Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: dezembro 2010 (page 1 of 12)

Termina um ano 10 com louvor! Feliz 2011!

Paulo Henrique Ganso é 10, Marta é 10, Pelé é o eterno 10. Juntos, representam a arte do futebol, sem sexo e sem idade.

Mesmo quem não acredita em numerologia, poderia ter desconfiado de que neste ano a magia e o encantamento voltariam aos campos.

Sim, porque além de tantos 10, ainda havia Neymar, um 11 que vale ouro.

Mas Pelé não joga mais, dirão os do contra.

Ora, Pelé nunca deixará de jogar. Pelé é um anjo que paira sobre os campos. Onde rolar uma bola, lá estará Pelé, o santo protetor dos craques.

Mas faltava devolver a Pelé um pouco do que sempre foi dele.

Às vezes, as batalhas fora dos campos são mais ferrenhas do que a disputa com zagueiros violentos e árbitros suspeitos em gramados lamacentos.

Mas toda batalha compensa quando a causa é justa – e a história do futebol brasileiro, a era de ouro deste futebol que já ganhou três Copas em 12 anos, merecia toda a briga que se pudesse brigar.

No final, feliz, veio o reconhecimento do talento e da beleza simbolizada pelo futebol dos maiores gênios da bola que este país já teve.

O prêmio pago por esse trabalho? Ah, foi uma fortuna, de valor incalculável.

Quanto foi? perguntarão os do contra. Ora, o que mais pode haver de mais precioso no futebol do que um sorriso de Pelé?


Crie um logo e um slogan para o Centenário do Santos

Santos Futebol Clube

CONCURSO PARA A ESCOLHA DO SLOGAN DO CENTENÁRIO

Regulamento

Art. 1º O Santos Futebol Clube, através da coordenadoria das festividades do seu Centenário e de seus departamentos de Marketing e Comunicação, promove um concurso aberto para a criação de slogan que simbolize o Centenário do clube.

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 2º Este concurso tem como objetivo a criação de um slogan para o Centenário do Santos Futebol Clube, levando-se em conta as características de seu futebol ao longo da história, reconhecido por ser bonito, ofensivo, alegre, vibrante e revelador de jogadores inesquecíveis.

Art. 3º Entende-se como slogan uma frase curta e forte que exprima e simbolize os 100 anos de vida do Santos Futebol Clube.

§ 1º A criatividade e a facilidade de memorização são fatores relevantes para a escolha de um slogan.

Art. 4º O slogan vencedor deste concurso será utilizado em todo material que o Santos Futebol Clube julgar pertinente, a saber:
I. Impressos e publicações de qualquer natureza;
II. Internet e produtos multimídia;
III. Outros materiais indicativos.
Parágrafo Único – O nome do autor será amplamente divulgado.

PARTICIPANTES

Art. 5º O concurso está aberto a todos, associados ou não do Santos Futebol Clube.
Art. 6º Os concorrentes deverão participar individualmente. Se o trabalho for feito por um grupo de pessoas, apenas uma delas deverá ser indicada para receber o prêmio.

Art. 7º Cada concorrente é responsável pela originalidade de seu trabalho. O Santos Futebol Clube não se responsabiliza por coincidências ou semelhanças entre trabalhos concorrentes e obras já existentes.
Parágrafo Único – Cada participante poderá concorrer com apenas um trabalho.

DOS TRABALHOS CONCORRENTES

Art. 8º Os trabalhos deverão ser escritos à mão, em letra de forma, ou datilografados, ou impressos e entregues em papel A4, com bordas de 2 centímetros. A folha deverá ser envelopada.
Parágrafo Único – o nome e o endereço do autor deverão ser escritos em folha à parte que deverá ser enviada no mesmo envelope, para o Santos Futebol Clube.

Art. 9º O envelope com as folhas contendo o logotipo e os dados do autor deverão ser enviados para até o dia 31 de janeiro de 2011 para:
Santos Futebol Clube
Depto de Imprensa
Concurso Logo do Centenário
Rua Princesa Isabel, 77, Vila Belmiro
Santos/SP, Brasil, CEP 11075-500

DO JULGAMENTO E DIVULGAÇÃO DO RESULTADO

Art. 10 A Comissão Julgadora será presidida por Luís Álvaro Ribeiro, presidente do Santos Futebol Clube, e será ainda constituída por Armênio Neto, gerente de marketing; Arnaldo Hase, gerente de comunicação e Odir Cunha, coordenador das festividades do Centenário.

