Paulo Henrique Ganso é 10, Marta é 10, Pelé é o eterno 10. Juntos, representam a arte do futebol, sem sexo e sem idade.

Mesmo quem não acredita em numerologia, poderia ter desconfiado de que neste ano a magia e o encantamento voltariam aos campos.

Sim, porque além de tantos 10, ainda havia Neymar, um 11 que vale ouro.

Mas Pelé não joga mais, dirão os do contra.

Ora, Pelé nunca deixará de jogar. Pelé é um anjo que paira sobre os campos. Onde rolar uma bola, lá estará Pelé, o santo protetor dos craques.

Mas faltava devolver a Pelé um pouco do que sempre foi dele.

Às vezes, as batalhas fora dos campos são mais ferrenhas do que a disputa com zagueiros violentos e árbitros suspeitos em gramados lamacentos.

Mas toda batalha compensa quando a causa é justa – e a história do futebol brasileiro, a era de ouro deste futebol que já ganhou três Copas em 12 anos, merecia toda a briga que se pudesse brigar.

No final, feliz, veio o reconhecimento do talento e da beleza simbolizada pelo futebol dos maiores gênios da bola que este país já teve.

O prêmio pago por esse trabalho? Ah, foi uma fortuna, de valor incalculável.

Quanto foi? perguntarão os do contra. Ora, o que mais pode haver de mais precioso no futebol do que um sorriso de Pelé?