Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: janeiro 2011 (page 1 of 9)

Elano e Edu Dracena já sabiam que seria 2 a 0. Veja vídeo

Veja, nestye vídeo produzido pela SantosTV, o ambiente “de procupação” entre os santistas antes e depois da vitória sobre o São Paulo.

O que achou dessas imagens? O pessoal está pouco motivado?


Ajudemos Rogério Ceni – o jogador em atividade que mais perdeu do Santos – a dar desculpas melhores

Rogério Ceni tem fama de mau perdedor. E essa fama não vem só do futebol, mas também do tênis, esporte que o goleiro tenta praticar. Um amigo, ex-diretor da Unisys, contou-me que depois de vencer Ceni por 6 a 0, o goleiro espatifou a própria raquete na quadra e saiu pisando duro, sem cumprimenta-lo. Agir assim no tênis, esporte no qual se deve manter o fair play, é o cúmulo da grosseria e faz com que se perca o parceiro para sempre.

Se o Santos não fosse obrigado, pelas contingências profissionais, a jogar novamente com o São Paulo, provavelmente não o faria depois da deselegância de Ceni, que, irritado com a derrota para o mistão do Santos e com os gritos de “olé” vindos da torcida santista, disse que o resultado foi injusto, que o São Paulo deu “um chocolate” no segundo tempo e que o Santos só jogou cinco minutos.

Não, não, não… Não foi nada disso. A dificuldade de aceitar a derrota fez o veterano goleiro tricolor perder o espírito esportivo. E ele tem até os seus motivos para ficar irritado sempre que sai de campo derrotado para o Alvinegro Praiano: segundo o site http://www.pelejas.com, em 50 jogos que fez contra o Santos, Ceni perdeu 20, ganhou 17 e empatou 13. E sofreu nada menos do que 76 gols (de letra, entre as pernas, no contra-pé, de cabeça, de paradinha, de falta…).

Ou seja: Rogério Ceni atingiu mais uma marca história ontem. Com 20 derrotas, ele se tornou o maior perdedor do Santos em atividade. Espero que ele veja pela lado positivo: conseguiu entrar na história mais rica de um time de futebol e poderá usar o número 20, duas vezes o 10.

Bem, mas como deve ser mesmo difícil pensar em algo inteligente e elegante nesses momentos de desconforto provocados por mais um revés diante de um rival de quem se perde sempre, aqui vão algumas sugestões de frases que Rogério Ceni poderia ter usado para justificar o insucesso de ontem, sem prejudicar a sua imagem:

Perdemos por que eles têm Elano, um cara que ajuda na marcação, arma jogadas, faz gol de cabeça e chuta forte e colocado. A gente não tem ninguém que chegue aos pés dele. O cara é demais!

Perdemos por que deixaram o Elano livre. Tudo bem que ele chutou de 30 metros, mas é mais fácil pegar um pênalti do que um chute do Elano de 30 metros. Viram onde a bola ia entrar? Lá no cantinho…

Perdemos para um time misto, mas não um time misto qualquer. Um mistão do Santos, o único pentacampeão brasileiro legítimo, o primeiro bicampeão mundial, um time que tem mais currículo e tradição do que o nosso.

O maior ídolo deles é Pelé. O nosso, Raí. Por aí se vê a diferença da história de cada um.

Perdemos para um time em que os craques parecem brotar do chão. Eles já estão com quatro na Seleção sub-20 e ainda entra esse tal de Felipe Anderson que entorta o Rodrigo Souto e deixa o Maikon Leite na cara do gol.

Se perdemos para o Santos em cinco dos últimos seis jogos que fizemos com eles, qual é a novidade de perder mais uma?

Eles estão na Libertadores, e nós na Copa do Brasil. Ou seja, jogamos contra um time mais gabaritado do que o nosso.

Com este resultado me tornei o jogador em atividade que mais vezes perdeu para o Santos: 20 jogos. É uma honra e mais um recorde. Acho até que vou mudar o número da minha camisa, de 01, para 20.

Acho sacanagem a torcida gritar olé, gritar gol, xingar o juiz. Acho que a torcida só deveria cantar o hino nacional e aplaudir ao final do espetáculo.

O Rivaldo deveria ter jogado hoje, mas tinha consulta com o geriatra.