Art. 11 O resultado do concurso será divulgado até o dia 01/03/2011.
Parágrafo Único – A Comissão Julgadora não se obriga a escolher um slogan vencedor caso nenhum dos trabalhos apresentados atenda às necessidades deste concurso.

Art. 12 Somente um trabalho será selecionado e premiado como vencedor.

DA PREMIAÇÃO

Art. 14 O autor do slogan vencedor será “chefe de delegação” em uma viagem do time do Santos em 2011, com direito a viajar no mesmo vôo, hospedar-se, assistir a preleção e conviver com os atletas durante toda a preparação para a partida. Também receberá diploma pela vitória no concurso, camisa autografada, blusão do Santos e terá o nome mencionado sempre que a assessoria de imprensa divulgar o slogan do Centenário santista.

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 16 O participante deste concurso concorda previamente em, caso seja o vencedor, ceder sua imagem para exibição na mídia impressa, eletrônica e internet, para divulgação do referido prêmio.
Art. 17 O trabalho vencedor passará a ser propriedade do Santos Futebol Clube, que dele poderá dispor a seu critério.
Art. 18 Os trabalhos não classificados não serão devolvidos.

Art. 19 A participação no concurso implica a aceitação plena deste regulamento.
Art. 20 É vedada a participação de familiares e parentes de primeiro grau dos integrantes da comissão julgadora deste concurso.

Odir Cunha, coordenador do Centenário do Santos Futebol Clube

Santos, dezembro de 2010.

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Santos Futebol Clube

CONCURSO PARA A ESCOLHA DO LOGOTIPO DO CENTENÁRIO

Regulamento

Art. 1º O Santos Futebol Clube, através da coordenadoria das festividades do seu Centenário e de seus departamentos de Marketing e Comunicação, promove um concurso aberto para a criação de Logotipo que simbolize o Centenário do clube.

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 2º Este concurso tem como objetivo a criação de um logotipo que marque o Centenário do Santos Futebol Clube, levando-se em conta as características de seu futebol ao longo da história, reconhecido por ser bonito, ofensivo, alegre, vibrante e revelador de notáveis e inesquecíveis craques.

Art. 3º Entende-se como logotipo a representação através de um desenho figurativo ou abstrato, relacionado ao tema, que lembre e simbolize os 100 anos de vida do Santos Futebol Clube.

§ 1º As cores predominantes deverão ser o branco e o preto. Detalhes em azul, cinza e amarelo são permitidos. Vermelho, verde e quaisquer outras cores que nada têm a ver com a tradição do clube, estão proibidas.

§ 2º As imagens devem evitar a imagem de jogadores, pois o uso do logotipo ficará sujeito à autorização dos mesmos. A única exceção é Pelé.

Art. 4º A imagem vencedora deste concurso será utilizada em todo material que o Santos Futebol Clube julgar pertinente, a saber:
I. Impressos e publicações de qualquer natureza;
II. Internet e produtos multimídia;
III. Outros materiais indicativos.
Parágrafo Único – O nome do autor será amplamente divulgado.

PARTICIPANTES

Art. 5º O concurso está aberto a todos, associados ou não do Santos Futebol Clube.
Art. 6º Os concorrentes deverão participar individualmente do concurso. Se o trabalho for feito por um grupo de pessoas, apenas uma delas deverá ser indicada para receber o prêmio.

Art. 7º Cada concorrente é responsável pela originalidade de seu trabalho. O Santos Futebol Clube não se responsabiliza por coincidências ou semelhanças entre trabalhos concorrentes e obras já existentes.

Parágrafo Único – Cada participante poderá concorrer com apenas um trabalho.

DOS TRABALHOS CONCORRENTES

Art. 8º Os trabalhos deverão ser desenhos feitos à mão, ou com a ajuda de recursos eletrônicos, entregues em versão impressa, em papel A4, com bordas de 2 centímetros, colocados em um envelope.
Parágrafo Único – o nome e o endereço do autor deverão ser escritos em folha à parte que deverá ser enviada no mesmo envelope, juntamente com a folha A4 com o logotipo.

