Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: outubro 2010 (page 1 of 17)

Desesperar? Jamais

Santista, você é inteligente, escolhido, especial. Então, não preciso explicar nada. Carregue e deixe rolar esta bela música de Ivan Lins. Preste atenção na letra, respire fundo e bola pra frente. Ainda tem jogo, meu amigo e minha amiga. Nada de morrer na praia, nada de entregar o jogo. Nada de jogar a toalha.

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Um descuido e o título pode ter ido embora

Aos 33 minutos do segundo tempo Zé Eduardo fez um gol de anjo, um verdadeiro gol de placa.

Não se pode dizer que o Santos tenha jogado mal. Ao contrário. Enfrentou o campeão da Libertadores no Beira-Rio lotado e, além das chances que desperdiçou, teve um gol anulado e um pênalti não marcado em cima de Neymar. Mas o que dói é ver Zé Eduardo – que não é o Fio Maravilha – fazer um golaço aos 33 minutos do segundo temp, e três minutos depois a defesa dormir e ceder um gol que pode ter sido fatal na busca pela tríplice coroa.

Desde o começo o Inter forçava pela esquerda, em cima da insegura dupla formada pelo lateral Pará e o volante Danilo. Ao fazer o gol – em que Zé Eduardo se desvencilhou de três defensores e acertou um chute perfeito, de esquerda, bem no ângulo –, o que seria lógico esperar do Santos?

Que reforçasse ainda mais a marcação por ali, obviamente. Mas o que se viu? Kléber receber a bola livre, sem Danilo ou Pará por perto, e cruzar para Leandro Damião, também livre, empatar o jogo, no gol que pode ter tirado as últimas chances do Santos de lutar pela taça.

Nessas horas dá vontade de perguntar ao Edu Dracena: como você promete o título ao presidente Luís Álvaro se nem marcar o centroavante adversário você consegue?

Bem, mas não quero tirar ninguém para Cristo. No todo, o time até me surpreendeu positivamente. Empatar com o Inter no Beira-Rio, criar várias chances de gol e ainda ser flagrantemente prejudicado pela arbitragem de Paulo Godoy Bezerra e seus auxiliares Carlos Berkenbrock e Marco Antônio Martins não é para qualquer um.

Mesmo com as deficiências e instabilidades dos jogadores que já estamos cansados de criticar – Danilo, Pará, Rodriguinho, Marquinhos e Alex Sandro –, hoje o time foi valente e jogou com a cabeça.

Acho que no gol Dracena falhou, mas o vi salvar várias bolas pelo alto. Outro que me surpreendeu foi Roberto Brum. Na ausência de Arouca, que saiu machucado, Brum marcou e até saiu bem pro jogo.

Rafael foi excelente. Fez defesas dificílimas. Durval pode ter falhado no gol, só. Pará e Danilo são aqueles que torcemos para que peguem a bola mais à frente, pois quando saem jogando na defesa, nos deixam com calafrios.

Zé Eduardo foi um leão e mereceu o gol. Poderia ter sido novamente o herói do jogo, como na partida contra o Fluminense, não fosse o cochilo da defesa santista, que não segurou a vantagem.

Neymar, mesmo quando não joga tudo o que sabe, é muito importante. Criou oportunidades, sofreu um pênalti, só falhou, duas vezes, por não chutar com o pé esquerdo. Já tinha o ângulo para o arremate, mas cortou mais uma vez para dentro e nisso perdeu a chance.

Outro dia falamos de Pelé e dos fundamentos que aprendeu com seu pai, um deles o chute com a esquerda. Um atacante fica capenga se não consegue bater com força e precisão com os dois pés. Espero que Neymar seja humilde o suficiente para reconhecer essa deficiência e tentar corrigi-la.

Acho que Alan Patrick foi importante para dividir com Neymar a responsabilidade de colocar a bola no chão e tentar criar jogadas de ataque. Percebi que está mais confiante, amadurecendo. Caso melhore o chute e o passe poderá até ser o titular em 2011.

Nosso titio Léo luta, tenta, mas só se segura pela experiência na posição, coisa que Alex Sandro está longe de ter. A cada partida fica mais claro para mim que Alex Sandro é um ponta-esquerda, não um lateral.

