em dúvida, favorecer o time de maior poder político?


Estádio em Cubatão é economicamente inviável

Soube que a assessoria de imprensa do Santos programa uma entrevista coletiva do presidente Luis Álvaro em que ele anunciará o projeto – com orçamento inicial de R$ 650 milhões – de se construir o novo estádio do Santos em Cubatão.

Acho que o presidente deveria ouvir mais os santistas antes de fazer este anúncio, que corre o risco de entrar no rol das frases vazias, como aquela de que o Santos venderia o espetáculo e não os artistas. Estudos sérios comprovam que investir em um estádio grande e moderno na Baixada Santista corem um risco enorme de fracassar.

Estudos de quem? Estudos da construtora que faria o estádio em Diadema, projeto dos mesmos empresários alemães que construíram o Amsterdam Arena. Antes de anunciar ao mundo a proposta, os alemães encomendaram uma minuciosa pesquisa de mercado, que chegou às seguintes conclusões:

A Grande São Paulo tem 1,5 milhão de santistas, e a Baixada tem 500 mil. Um estádio como estes só se paga com a venda antecipada de camarotes. Um pouco mais de oitenta por cento dos compradores potenciais de camarotes do estádio do Santos moram na Grande São Paulo. Portanto, um estádio na Baixada Santista corre o risco de se tornar uma obra inacabada.

E mesmo que seja concluída, qual seria sua ocupação média? O que leva a crer que terá muito mais do que os sete mil pagantes da Vila Belmiro? Sua beleza? Sua proximidade com São Paulo? Bem, a verdade é que os obstáculos que reduzem o público na Vila Belmiro poderão ser até maiores em Cubatão.

Pedágio, transporte coletivo…

Além da distância, um fator que impede maior afluxo de torcedores da Grande São Paulo à Vila Belmiro é a despesa – com combustível, alimentação e, principalmente pedágio. Em Cubatão o problema continuará a existir, com o agravante de que o torcedor de fora estará distante das opções de um centro mais urbanizado, como é Santos.

Outro fator que atrapalha as rendas do Urbano Caldeira é o menor poder aquisitivo dos santistas de Santos. Se mesmo podendo ir a pé ao estádio, muitos preferem assistir aos jogos dos botecos, por que esperar que os torcedores gastarão tempo e dinheiro com transporte para deslocar-se até Cubatão?

Cadê a pesquisa?

É inadmissível que a diretoria do Santos ainda não tenha uma idéia exata do perfil de seus torcedores. A pesquisa seria simplíssima: é só perguntar aos santistas que comparecem à Vila Belmiro em que cidade eles moram. Isso feito por uns 10 jogos e já se saberia a real estratificação dos torcedores no Urbano Caldeira.

A mesma pesquisa em jogos do Santos no Pacaembu traria informações importantes que, cruzadas, mostrariam onde é melhor para o clube e, principalmente, para a maioria de seus torcedores, construir o seu estádio permanente.

Não se pode admitir que depois de assumir o clube prometendo uma gestão moderna, científica etc etc, essa diretoria, Luis Álvaro à frente, anuncie um estádio em Cubatão apenas para aproveitar a sofreguidão da Copa. De elefantes brancos o Brasil já está cheio. O Engenhão é um exemplo. Não se pode erguer uma obra gigantesca apenas por uma questão de oportunismo, sem analisar todos os prós e contras.

O barato pode sair caro

Confesso que não sei, mas, convenhamos, que esses R$ 650 milhões sejam dados de graça para o Santos e que o clube só terá de ceder seu nome para a exploração do espaço comercial e publicitário do estádio. Parecerá a todos um negócio da China, não?

Mas, mesmo que o Santos não invista um tostão, o que acho difícil, ninguém dá R$ 650 milhões sem pedir nada em troca. Assim, o Santos terá de se comprometer a realizar um certo número de jogos no estádio, mesmo que este se transforme em um ponto micado. E aí, como ficarão as opções de se jogar na cidade de Santos e em São Paulo?