Art. 9º O envelope com as folhas contendo o logotipo e os dados do autor deverão ser enviados para até o dia 31 de janeiro de 2011 para:
Santos Futebol Clube
Depto de Imprensa
Concurso Logo do Centenário
Rua Princesa Isabel, 77, Vila Belmiro
Santos/SP, Brasil, CEP 11075-500

DO JULGAMENTO E DIVULGAÇÃO DO RESULTADO

Art. 10 A Comissão Julgadora será presidida por Luís Álvaro Ribeiro, presidente do Santos Futebol Clube, e será ainda constituída por Armênio Neto, gerente de marketing; Arnaldo Hase, gerente de comunicação, e Odir Cunha, coordenador das festividades do Centenário.

Art. 11 O resultado do concurso será divulgado até o dia 01/03/2011.
Parágrafo Único – A Comissão Julgadora não se obriga a escolher um logotipo vencedor caso nenhum dos trabalhos apresentados atenda às necessidades deste concurso.

Art. 12 Somente um trabalho será selecionado e premiado como vencedor.

DA PREMIAÇÃO

Art. 14 O autor do logotipo vencedor será “chefe de delegação” em uma viagem do time do Santos em 2011, com direito a não só a viajar e hospedar-se com o time, mas também á assistir à preleção e conviver com os atletas durante toda a preparação para a partida. Também receberá diploma, camisa autografada, blusão do Santos e terá o nome mencionado sempre que a assessoria de imprensa divulgar o logotipo do Centenário santista.

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 16 O participante do concurso concorda em, caso seja o vencedor, ceder sua imagem para exibição na mídia impressa, eletrônica e internet, para divulgação do referido prêmio.
Art. 17 O trabalho vencedor passará a ser propriedade do Santos Futebol Clube, que dele poderá dispor a seu critério.
Art. 18 Os trabalhos não classificados não serão devolvidos.

Art. 19 A participação no concurso implica a aceitação plena deste regulamento.
Art. 20 É vedada a participação de familiares e parentes de primeiro grau dos integrantes da comissão julgadora deste concurso.

Odir Cunha, coordenador do Centenário do Santos Futebol Clube

Santos, dezembro de 2010.


Entrevista no Terra sobre a Unificação


Repare no texto da matéria do jornal Folha de São Paulo: “… O Santos FC conquistou pela quarta vez consecutiva a Taça Brasil, tonando-se dessa forma tetracampeão brasileiro de clubes”. A competição se chamava Taça Brasil, mas dava ao vencedor o título de campeão brasileiro. Dá para ser mais claro?!

O jornalista Diego Garcia, do Portal Terra, avisou que era contra a unificação, mas, como manda a cartilha do bom profissional, não mexeria ou maquiaria minhas respostas.

Confiei nele e o resultado, acredito, foi uma ampla e esclarecedora entrevista sobre a Unificação dos títulos brasileiros. Faço questão de dar o link aqui porque, percebo, ainda há muitas pessoas que repetem as mesmas perguntas.

Aproveito para agradecer ao profissionalismo deste Diego Garcia, que presumo jovem, pela voz. É salutar ler uma entrevista que mantém as frases e palavras exatamente como as proferimos.

Leia minha entrevista no Terra sobre a Unificação


Unificação: a diferença entre juízos de constatação e juízos de valor

Jurista Luiz Tomaz esclarece, a quem realmente se interessa pelo caso, uma diferença fundamental na discussão sobre a Unificação dos Títulos Brasileiros:

Se você me permite, caro Odir, gostaria de tecer um comentário a respeito da pergunta do Sr. Rafael Mendes, leitor do blog, que comparece novamente já neste post, sobre “as razões por que tantos discordam de suas conclusões que culminaram na unificação”, se você diz que as conclusões são claras e irrefutáveis.

Primeiramente, é necessário dizer que os métodos de pesquisa, ainda mais quando se fala ou se afirma algo sobre o passado, e até mesmo do presente, quanto a fatos testemunhados, ao vivo, por milhões, às vezes bilhões de pessoas, tem por objetivo esmiuçar o acontecimento, nenhum poder abrigando, tais métodos, de interferir, para mudar, nas “convicções” das pessoas acerca do que elas próprias “acham” do que viram ou tiveram conhecimento. Isso, quando, não raras vezes, “acha-se” e “jura-se”, até pela própria mãe, sem nunca ter visto ou lido nada a respeito do tema discutido.

Penso, meu caro Odir, que a ciência do Direito pode, mais uma vez, jogar luzes nas dúvidas trazidas, com sinceridade, como esta, mas que não encontram, aparentemente, uma resposta lógica. Mas, é só aparência, como veremos.