Quem fica e quem sai

Aos amigos e amigas que lêem o blog, lembro que desde esta partida estamos avaliando os jogadores do Santos para saber quem sairá e quem deverá continuar no clube na próxima temporada – análise que se estenderá pelos jogos restantes, até o final do campeonato.

De que adianta a nossa análise? Garanto que ela será transmitida a dirigentes do Santos que podem decidir pela permanência ou não dos jogadores no clube.

Hoje, eu diria que os melhores do time foram Rafael, Arouca, Brum, Neymar e Zé Eduardo. Colocaria Léo, Alan Patrick e Pará entre os medianos e Marquinhos e Danilo entre os mais fracos. Quanto a Alex Sandro, é bom no ataque, mas péssimo na defesa.

A respeito de Marcelo Martelotte, não serei tão rígido, pois acho que conseguiu montar um esquema que fez o Santos estar na frente do marcador até a 10 minutos para o final do jogo – e isso no campo do adversário, repito, contra o atual campeão da Libertadores.

Por mais que se critique uma coisa ou outra, a verdade é que faltam ovos para o interino Martelotte Martelar uma omelete mais saborosa. Ele está tirando leite de pedra, essa é a verdade.

O empate ainda deixou um fio de esperança

Se perdesse hoje, eu diria que o Santos teria de criar alguma motivação especial para os jogos restantes no Brasileiro. Mas o empate ainda deixa um resto de esperança no ar.

Caso vença o perigosíssimo Vitória na próxima partida, na Vila Belmiro, entrará de novo na corrida que pode levar ao título. Do jeito que a coisa vai, nenhum time conseguirá ganhar dois jogos seguidos.

Em tempo: Foi gostoso ouvir o ídolo colorado Roberto Falcão comentar o golaço de Zé Eduardo pela TV Globo. A voz dele quase não saiu. Rsss


E você, o que achou de Internacional 1 x Santos 1? Quem se destacou e quem decepcionou ?


Santos quer repetir no Beira-Rio o que o Prudente fez na Vila

Hoje é dia do Super Neymar enfrentar as forças do Exército Vermelho

Os dois precisam da vitória, mas no jogo dos campeões do ano, o Santos é a zebra. O Internacional jogará em casa e com todos os titulares que conquistaram a Libertadores. O Santos, mais uma vez, dependerá de Neymar, a maior preocupação de Celso Roth e dos jogadores do Inter. Mas Marcelo Martelotte, precavido, deverá escalar sua equipe no contra-ataque.

Os dois times têm 48 pontos e alguma chance de lutar pelo título, desde que vençam hoje, o que os deixaria a seis pontos do líder Fluminense.

Celso Roth colocará em campo o que tem de melhor. Mas Martelotte resolveu manter Danilo no time, e ainda no meio-campo, fora de sua posição original. O técnico não ouviu o pedido de Alan Patrick, que no meio da semana disse que gostaria de jogar ao lado de Marquinhos, outro meia como ele.

Como o técnico decidiu colocar Keirrison na reserva e voltar à fórmula dos dois atacantes, um meia como Marquinhos daria mais criatividade ao meio-campo e mais opções para Alan Patrick.

Danilo, um dos mais criticados pelos santistas depois do fiasco contra o Grêmio Prudente, continuará sendo prestigiado, apesar de mostrar dificuldades tanto na marcação, como no apoio ao ataque. É o tipo de jogador de quem se espera uma grande atuação a qualquer momento, mas ela nunca vem.

Na defesa, o Santos jogará com Rafael; Pará, Durval, Edu Dracena e Léo. Para a maioria dos torcedores, Dracena deveria ceder seu lugar a Vinicius Simon – ainda mais depois da baixaria de ontem, quando foi um dos mais agressivos contra o aniversariante Zé Eduardo –, e para boa parte dos santistas, Alex Sandro deveria entrar no lugar de Léo.