Pacaembu, hoje, é a melhor opção

Superstições à parte, o Pacaembu é, hoje, o estádio de maior rentabilidade para o Santos. E será ainda mais interessante com a construção do estádio do Corinthians em Itaquera, pois os outros três grandes clubes da capital terão os seus estádios e o Paulo Machado de Carvalho poderá receber apenas jogos do Peixe, aumentando sua identidade com o torcedor santista.

Hoje a prefeitura de São Paulo está disposta a um belo acordo para ter o Santos jogando no seu estádio municipal. O aluguel que era de 12% ao dia e 15% à noite pode cair para 6% e 7%, respectivamente. O Santos também poderá fazer ações de marketing e explorar espaços do estádio durante os jogos.

O que o torcedor quer

Até o momento em que escrevo este artigo, 960 pessoas votaram na pesquisa deste blog, que pergunta “Como você gostaria que fosse o estádio do Santos”. É uma boa amostragem, já que os votos são únicos e institutos de pesquisa já fizeram enquetes ouvindo até menos pessoas.

Somando-se os que gostariam de ver a Vila Belmiro ampliada (34%), um estádio maior e moderno em Santos (27%) e a Vila Belmiro do jeito que está (3%), temos 64% dos votantes. Portanto, a maioria quer que a casa do Santos continue sendo a cidade de Santos. Eu disse Santos, e não Itanhaén, Mongaguá, Praia Grande, Cubatão…

Porém, 16% quer um estádio maior e moderno em São Paulo, 10% prefere o estádio em Diadema e 10% gosta do rodízio entre a Vila e o Pacaembu, o que dá 36%.

Se a questão envolvesse um estádio em Cubabão, qual seria a porcentagem? É uma pergunta que deveria ser inserida no site oficial do Santos, nos boletos de cobrança, na TV e na Rádio Santos, enfim, deveria ser feita exaustivamente antes de anunciar publicamente o projeto de um estádio.

Já que não será em Santos, qual a diferença de o estádio ser em Diadema, também às margens da Imigrantes, mas bem mais perto do público consumidor do Santos, que fica na Zona Sul de São Paulo e no ABCD?

Será que, além deste público, não deveria ser feita uma pesquisa com empresários e potenciais patrocinadores? Afinal, serão eles que irão viabilizar economicamente o estádio. De que adianta lançar um balão de ensaio sem ter a certeza de que ele vingará? Por que essa precipitação?

Bem, mas esta é apenas a minha opinião. Agora quero saber a sua. Você é a favor ou contra um estádio do Santos em Cubatão?


Falta de transparência continua sendo o grande mal da direção do Santos

Quando o Santos era dirigido por Marcelo Teixeira, acho que fiz no mínimo meia dúzia de textos, publicados no site Santista Roxo, de oposição, pedindo transparência na direção do clube, um mal que historicamente aflige o Alvinegro Praiano. Por isso, fico à vontade para fazer o mesmo agora, quando o presidente é Luis Álvaro Ribeiro.

Transparência foi uma palavra muito usada na campanha de Luis Álvaro, por isso, até como amigo, faço questão de lembrá-lo desse comprometimento. Não sei se perceberam, mas o momento delicado que o Santos vive hoje está relacionado com a quebra da confiança da torcida na direção do clube.

Algumas questões devem ser respondidas imediatamente, para que o torcedor volte a confiar no grupo que assumiu o Santos com tantas promessas. Há muita coisa pairando no ar. Por exemplo:

Qual é a real situação financeira do Santos? A chapa “o Santos pode mais” disse que faria uma auditoria e depois dela Marcelo Teixeira teria de “reembolsar o que tirou”.

Porém, na realidade, Teixeira é que está processando o clube, em uma causa que está em 29 milhões de reais.