Desculpe, mas não posso falar mais nada. Quero ver se ainda consigo a camisa do Elano… Elano! Elano! Elaninho! Ô meu querido!…

Reveja o gol de Geilson, que deixou Rogério Ceni sem palavras:

E você, tem mais uma desculpa para sugerir ao Rogério Ceni?


Mistão do Santos, com Elano, vence e dá olé no soberano

Como aconteceu com Robinho no ano passado, o primeiro clássico de Elano na sua volta ao Santos representou uma boa vitória sobre o São Paulo, na Arena Barueri, com gol dele. Mesmo sem os titulares Paulo Henrique Ganso, Neymar, Arouca e Jonathan, e ainda sem estrear Charles e Diogo, o Santos foi mais eficiente e venceu por 2 a 0, chegando a dar olé nos minutos finais, quando Léo perdeu boa chance para ampliar o marcador.

Confesso que imaginei que o meio-campo são-paulino, mais experiente, onde se sobressai Rodrigo “visibilidade” Souto, pudesse fazer a partida pender para o tricolor, que jogou completo e este ano está priorizando o Campeonato Paulista, já que está fora da Libertadores.

Mas a aplicação de Adriano, Rodrigo Possebon e Róbson, além da categoria superior de Elano, equilibraram as coisas por ali. Na defesa, onde se destacou o lateral Léo, o Santos se segurou bem, e no ataque Maikon Leite e Keirrison se movimentaram bastante, além de ajudarem na marcação.

O São Paulo teve a posse de bola mais tempo e chegou a criar boas chances, mas os santistas foram mais eficazes e mereceram a vitória. O Santos começou melhor e chegou ao gol aos 10 minutos, após roubada de bola de Maikon Leite e ótimo passe de Róbson para Elano vir de trás e cabecear à queima-roupa.

A partir do gol o Santos recuou e esperou a oportunidade dos contra-ataques, cedendo campo ao adversário. O empate perigou em alguns momentos, mas aos 28 minutos do segundo tempo deixaram Elano livre para chutar. Mesmo de fora da área, o arremate veio forte, seco, no canto, e Rogério Ceni não conseguiu segurar. No rebote, Maikon Leite fez 2 a 0 e definiu o jogo.

No final, Léo entrou livre pela esquerda, cortou o zagueiro e, diante de Ceni, chutou em cima do goleiro. Os últimos minutos foram de bola correndo de pé em pé entre os santistas, com a torcida gritando o tradicional olé.

Elano, Léo e Róbson, os destaques

Desta vez, quase todos os santistas se saíram bem. Adriano, Pará e Edu Dracena deram pequenas cochiladas, mas no todotiveram umbom desempenho. Gostei da aplicação de Rodrigo Possebon, que roubou boas bolas na entrada da área e preferiu passar a dar um bico pro mato.

Na frente, Maikon Leite e Keirrison se mexeram bastante. Parece que o K9 aos poucos está redescobrindo o seu futebol. Tirando Elano, que é o maestro desse time – que terá dois maestros quando Ganso voltar –, acho que o destaque, de hoje, além de Léo, foi Róbson.

O reserva de Ganso colaborou decisivamente nas jogadas de ataque, a ponto de dar um passe espetacular, no ponto futuro, para Elano abrir o marcador, e também ajudou com eficiência na marcação, o que foi essencial para equilibrar as coisas no meio-campo.

Outro que me surpreendeu positivamente, apesar de ter jogado apenas alguns minutos, foi Felipe Anderson. Tocou, driblou, deu um passe para Maikon Leite que poderia ter resultado no terceiro gol… Enfim, mostrou que está disposto a mostrar, finalmente, o futebol que se espera dele.

Com a vitória, o mistão do Santos continua líder, com 13 pontos e um saldo de gols melhor do que o Palmeiras. Elano e Maikon Leite são os artilheiros do Paulistão, com cinco gols cada. Ou seja, o Paulista continua como terminou em 2010.

Santos 2, São Paulo 0

Arena Barueri, 17 horas

Santos: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano (Bruno Rodrigo), Possebon (Anderson Carvalho), Elano e Róbson (Felipe Anderson); Maikon Leite e Keirrison. Técnico: Adilson Batista

São Paulo: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Miranda e Juan (Luiz Eduardo); Rodrigo Souto, Zé Vítor (Marlos), Carlinhos Paraíba e Fernandinho; Dagoberto (Marcelinho Paraíba) e Fernandão. Técnico: Paulo César Carpegiani

Gols: Elano, aos 10 minutos do primeiro tempo; Maikon Leite, 28 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Carlinhos Paraíba, Marlos (São Paulo), Pará, Elano (Santos)
Público e renda: 9.334 pagantes, R$ 213.960,00

Árbitragem: Salvio Spinola Fagundes Filho, auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho e Anderson Jose de Moraes Coelho. Assistentes adicionais: Jose Claudio Rocha Filho e Rodrigo Braghetto.

