Fiquei devendo e trago agora, graças ao amigo Vítor Queiroz de Abreu, que pesquisou a imagem e a editou, o famoso pênalti não marcado em Pita na final do Campeonato Brasileiro de 1983.

O árbitro, o carioca Arnaldo César Coelho, famoso pelo bordão “A regra é clara”, conseguiu transformar um pênalti em obstrução faltosa, com cobrança em dois toques. Um dos maiores absurdos da história da arbitragem.

O Santos, que tinha vencido o Flamengo no Morumbi por 2 a 1, jogava pelo empate no Maracanã para ser campeão. No momento deste lance o time perdia por 1 a 0 e poderia empatar caso o claríssimo pênalti sobre Pita fosse marcado.

Havia, porém, uma pressão tremenda para que o Flamengo fosse campeão. Pressão que incluía a TV Globo, dirigida pelo flamenguista fanático Roberto Marinho e cujo narrador era e ainda é o também rubro-negro Galvão Bueno.

Repare que no lance Galvão reage com a maior naturalidade diante do fato de Arnaldo César Coelho ter marcado falta dentro da área, mas em dois toques, ao invés do pênalti. Qualquer narrador neutro teria ficado abismado com a marcação ou teria pedido a opinião do repórter ou comentarista. Mas Galvão agiu como se o lance não tivesse nada de anormal. Que grande cara de pau, amigos da Rede Globo!

Mas, como é mesmo impossível enganar a todos durante todo o tempo, está aí a prova do crime. Salvem-na com carinho e a guardem, porque é, repito, uma prova irrefutável de que o Santos foi garfado em 1983, assim como seria na lendária decisão de 1995.