Quem estudou ou estuda Direito, mestre Odir, sabe, ou deveria saber que no seu âmbito temos que lidar com duas espécies de juízo, ou seja, de julgamento.

Juízos de constatação e juízos de valor

Podemos fazer o que se denomina “juízo de constatação”, que nada mais é que agir como se faz relativamente às “ciências naturais”, nas quais o verbo, uma vez descoberta a “verdade”, é categórico, no presente do indicativo.

Assim, usando seu feliz exemplo: quando digo que o uniforme do Santos é branco, estou fazendo um “juízo de constatação”, assim como quando digo que a pele do Pelé é negra. Alguém, de boa-fé pode discordar? Sim, desde que seja daltônico ou cego, o que, convenhamos, não possui o condão de modificar a realidade perceptível por todos os demais.

Ou seja, os juízos de constatação, quando corretamente formulados, são irrefutáveis.

Porém, como disse, temos que lidar, no Direito, também com o que chamamos “juízos de valor”, e é aí que o “bicho pega”, porque quanto a este aspecto, remetemos o interlocutor ao campo subjetivo, de tal modo, que ele pode dizer a maior asneira do mundo, posto que lhe foi proporcionada tal oportunidade, como, por exemplo, dizer que “gente de pele negra não pode subir pelo elevador social, mas, quando muito, pelo elevador de serviço”.

Veja que, no Direito, normalmente, um juízo de constatação, chama seu complemento, o juízo de valor, que ao contrário da constatação, que afirma “é”, ou “não é”, utiliza o “dever ser”, daí caindo na subjetividade da visão do intérprete.

Quando digo “Pelé tem pele negra”, fazendo juízo de constatação, ou seja, inquestionável, me submeto, como complemento, a qualquer tipo de “juízo de valor”, ou seja, desde as pessoas que verão nisso, como eu, apenas a constatação de uma diferença de cor de pele, como as pessoas que vão dizer que “portanto, por ter a pele negra, ele terá que subir pelo elevador de serviço”, ou mesmo a segregação racial, como na África do Sul e nos Estados Unidos, por puro “juízo de valor” (negro é inferior socialmente), uma vez feito o “juízo de constatação” quanto à diferença na cor de pele entre uma pessoa branca e uma negra.

Tanto é, caro Odir, que nenhum crime racial comete quem faz “juízo de constatação”, ou seja, se eu disser que o “Pelé é negro’, não me cabe nenhuma censura, pois, isso só não enxerga quem não quer ou é cego. Entretanto, se eu fizer um juízo de valor depreciativo, de adjetivar os negros de modo inferior, ou negar-lhes direitos que são comuns a todas as pessoas, como, por exemplo, subirmos juntos no mesmo elevador, brancos, negros, índios, amarelos etc. estará cometido o crime de natureza racial.

Ora, transportando essas premissas para a situação real, percebemos que o seu magnífico trabalho consistiu numa pesquisa completa, quanto aos “juízos de constatação”, pelo completo levantamento que fez sobre o que fizeram em campo, todos os times brasileiros, entre 1959 e 1970, na disputa dos torneios e taças existentes na época.

Este exemplar trabalho, meramente “juízo de constatação”, foi concluído e submetido ao “juízo de valor”, a ser formulado por quem de direito, tendo chegado à conclusão de que:

– Quem conquistava o que estes times conquistaram naquele período analisado fazia e faz jus, para todo o sempre, ao título de CAMPEÃO BRASILEIRO DE FUTEBOL.

Veja, caro Odir, que a verdade é tão coerente, que sob quaisquer ângulos que você a esmiúce ou questione, ela responde satisfatoriamente.

E a verdade trazida por este quadro analisado, mostra, de modo insofismável, que a única tarefa que faltava era exatamente a declaração oficial da entidade que organizava as disputas, – CBD – CBF – porque todos os demais – entes ou pessoas legitimamente integrantes do quadro real perquirido, que poderiam, na época, assim valorar o feito, portanto, “juízo de valor”, o fizeram, sem dúvida nenhuma. Vamos a elas:

