Alegrias e tristezas de um santista no jogo de ontem

Quando Jonas, o artilheiro do Campeonato, foi expulso logo aos 19 minutos de jogo, por dar uma cotovelada em Adriano, fiquei animado.

Com um jogador a mais, talvez desse para o Santos conseguir mais do que apenas manter o tabu de nunca perder para ao Grêmio na Vila Belmiro.

Mas logo me lembrei que o time, mesmo em casa, dificilmente vence adversários que tem jogadores a menos, e perdi o ânimo.

Quando, no início do segundo tempo, o técnico Marcelo Martelotte tirou Roberto Brum para colocar Alan Patrick, fiquei animado.

Mas quando tirou Léo, que estava bem, e depois Keirrison, substituindo-os por Alex Sandro e Marcel, comecei a pensar que o empate já estaria bom.

Quando Zé Eduardo sofreu o pênalti, pensei que seria só fazer o gol e o Santos venceria o jogo e ultrapassaria o Grêmio na tabela.

Mas logo lembrei que o Santos não tem cobradores de faltas ou pênaltis, que não faz gol de falta e só acerta a metade das pênaltis.

Quando Zé Eduardo perdeu o pênalti, nem fiquei muito chateado, pois sabia que se ele fizesse o gol, o Grêmio empataria logo em seguida.

O Santos também marcou primeiro contra São Paulo, Grêmio Prudente, Vitória, Internacional e Atlético-MG e não venceu nenhum deles.

Dos últimos 18 pontos disputados, o time que sonhava com a tríplice coroa só ganhou quatro. Hoje, só cumpriu tabela mesmo.

E quando, no final do jogo, o Grêmio passou a ter chances para marcar, esperei pelo pior. Parecia estar escrito que o time perderia outra em casa.

Mas aí, alguém furou o script. O goleiro Rafael, o único dos quatro intocáveis que estava em campo, ao menos garantiu o tabu de consolação.

A São Rafael eu devo o restinho de ânimo para escrever este post.

Depois deste empate sem graça, o que mais podemos esperar do Santos nesse Campeonato Brasileiro? Estes jogos que faltam devem ser usados para quê?