Bastam 100 sócios para se fundar uma embaixada santista

Um novo estatuto será apresentado ao Conselho do Santos na reunião da próxima segunda-feira, dia 25. Se aprovado, em reunião posterior, em outra data, ele permitirá a torcedores distantes participarem ativamente da vida e das decisões do clube, graças à criação das embaixadas. Já pensou em ser um Embaixador do Santos?

As embaixadas poderão ser criadas em qualquer lugar do Brasil ou do exterior, desde que reúnam, no mínimo, 100 associados(as) do clube. Como representantes do Santos, elas poderão promover eventos, fazer campanhas de sócios, vender produtos licenciados e participar das decisões do clube – participando das eleições, inclusive.

Mesmo sem fins lucrativos, as embaixadas devem ser auto-sustentáveis, podendo utilizar parte ou a totalidade da receita que gerarem para sua manutenção.

Embaixadas com mais de 200 associados do Santos aptos a votar (com ao menos um ano como sócio) poderão participar das eleições do clube para membros do Conselho de Administração e/ou do Conselho Deliberativo.

Uma mobilização maior

Lembro-me de que no ano passado conversei várias vezes com José Carlos Peres, o superintendente do Santos na capital, sobre a criação desses núcleos de santistas que dariam apoio ao clube. Como se sabe, há nichos de santistas espalhados pelo mundo e se houvesse uma forma de reuni-los em pequenas associações, isso certamente traria muitos benefícios ao Santos.

Procurávamos um nome para esses pequenos clubes e queríamos fugir de “consulado”, que já começava a ser adotado com sucesso pelos times do Sul, Grêmio e Internacional.

Ceio mesmo que um dos motivos do crescimento e da consolidação da torcida do Grêmio se deve a esta iniciativa. Desde o ano passado o clube já recebeu a filiação de dezenas de consulados, com mais de 237 mil torcedores cadastrados.

Só não concordo com o ar belicoso que o Grêmio deu a esta acão, que batizou de Exército Gremista e que define cada novo integrante como “um soldado que veste a farda do tricolor e que tem orgulho de fazer parte deste batalhão de fanáticos espalhados pelos quatro cantos do planeta”.

O Santos, por sua cultura, teria, acredito, embaixadas preocupadas também com cursos e palestras, exibições de filmes e outros recursos que difundissem a riquíssima história do Time dos Sonhos.

Você gostou da idéia? Estaria disposto a criar ou participar de uma embaixada do Santos na sua região? Acha que conseguirá reunir no mínimo 100 santistas?