Sei que vou arrumar alguma discussão com este post, mas há coisas que têm de ser ditas. Nesta jornada de recuperação, em que mais do que nunca precisa do apoio de seu torcedor, o Santos não pode continuar jogando para públicos de 8 mil pessoas na Vila Belmiro. Ao torcedor da Baixada, parodiando um velho amigo, eu faço um ultimato: você é um homem, ou um saco de batatas?

O saco de batatas é aquele que fala, provoca, chama pra briga, mas na hora agá pula pra trás. A maior parte dos santistas da Baixada tem agido assim. Insistem para que o Santos jogue na Vila, fazem campanha contra o Pacaembu, dizem que o Santos é de Santos, mas na hora que precisam demonstrar o apoio e o amor ao clube, caem fora.

Não dá para entender a baixa média de público na Vila. Até porque no mínimo um terço dos presentes descem a serra. A Torcida Jovem, por exemplo, é majoritariamente de São Paulo. Se dependesse só dos santistas da Baixada, o Santos não teria mais do que quatro mil torcedores em seus jogos. Uma vergonha!

Uma vergonha porque a Baixada Santista, que compreende nove municípios e 1.668.377 habitantes, tem uma infinidade de torcedores do Santos. Só a soma dos habitantes de Santos e São Vicente dá 747 mil pessoas, das quais mais de 50% torcem para o Alvinegro Praiano. Se forem somadas as populações das cidades próximas Guarujá (308 mil), Praia Grande (249 mil) e Itanhaém (87 mil), já se chega a um milhão e 300 mil pessoas, equivalente a uma metrópole.

E enquanto o Santos não consegue elevar sua média de público na Vila para além de 8 mil pessoas, a pequena Criciúma, de Santa Catarina, que tem apenas 188.557 habitantes, mantém uma média superior a nove mil pessoas em seu estádio.

Não sei se a explicação para o pequeno público na Vila é o baixo poder aquisitivo, as dificuldades de transporte na região, a falta de uma boa divulgação dos eventos, ou a ausência de promoções… Isso continua sendo uma incógnita que, espero, a nova diretoria venha explicar. O certo é que a Vila Belmiro dificilmente está cheia, mesmo em momentos decisivos para o time.

Além de um prejuízo constante, pois se fizesse todas as suas partidas no Pacaembu, por exemplo, o Santos faturaria cerca de R$ 10 milhões por ano a mais do que consegue na Vila, o time deixa de ser incentivado em momentos decisivos, em que a torcida pode fazer a diferença.

Que a imprensa de Santos faça a sua parte

Sempre que se toca no assunto de mandar os jogos do Santos em São Paulo sei que boa parte da imprensa santista faz o maior alarde, dizendo que o Santos é de Santos e blá blá blá… Sei que o influente jornalista Armando Gomes, que comanda o programa “Esporte por Esporte”, da TV Santa Cecília, é um dos mais inflamados defensores da Vila Belmiro.

Pois eu também sei que no jornalismo é muito mais fácil destruir do que construir. É mais fácil destruir uma idéia, colocar uma série de obstáculos contra ela, do que criar uma nova e fortalece-la. Assim, o Santos vive e viverá esse dilema, enquanto alguém não tiver a coragem de lhe dar uma definição.

A idéia é mandar todos os jogos na Vila Belmiro? Ok. Então que se trabalhe a Baixada Santista para garantir ao menos as 15 mil pessoas que o estádio comporta. Neste particular, a participação da imprensa local é imprescindível.

Assim, prezado Armando Gomes, faço um apelo para que use sua influência na Baixada e reforce o pedido a seus ouvintes e espectadores para que prestigiem o Santos nesta reta final de Campeonato Brasileiro, deixando os botecos e o pay per view de lado e comparecendo à Vila Belmiro.

Garanta o seu lugar

Os ingressos para o jogo de quarta-feira, às 22 horas, contra o campeão da Libertadores, o Internacional de Porto Alegre, já estão à venda nos seguintes lugares:

Santos Mania – Canal 3 – Avenida Washington Luiz, nº 446 – Gonzaga, em Santos – Aberta de segunda a sexta-feira das 10 às 20 horas e sábados das 10 às 16 horas – Tel.: (13) 3234-3310

Ali-Car Auto Peças – Via Santos Dummont, 752 (Vicente de Carvalho – Guarujá) – Tel: (13) 3352-5077 – Aberto das 8h às 18h, exceto aos domingos.

Chaveiro Magenta – Rua Martin Afonso, 34 (Centro – Santos) – Tel: (13) 3233-6688 – Aberto das 8h às 18h, exceto aos domingos.

Empório Brasil Esportes – Rua Jacob Emmerick, 448 (Centro – São Vicente) – Tel: (13) 3467-5298 – Aberto de segunda a sábado das 9h às 19h e domingos das 9h às 14h.

Hotel Praiano – Avenida Barão de Penedo, 39 (José Menino – Santos) – Tel: (13) 3251-6826 – Aberto 24 horas.

Pepino Esportes – Super Centro Boqueirão (Rua Oswaldo Cruz, 319 Loja 66/95 – Boqueirão – Santos) – Tel: (13) 3233-8850 ou (13) 3234-4969 – Aberto das 9h às 20h, exceto aos domingos.

Piola & Morelli Lotérica – Shopping Pátio Iporanga (Avenida Ana Costa, nº 465 – Loja 128 – Gonzaga – Santos) – Tel: (13) 3877-1410 – Aberta de segunda a sábado das 10 às 10 horas.

Preço dos ingressos

Arquibancada: R$ 30,00 (meia R$ 15,00);
Cadeira lateral: R$ 80,00 (meia R$ 40,00);
Cadeira de fundo: R$ 50,00 (meia R$ 25,00);
Setor Visa: R$ 60,00 (meia R$ 30,00).*
Obs.: Os bilhetes para o Setor Vip Visa são vendidos por meio do serviço Visa Passfirst no site FutebolCard (www.futebolcard.com) ou em guichê especial na Vila duas horas antes do jogo, se as entradas para o setor não acabarem antes disso.

Meia entrada

A meia-entrada pode ser comprada por estudantes e aposentados, desde que apresentem os devidos documentos de identificação, tanto na compra quanto ao entrar no estádio.

Sócios

Sócios do clube com a mensalidade em dia e carteirinha em mãos pagam R$ 15,00 na fatura enviada via boleto, como ocorre regularmente. Em comemoração ao Dia das Crianças, cada sócio poderá trazer de graça uma criança de até 12 anos.

E você, vai ao jogo contra o Internacional? Por quê?