Depois de um acordo para pagar o ex-presidente em cinco anos, a diretoria do Santos voltou atrás e, segundo Teixeira, está enrolando para não pagar.

Falou-se em mudar o estatuto para reduzir as restrições aos candidatos à presidência e ao conselho do Santos, mas até agora isso não foi feito.

Falou-se que haveria a publicação de balanços financeiros periódicos no site oficial do clube, mas até agora nem ao menos um balanço foi publicado. E já se vão nove meses.

Falou-se em um fundo de acionistas que colocaria R$ 40 milhões no clube. Aliás, este foi um ponto forte da campanha de Luis Álvaro. Mas até agora isso não foi feito.

Falou-se que o Santos venderia o espetáculo, não os artistas. Luís Álvaro ficou famoso com esta frase e com outra sobre o Cirque du Soleil. Mas o Santos vendeu André, Wesley, não conseguiu segurar Robinho e não contratou mais ninguém de renome.

Falou-se em melhorar as condições para o sócio e para o torcedor do Santos, mas as pessoas reclamam que nunca esteve tão difícil e tão caro comprar ingressos para ver os jogos do Alvinegro.

Falou-se que o Santos jogaria mais em São Paulo, onde tem uma média de público maior, mas a diretoria acabou se submetendo à pressão de outros interesses.

Falou-se em tantas ações ousadas, mas em alguns casos o clube andou para trás, como por ocasião do fechamento da sub-sede em São Paulo e a interrupção dos trabalhos visando as festividades do Centenário, ainda não retomadas.

Por que Zezinho é titular deste time?

O torcedor não se conforma (é só ver o teor dos comentários deste blog) ao ver o inexplicável Zezinho como titular e o garoto Alan Patrick na reserva.

Os direitos de Zezinho pertencem ao argentino Gustavo Arribas, parceiro do iraniano Kia Joorabchian, enquanto Alan Patrick é garoto da base do Santos, um patrimônio do clube.

Por que o Santos não promove Felipe Anderson e Tiago Alves, como todo mundo quer? Se vão vingar ou não, é outra história. É melhor tentar do que ficar na mesmice. Será que não há na base jogadores que possam mostrar um pouco mais do que titulares como Marcel, Roberto Brum, Marquinhos, Pará e Danilo?

Na verdade, o torcedor não entende como tantos jogadores de qualidade técnica duvidosa são titulares do Santos. Há um ano o Santos lutava para não ser rebaixado no Brasileiro. O time que empatou com o Internacional em 3 a 3, na Vila Belmiro, entre titulares e reservas utilizou 14 jogadores. Foram eles: Felipe, Eli Sabiá, Fabão, George e Léo; Mádson, Paulo Henrique Ganso, Robinho (o outro), Neymar, Rodrigo Mancha Germano, Rodrigo Souto, André e Kléber Pereira. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

A equipe que perdeu do Vasco, ontem, entrou em campo com Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Roberto Brum e Marquinhos; Zezinho, Neymar e Marcel. Técnico: Marcelo Martelotte. Com exceção de Neymar, o time é tão ou mais limitado do que o do ano passado.

Que estádio é esse?

Sabe-se que Luis Álvaro anda se encontrando com políticos de Cubatão que querem construir um estádio do Santos lá. Acho que isso não pode ser resolvido antes de uma grande discussão entre os santistas, sócios principalmente, e antes de uma boa pesquisa de mercado.

Tentei falar com Luís Álvaro e a resposta de seu assessor de imprensa é que ele só falará quando tiver alguma coisa concreta. Ué, quando tiver algum documento assinado será tarde demais. É importante ouvir a comunidade santista antes de tomar uma decisão que comprometerá o futuro do clube.

Imaginei que Luis Álvaro seria um presidente diferente, mais aberto. O homem que assumiu falando com todo mundo, até com quem não devia, agora não fala, não dá entrevistas para ninguém. Não é esse titio Laor que o santista quer ver.