– A IMPRENSA: Conforme o juízo de constatação do seu dossiê, não economizou tinta, nem adjetivos, no reconhecimento de que tais conquistas fizeram cada qual e todos os times, legítimos e verdadeiros CAMPEÕES BRASILEIROS DE FUTEBOL, ou seja, ante o juízo de constatação de que tal ou qual time venceu a competição, a imprensa, no seu juízo de valor, reconheceu e propagou, em manchetes garrafais, para o mundo inteiro, que tais times haviam sido, naquele ano, CAMPEÕES BRASILEIROS DE FUTEBOL, veja, sem favor nenhum;

– A TORCIDA: Tanto a dos times vencedores, quanto as torcidas dos próprios adversários, reconheceram e reconhecem (vários depoimentos nos blogs dos “contras”, torcedores antigos se manifestaram achando “ridícula” a resistência, exatamente como se manifestou Tostão: “sempre me considerei (juízo de valor) campeão do Brasil em 1.966, considerada a vitória (juízo de constatação) na disputa contra o Santos de Pelé), tanto que seus clubes foram campeões, quanto, do mesmo modo e com o mesmo mérito, foram campeões os times adversários que conquistaram estes títulos no período de 1959 a 1970);

– a CONFEDERAÇÃO SULAMERICANA DE FUTEBOL – cujo regulamento para admissão na participação e disputa da Taça Libertadores da América, (juízo de valor) rezava que, a princípio, somente os CAMPEÕES NACIONAIS dos países integrantes estariam habilitados (juízo de constatação);

– a FIFA – que desde há muitos anos JÁ RECONHECE (juízo de valor), tais times CAMPEÕS BRASILEIROS naqueles anos (juízo de constatação).

– CBD – CBF – Somente elas, como disse acima, dentre os “legitimados” não havia feito o necessário juízo de valor, (reconhecer tais times como campeões) posto que, tantos anos passados, talvez lhe faltasse o “juízo de constatação”, papel que você desempenhou com tanto brilho, reforçando-o, inclusive com o “juízo de constatação” de quem organizou e idealizou tais competições, o Sr. João Havelange, que, veja você, não se furtou a seu “juízo de valor”: são campeões brasileiros, tanto quanto os times que venceram a partir de 1971”.

Parece-me, caro Odir, que aqueles que, por amor à verdade, objetivo perseguido pelo Jornalismo, poderiam e deveriam fazer à época, tal “juízo de constatação”, e cobrar o conseqüente e necessário “juízo de valor”, se omitiram dolosamente, por motivação baixa e clubística, paradoxalmente, motivação que atribuem a quem, assim como reza a bandeira de Minas Gerais, a fez, ainda que tardiamente, em relação a quando deveria ser naturalmente feita.

Mas isso não responde objetivamente à pergunta do Sr. Rafael Mendes. Vamos respondê-la:

– Por que, Sr. Odir Cunha, “Se a realidade dos fatos que você trouxe à superfície é inexorável, porque tanta gente discorda dela?”.

Bem, parece-me, caro Odir, e se me permite, Odir, Sr. Rafael, que ante o desenvolvimento do raciocínio até aqui expendido, fica menos difícil a resposta:

– O JUIZO DE CONSTATAÇÃO resume o trabalho do Sr. Odir Cunha.

Desafio todos os “contra”, isolada ou conjuntamente, refutar uma única afirmativa contida no dossiê. Claro que se tentarem, serão desmoralizados, porque se trata de juízo de constatação.

– O JUÍZO DE VALOR – Conforme acima demonstrado, detalhadamente, já foi feito por quem LEGITIMAMENTE poderia fazê-lo, na época dos fatos, tendo ficado demonstrado, que, COM EXCEÇÃO DAS “CBD e CBF”, todos os demais legitimados já o fizeram à época, para VALORAR E VALIDAR as conquistas como VERDADEIRAS, LEGÍTIMAS, de verdadeiros CAMPEÕES BRASILEIROS DE FUTEBOL, dentro de campo, com estrita observância das regras do jogo e à ética.

Tanta gente discorda, Sr. Rafael, porque seus MÉTODOS e CRITÉRIOS são absolutamente pessoais e DIVORCIADOS da realidade contextual, assim como sua escala de VALORES, pequena, egoísta, não lhes permite ou ENXERGAR ou querer ENXERGAR a realidade que RECONHEÇA, primeiramente, que somos ADVERSÁRIOS, e não INIMIGOS, e, em segundo lugar que meu ADVSERÁRIO TAMBÉM PODE TER MÉRITOS e mais ainda, QUANTO MELHOR MEU ADVERSÁRIO, MAIS TENDEREI A SER MELHOR TAMBÉM, para a ele me equiparar e até vencê-lo.