O Inter só tem um medo: Neymar

O Santos, hoje, pode ser um time limitado, mas tem um jogador excepcional, que causa muita preocupação ao adversário. O técnico Celso Roth não esconde que Neymar pode desequilibrar a partida:

“O Neymar terá uma atenção especial. É um jogador que tem vitória pessoal, que desmancha qualquer esquema tático”, disse Roth.

Ao contrário de outros técnicos e muitos jornalistas, Roth acha que o craque santista “vai se equilibrar” e se destacar no futebol. “É um grande jogador, tem um potencial enorme. Que seja craque dentro e fora do campo. Ele sabe disso. É um menino e certamente vai se equilibrar. Tem tudo para se consagrar. Torcemos por ele, nós, brasileiros”.

Os jogadores do Inter não escondem sua preocupação com oMenino de Ouro da Vila. Para o volante Wilson Matias, Neymar tem de ter “marcação em cima”, pois “é um jogador talentoso. Não podemos dar espaço, se não ele decide”.

De acordo com o lateral-direito Nei, toda linha defensiva do Inter terá atenção redobrada em cima do atacante. Inclusive, com um colorado na sobra.

– Temos que ter um posicionamento muito bom em campo, não só de um jogador, mas sim da defesa toda. Estava conversando sobre isso com Bolívar, Wilson Matias, Kleber e Guiñazu. Como ele é rápido, vai sempre tentar driblar o primeiro. Se tiver outro encostado, fica mais fácil para roubar – afirma Nei.

O lateral Nei, que deverá dar combate direto ao ídolo do Santos, disse que ficará mais preso à defesa para não dar espaço ao atacante. “O Neymar é um excelente jogador. Em termos de inteligência, drible, se não for o melhor, é um dos melhores do Brasil. Vou ficar mais preso por causa dele”, admitiu.

Mas Nei espera que seus outros companheiros de defesa o ajudem na marcação de Neymar. Diz o lateral: “Temos que ter um posicionamento muito bom em campo, não só de um jogador, mas sim da defesa toda. Estava conversando sobre isso com Bolívar, Wilson Matias, Kleber e Guiñazu. Como ele é rápido, vai sempre tentar driblar o primeiro. Se tiver outro encostado, fica mais fácil para roubar”, torce.

A preocupação com Neymar é tanta que antes do início da partida o capitão do Inter, o zagueiro Bolívar, do Internacional, pretende conversar com o árbitro Paulo Henrique Godói Bezerra para “preveni-lo sobre a mania de cai-cai do Neymar”. Bem, considero isso uma coação ao árbitro e acho que o capitão colorado já merecia um cartão amarelo logo de cara pela atitude.

Como deverá ser o jogo

O Santos deverá jogar no contra-ataque, explorando a mobilidade de Neymar, Zé Eduardo e Alan Patrick. Pará, pela direita, e Léo, pela esquerda, serão as outras opções ofensivas viáveis. A presença de Danilo, de surpresa, e dos zagueiros Edu Dracena e Durval, nas chamadas bolas paradas, também são tentativas válidas para se chegar ao gol do Inter.

O ideal para o time seria chegar à metade do segundo tempo com um placar que obrigasse o Inter a continuar atacando, pois aí Martelotte poderia tirar Léo e colocar o rápido Alex Sandro, que sempre joga bem e é decisivo quando entra nessas condições.

Mas o problema do Santos será garantir-se na defesa por tanto tempo, pois o Inter estuda fazer uma marcação-pressão no início do jogo, buscando a vantagem logo no começo da partida. Celso Roth treinou esta marcação durante a semana e sua única dúvida em empregá-la é que o avanço da defesa poderá abrir espaço para as arrancadas de Neymar.

A análise dos santistas

Como já conversamos em um post, logo após a derrota para o Grêmio Prudente, este blog fará, com a ajuda de seus leitores, uma análise dos jogadores do Santos nestes sete jogos restantes do Brasileiro.

Mesmo que o time perca todas as chances de brigar pelo título, as atuações dos jogadores nestas partidas serão decisivas para que, na nossa opinião, continuem ou saiam do Santos em 2011.

Times prováveis

Internacional: Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Guiñazu, Wilson Matias, Giuliano e D’Alessandro; Rafael Sobis e Alecsandro.