Ainda hoje darei um matéria maior sobre o hipotético estádio de Cubatão e as possibilidades de estádios que o Santos tem.

E você, acha que eu é que estou ranzina, mau humorado com a derrota, ou esta diretoria é que prometeu muito e está fazendo pouco?


Como explicar essa derrota para o Vasco?

Depois de fazer 2 a 0 no primeiro tempo, o Vasco usou de todos os recursos que lhe permite São Januário para segurar a vitória. Fez cera, parou o jogo com muitas faltas e até usou o velho recurso de esconder as bolas. Mas não se pode dizer que o time carioca não tenha lutado até o fim. O Santos fez um gol no início do segundo tempo e esteve perto de empatar, mas foi um time atrapalhado, sem vibração, bem diferente daquele que venceu o Cruzeiro no sábado.

Ainda dá pra dizer que o árbitro, Wilton Pereira Sampaio, não deu um pênalti sobre Durval no final do primeiro tempo. Pênalti que o comentarista do Sportv, André Lofredo, viu fora da área… No mais o árbitro até que foi bem e chegou a expulsar o zagueiro Jumar, do Vasco, depois que este fez a miliomésima falta sobre Neymar.

Por falar em Neymar, novamente o Menino de Ouro foi a estrela solitária do Santos. Apanhou como gente grande o tempo todo, e ficou quieto. O que o chutaram por trás, foi brincadeira. Como se temia, Neymar não teve com quem tabelar, já que Marcel foi escalado, mas não visto em campo, e Alex Sandro parece que gastou todo o seu futebol no gol de placa contra o Cruzeiro.

O Santos teve mais posse de bola e no segundo tempo encurralou o Vasco, mas faltou criatividade, precisão e inteligência na hora de criar as chances de gol. Por outro lado, o Vasco, irritantemente, aproveitava todo lance para ganhar tempo.

Após um chute para fora, o goleiro vascaíno, Fernando Prass, atirou-se mais uma vez ao gramado. Era evidente que não tinha nada, mas segundo a repórter do Sportv, seguia a ordem que vinha do banco de reservas do Vasco, que gritava: “Cai, cai. Cai…” Sim, para não cair para a Série B, os jogadores do Vasco caiam em campo como moscas…

Mas isso já era esperado. A situação desesperadora do time carioca fazia prever um comportamento assim, que passaria ao largo da ética. Segundo o repórter da Rádio Transamérica os jogadores do Vasco esconderam as bolas atrás da ambulância. Mas é claro que o torcedor vascaíno achou ótimo. Para o aflito comentarista do Sportv, por exemplo – que ficou o tempo todo dizendo o que o Vasco deveria fazer para segurar os três pontos –, a vitória foi “heróica”.

No final, quando Marcelo Martelotte já tinha substituído Zezinho por Pará; Marquinhos por Alan Patrick e Roberto Brum por Tiago Luís, e o Santos já se atirava todo ao ataque, Éder Luis aproveitou um contra-ataque, passou por dois santistas e um fantasma (também chamado de Pará, que cruzou na frente da bola sem tocá-la) e fez o terceiro gol vascaíno. Mas aí 95 minutos tinham sido jogados e eu já tinha decidido que apesar da luta do medíocre Vasco e do desempenho medíocre do Santos, o empate seria o resultado menos injusto. Ninguém mereceu vencer.

E você, o que achou do jogo?


Mesmo em São Januário, Santos deve buscar a vitória

Nem é preciso consultar o Método Científico OC para dizer que o resultado mais lógico para o jogo de hoje, às 21 horas, em São Januário, é o empate. O Santos tem sido um pouco melhor, mas o fato de a partida ser no campo do Vasco equilibra as coisas. Para confirmar a tendência, o Vasco é o time que mais empatou no campeonato: 12 vezes. Porém, a vitória será o único objetivo dos dois times na partida.

