Depois de fazer 2 a 0 no primeiro tempo, o Vasco usou de todos os recursos que lhe permite São Januário para segurar a vitória. Fez cera, parou o jogo com muitas faltas e até usou o velho recurso de esconder as bolas. Mas não se pode dizer que o time carioca não tenha lutado até o fim. O Santos fez um gol no início do segundo tempo e esteve perto de empatar, mas foi um time atrapalhado, sem vibração, bem diferente daquele que venceu o Cruzeiro no sábado.

Ainda dá pra dizer que o árbitro, Wilton Pereira Sampaio, não deu um pênalti sobre Durval no final do primeiro tempo. Pênalti que o comentarista do Sportv, André Lofredo, viu fora da área… No mais o árbitro até que foi bem e chegou a expulsar o zagueiro Jumar, do Vasco, depois que este fez a miliomésima falta sobre Neymar.

Por falar em Neymar, novamente o Menino de Ouro foi a estrela solitária do Santos. Apanhou como gente grande o tempo todo, e ficou quieto. O que o chutaram por trás, foi brincadeira. Como se temia, Neymar não teve com quem tabelar, já que Marcel foi escalado, mas não visto em campo, e Alex Sandro parece que gastou todo o seu futebol no gol de placa contra o Cruzeiro.

O Santos teve mais posse de bola e no segundo tempo encurralou o Vasco, mas faltou criatividade, precisão e inteligência na hora de criar as chances de gol. Por outro lado, o Vasco, irritantemente, aproveitava todo lance para ganhar tempo.

Após um chute para fora, o goleiro vascaíno, Fernando Prass, atirou-se mais uma vez ao gramado. Era evidente que não tinha nada, mas segundo a repórter do Sportv, seguia a ordem que vinha do banco de reservas do Vasco, que gritava: “Cai, cai. Cai…” Sim, para não cair para a Série B, os jogadores do Vasco caiam em campo como moscas…

Mas isso já era esperado. A situação desesperadora do time carioca fazia prever um comportamento assim, que passaria ao largo da ética. Segundo o repórter da Rádio Transamérica os jogadores do Vasco esconderam as bolas atrás da ambulância. Mas é claro que o torcedor vascaíno achou ótimo. Para o aflito comentarista do Sportv, por exemplo – que ficou o tempo todo dizendo o que o Vasco deveria fazer para segurar os três pontos –, a vitória foi “heróica”.

No final, quando Marcelo Martelotte já tinha substituído Zezinho por Pará; Marquinhos por Alan Patrick e Roberto Brum por Tiago Luís, e o Santos já se atirava todo ao ataque, Éder Luis aproveitou um contra-ataque, passou por dois santistas e um fantasma (também chamado de Pará, que cruzou na frente da bola sem tocá-la) e fez o terceiro gol vascaíno. Mas aí 95 minutos tinham sido jogados e eu já tinha decidido que apesar da luta do medíocre Vasco e do desempenho medíocre do Santos, o empate seria o resultado menos injusto. Ninguém mereceu vencer.

E você, o que achou do jogo?