Santos: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo: Roberto Brum, Arouca, Danilo e Alan Patrick; Zé Eduardo e Neymar.

Os dois times têm 48 pontos ganhos e 14 vitórias, mas o Santos está uma posição à frente, em quarto lugar, porque tem um saldo de gols melhor (11 contra 4).

Reveja a última vitória do Santos sobre o Inter em Porto Alegre

E você, amigo e amiga, o que acha que acontecerá hoje? Martelotte agiu bem em colocar Danilo no meio, ao invés de Marquinhos? E o Inter, conseguirá marcar Neymar?


Veja como seria o estádio do Santos em Diadema


Igual ao do Schalke 04, na Alemanha, com teto retrátil e para 48 mil pessoas.

Outro dia falamos de um estádio do Santos no mar. Hoje trazemos imagens do estádio do Schalke 04, igualzinho ao que seria construído em Diadema.

Situado em Gelsenkirchen, na Alemanha, o estádio tem capacidade para 48 mil pessoas e sua contrução levou três anos, de 1998 e 2001.

Os estudos contratados mostraram que no caso do Santos o lugar ideal para o estádio era às margens da Imigrantes, com fácil acesso para Santos e São Paulo, mas mais próximo da capital, onde o Santos tem 1,5 milhão de torcedores, enquanto os santistas da Baixada são calculados em 500 mil.

Um estádio desses é viabilizado com a venda antecipada de camarotes e cerca de 80% dos potenciais comprados dos mesmos residem na Grande São Paulo.

O presidente Marcelo Teixeira tentou convencer os empresários alemães a construírem o estádio em Cubatão, ou mesmo em outra cidade próxima a Santos, mas estes – que já tinham alguns patrocinadores engatilhados – recusaram, alegando que não haveria viabilidade econômica para erguer tal obra na Baixada Santista.

Que tal o estádio do Santos em Diadema? Gostou?


Gilberto Mendes, um gênio santista da música, hoje no Sesc de Santos

Gilberto Mendes, 88 anos de juventude, autor da polêmica Santos Football Music

Falemos agora de Gilberto Mendes, um expoente da música experimental de vanguarda. Sua música incomum, fragmentada, instigante, tem sido tocada nos cinco continentes. E o melhor é que ele é santista de Santos, onde hoje à noite se apresentará no auditório do Sesc.

Ontem fui com a Suzana e os amigos Débora e Carlos vê-lo no Sesc Vila Mariana. Que criatividade! Que desafio aos nossos ouvidos, acostumados aos ritmos compassados e às rimas cruzadas.

Gilberto é tão criativo como Paulo Henrique Ganso, tão imprevisível como Edu e Robinho, tão sereno como Gylmar e Mauro.

Em pensar que este senhor alegre, cujos olhos brilham como os de um menino, já tem 88 anos. É reconhecido no mundo todo, mas continua morando em Santos, onde nasceu. E apesar de intelectual, gosta de futebol e é torcedor do Santos.

Um dia, ao ouvir a transmissão de uma partida pelo rádio do carro de um amigo, teve a idéia de produzir uma obra que retratasse os sons e os sobressaltos de uma partida de futebol. Assim criou a peça “Santos Football Music”, que conta com a participação da platéia para recriar o clima nervoso de um estádio.

Ontem fui ter com ele, pois havia a idéia de uma ária composta por ele para ser apresentada em um jogo do Santos, com a participação da torcida. Mas chegamos à conclusão de que seria muito complicado e sua música não é para as massas. Entretanto, durante o Centenário do Santos, Gilberto dispôs-se a fazer um concerto em homenagem ao time do seu coração.

Não pude ouvir “Santos Fooball Music” ontem, na apresentação no belo Sesc Vila Mariana. A música não foi incluida no programa. Então, cheguei em casa e a revi através do Youtube. Ficou curioso? Então está aqui a obra revolucionária de Gilberto Mendes. Contate que até na arte pós-modernista o Santos se destaca.

Gostou? Não precisa entender, só sentir. Mas estou achando que a música para um estádio todo cantar tem de ser samba, marcha ou rap. O que acha?


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