Mas, devo vencê-lo FAZENDO MELHOR O QUE ELE FAZ, E NÃO SIMPLESMENTE NEGANDO, COM JUÍZO DE VALOR EMPOBRECIDO, E COPLETAMENTE DESVIRTUADO DA REALIDADE E DA CIÊNCIA TUDO QUANTO ELE FEZ, segundo os JUIZOS DE CONSTATAÇÃO E DE VALOR já realizados por QUEM DE DIREITO, mas, que, a despeito de tudo isso, me valho da arma única dos “sem razão”, para, não negando o feito, no meu castelo DA ENSIMESMAÇÃO ILUSÓRIA, negar o valor que têm.

Ao senhor que, tudo indica, tem excelente formação acadêmica, e que deve ser uma pessoa bem informada, ainda deve latejar nos ouvidos recente declaração do presidente do Irã, segundo a qual “nunca houve o holocausto”… seria somente um juízo de valor diferente daquele formulado por todos que conheceram e conhecem os fatos, ou estaria ele negando o próprio fato, ou seja, disse aquilo num juízo de constatação?

Alguma outra dúvida?

Grande abraço, Odir Cunha, exímio pesquisador (juízo de constatação), The Best (meu juízo de valor e de todos que amam a verdade e a justiça, sem distinção clubística).

Luiz Tomaz

PS: Quem diz que este reconhecimento, feito pela CBF, por via de seu presidente Ricardo Teixeira, ao contrário de valorizar as conquistas as diminui, deve vir explicar, então, por que TODA A IMPRENSA tratava o Santos como, apenas bicampeão brasileiro, (2002 e 2004), ao mesmo tempo que negava as conquistas dos demais clubes no período de 1959 a 1970.

A isso o senhor chama de valorizar os títulos por eles conquistados?

Com certeza, a motivação é a mesma que faz com que, com empenho exacerbado e desvirtuado da realidade queiram enfiar goela abaixo de todos, um pretenso título flamenguista, em 1987, quando todos sabemos que, quem cumpriu as regras, préestabelecidas e conquistou tal honraria em campo, foi o grande Sport Club Recife.


Site da Fifa anuncia Unificação de títulos brasileiros

CBF unifica títulos nacionais de 59 a 70

Quarta-feira 22 de dezembro de 2010

A Confederação Brasileira de Futebol bateu o martelo e confirmou nesta quarta-feira a unificação dos títulos nacionais de 1959 a 1970. Através do site oficial, a entidade confirmou que os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa destes anos serão considerados como Campeonatos Brasileiros.

Com a decisão, Santos e Palmeiras passam a ser os maiores vencedores do país, com oito títulos cada. Os outros beneficiados são Fluminense, agora tricampeão brasileiro, Botafogo, Cruzeiro e Bahia, estes bicampeões.

O anúncio feito pelo presidente da entidade, Ricardo Teixeira, será acompanhado por um evento no Itanhangá Golf Clube, no Rio de Janeiro. Representantes de Santos, Palmeiras, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro e Bahia foram convocados. O veredicto da CBF acontece após um dossiê assinado pelos seis clubes, pedindo a unificação.

Pelé homenageado

O grande nome da festa, porém, será Pelé, que receberá as seis medalhas de campeão pelos títulos do Santos de 1961, 1962, 1963, 1964, 1965 e 1968. O “Rei do Futebol” comemorou a decisão da CBF em sua chegada ao Rio de Janeiro.

“Agora, verdadeiramente, o Santos é o maior campeão. É o reconhecimento de tudo o que aquele time do Santos fez pelo futebol. Acho que foi muito merecido”, destacou Pelé. “Estou aqui para representar todos que fizeram parte daquele time, até os massagistas. Agradeço muito por estar aqui. Fomos os heróis da época. Todos os campeonatos foram conquistas muito difíceis”, completou.

Veja os títulos validados

Taça Brasil
1959 – Bahia
1960 – Palmeiras
1961 – Santos
1962 – Santos
1963 – Santos
1964 – Santos
1965 – Santos
1966 – Cruzeiro
1967 – Palmeiras
1968 – Botafogo

Torneio Roberto Gomes Pedrosa / Taça de Prata
1967 – Palmeiras
1968 – Santos
1969 – Palmeiras
1970 – Fluminense


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