O Santos, a dez pontos do líder Fluminense, precisa vencer para a prosseguir atrás do sonho da tríplice coroa, enquanto o Vasco, a quatro pontos da zona de rebaixamento, respiraria bem mais aliviado com um triunfo sobre o Alvinegro Praiano.

Mas, se houver um vencedor, a tendência é a de que seja o Santos. Além de vir de uma excelente vitória sobre o Cruzeiro, o time só terá um desfalque com relação à última partida: Zé Eduardo, suspenso, dará lugar ao canhoto Zezinho, que poderá atuar na sua verdadeira posição, como atacante.

O técnico interino Marcelo Martelotte, que parece não ser afeito a invenções, manterá Danilo na lateral-direita, mesmo podendo contar com Pará, liberado da suspensão. Na lateral-esquerda, começará a partida com Alex Sandro, pois poupará o veterano Léo para o clássico contra o Palmeiras, sábado. E no meio-campo, Roberto Brum ajudará Arouca na função de volante, o que dará mais liberdade a marquinhos, o melhor passador.

No Vasco, Paulo César Gusmão terá mais problemas para escalar o time, pois não poderá contar com cinco titulares: Ramon, Carlos Alberto e Nilton, machucados, e Dedé e Rafael Carioca, suspensos. Assim, PC Gusmão deverá armar o meio-campo com Jumar, Fellipe Bastos, Felipe e Zé Roberto.

Santos x Vasco, encontro histórico

Desde a inauguração de São Januário, em 1927, partida que o Santos venceu por 5 a 3, os dois alvinegros têm feito muitas partidas históricas, com ampla vantagem para o paulista. Lembremos as mais importantes:

Com vitórias sobre o Vasco o Santos pode comemorar o título do Rio-São Paulo de 1959 (3 a 0, no Pacaembu), a Taça Brasil de 1965 (5 a 1 no Pacaembu e 1 a 0 no Maracanã), o Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata de 1968 (2 a 1, no Maracanã); o Milésimo gol de Pelé, em 1969 (2 a 1, no Maracanã), o título brasileiro de 2004 (2 a 1, em São José do Rio Preto) e o gol 11 mil, de Geilson, em 2005 (3 a 1, em São Januário).

A única vitória vascaína sobre o Santos em finais ou jogos históricos ocorreu na final do Rio-São Paulo de 1999 (3 a 1 no Maracanã e 2 a 1 no Morumbi).

Vasco x Santos

Estádio: São Januário
Horário: 21 horas

Vasco: Fernando Prass, Fagner, Cesinha, Titi, Max; Jumar, Fellipe Bastos, Felipe e Zé Roberto; Eder Luis e Rafael Coelho. Técnico: Paulo César Gusmão.

Santos: Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Roberto Brum e Marquinhos; Zezinho, Neymar e Marcel. Técnico: Marcelo Martelotte.

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF), auxiliado por Marrubson Melo Freitas (DF) e Guilherme Dias Camilo (MG).

Minha análise

Acredito em um jogo leal, bem disputado. PC Gusmão já foi auxiliar de Vanderlei Luxemburgo no Santos em 1997 e é um técnico cotado para um dia dirigir o Alvinegro Praiano. Não creio que orientará seus jogadores para usar a violência, catimbar e utilizar artifícios desleais para ganhar o jogo. Até porque isso só complicaria ainda mais a situação do Vasco.

Por isso tenho expectativa de mais uma atuação destacada de Neymar, que terá os bons passes de Marquinhos. Algo me diz que Zezinho poderá desencantar, e que a ajuda de Alex Sandro poderá ser vital para fortalecer a ala esquerda do ataque. De qualquer forma, se Zezinho não vingar, Alan Patrick é uma ótima opção para o segundo tempo.

Agora reviva o gol histórico de Geilson, que fez do Santos o primeiro time do planeta a alcançar a marca de 11 mil gols marcados.

E você, o que espera deste Santos e Vasco? O que diz o seu coração?


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