O jogo chegava ao final e estava indefinido. O Flamengo tinha a posse de bola, mas nos contra-ataques o Santos criava boas chances. Nisso, a bola é lançada na pequena área do Flamengo, o goleiro Lomba sai apavorado do gol, tromba com Corrêa, cai, e fica segurando o pé de Zé Eduardo. A bola sobra para Danilo, que chuta para marcar gol que daria a vitória ao Santos e colocaria o time bem próximo de Fluminense e Corinthians. Mas aí o árbitro Leandro Vuaden faz o que, infelizmente, chega a ser corriqueiro em jogos no Rio: ajuda o time carioca e anula o gol legítimo do Santos.

Uma vergonha! Se o prejudicado sofre outro time, dado a choradeiras, um banzé seria armado. Mas o Santos está acostumado a superar essas “falhas” de arbitragem e seguir em frente. Porém, que dá nos nervos ser prejudicado tão descaradamente, ah, isso dá:

“Infelizmente ele (Vuaden) deu a falta no goleiro do Flamengo. Foi falta do Corrêa no goleiro, só se for, porque eu não trombei com o goleiro”, disse Zé Eduardo ao final da partida.

O problema do futebol brasileiro é que o poder político está todo no Rio de Janeiro: a sede da CBF, da Comissão de Arbitragem, do STJD. Em dúvida, o árbitro que não quer cair em desgraça na profissão, ajuda o time do Rio. Foi o que se viu neste jogo do Maracanã.

Santos fez o máximo dentro das circunstâncias

Com vários desfalques, algumas improvisações e a má forma crônica de Keirrison – que parece um ancião de 70 anos reaprendendo a andar – o empate em 0 a 0 acabou sendo um resultado satisfatório para o Alvinegro Praiano, que com esse pontinho volta a ficar em terceiro lugar e com um jogo a menos.

O jogo até que foi bom e o Flamengo manteve a posse de bola por mais tempo, porém esbarrou na boa defesa do Santos. Perfeita nas bolas altas, a defesa santista permitiu poucas oportunidades ao atual campeão brasileiro. A melhor delas foi do estreante Deivid, ainda no primeiro tempo, após bela jogada de Leonardo Moura. O ex-santista, porém, chutou a bola por cima do travessão.

Na segunda etapa o Flamengo continuou com o chamado domínio territorial, mas nos contra-ataques comandados por Madson e Zé Eduardo, o Santos teve boas oportunidades – uma delas concretizada no gol pessimamente anulado pelo mediador Leandro Pedro Vuaden (árbitro é quem apita direito, mediador é o que faz média mesmo).

Desta vez Dorival Junior substituiu melhor. A entrada de Breitner no lugar de Zezinho não melhorou muito o time, mas a de Madson no de Kerirrison tornou o Santos bem mais agressivo. Aliás, não dá para entender Madson no banco. O baixinho tem atitude, vigor físico, velocidade e coragem. Ele sozinho brigou com a defesa do Flamengo no segundo tempo e quase marcou o gol da vitória. É falta de inteligência deixá-lo no banco diante das tão poucas opções que o time está tendo.

Além de Keirrison, há poucas ressaltas individuais a se fazer aos santistas que enfrentaram o Flamengo. Talvez valha um toque ao Alex Sandro para tomar mais cuidado na hora de sai jogando na defesa: por três vezes ele tentou despachar a bola e a jogou nos pés do adversário.

Agora é hora da torcida jogar junto

Com a volta de Neymar, o Santos será uma equipe bem mais forte na próxima quinta-feira, às 21 horas, contra o Botafogo, no Pacaembu. O jogo valerá para decidir de vez a terceira colocação e poderá colocar o Alvinegro Praiano no encalço de Corinthians e Fluminense. Nem é preciso dizer que é o momento da torcida santista fazer a sua parte e empurrar o time rumo à tríplice coroa.

Mas também é bom o Santos ter uma atuação mais forte nos bastidores. Ser roubado e ficar quietinho não dá. Esse Leandro Vuaden provou que não tem personalidade para atuar em jogos em que o Santos for visitante. Além do gol anulado, cansou de marcar perigos de gol sempre que a bola rondava o arco do Flamengo.

E você, o que achou do jogo no Maracanã? Acha que o gol foi bem anulado? E a tríplice coroa, ficou mais perto?