Golaço de Marta na preliminar

Eu bem que avisei para chegar mais cedo. Quem fez isso viu um golaço de Marta, que marcou dois na goleada de 5 a 1 sobre o Juventus. Em um deles, a melhor jogadora do mundo, que ainda fará mais uma partida pelo Santos, nesta semana, driblou várias adversárias, a goleira, e jogou a bola para dentro do gol de “chaleira”, ou letra.

E você, o que achou de Santos 2, São Paulo 0? Quais foram os santistas que se destacaram?


Hoje Elano e o mistão do Santos terão um bom teste


Elano já decidiu jogos importantes. Poderá decidir mais um?

Até agora, mesmo com algumas falhas graves da defesa, deu para o Santos se segurar na ponta. Hoje, porém, o teste do mistão é pra valer: pega o São Paulo, que além de jogar com o time completo, ainda encara o Campeonato Paulista, que não vence desde 2005, como uma verdadeira Libertadores.

Mesmo como visitante, o São Paulo é o time que jogará mais pressionado pela vitória, já que o empate o manterá um ponto atrás do Santos. Adilson Batista poderia, ao menos no começo da partida, armar o Alvinegro para atuar no contra-ataque, mas como isso vai contra a vocação do time, acho que o Santos atacará sempre que puder.

Elano, Maikon Leite, Robinho e Keirrison são as esperanças de gol dos santistas. Dos são-paulinos, eu diria que é preciso ter cuidado com Dagoberto, o fiel da balança na última partida entre os dois. Mas a dupla Fernandão e Fernandinho merece respeito (um dia Fernandão irá desencantar, e o Santos é louco para desenterrar defuntos. No bom sentido).

Das duas opções táticas que Adilson Batista tem para hoje, prefiro os três zagueiros, mesmo admitindo que é um risco escolher uma formação que até agora nunca foi usada. Com Bruno Aguiar, Edu Dracena e Durval ao menos o miolo da defesa, que tem sido o ponto fraco do Santos, deverá ficar mais guarnecido.

Do contrário, Pará será escalado na lateral-direita, no lugar de Jonathan, machucado, e Rodrigo Possebon formará dupla de volantes com Adriano, o que não tem dado certo.

O jogo ainda vale muito pouco pela classificação, já que oito clubes passarão para a fase do mata-mata, mas, além da rivalidade, estará em jogo o setor defensivo do Santos, que ainda é olhado com desconfiança pelo torcedor e, para a maioria dos santistas, não é o ideal para se enfrentar o árduo caminho que leva ao título da Copa Libertadores.

Se for ao jogo, chegue mais cedo. Na preliminar, com início às 14 horas, haverá uma atração especial: a Rainha Marta deve se despedir do Santos em amistoso contra o Juventus.

Depois da volta, Elano faz o seu primeiro clássico pelo Santos. E coincidentemente, contra o São Paulo, e na Arena Barueni, assim como aconteceu com Robinho no ano passado. Reveja como foi a atuação do Rei do Drible no Paulista de 2010:

Veremos o que se passará. O que o seu pressentimento diz do jogo de logo mais?


Só se espera que Elano não esteja alone

Amanhã, às 17 horas, na Arena Barueri, este desfalcado Sansão de início de temporada terá ao menos um grande jogador em campo: o versátil Elano. De volante, no Santos ele está podendo jogar de meia ofensivo e até de atacante. Que facilidade para bater na bola! Mas para ganhar o jogo o Santos não poderá esperar só de Elano. O São Paulo provavelmente exigirá mais do que os adversários santistas até aqui.

Na verdade, apesar de não ser nenhuma Brastemp, o tricolor está um pouquinho mais arrumado do que o Santos neste início de campeonato. Os desfalques do Santos – Neymar, Paulo Henrique Ganso, Arouca – são bem mais importantes do que o do adversário, que não tem nenhum titular de peso fora do time.

Para continuar marcando a média de três gols por jogo, o Santos dependerá mais de um bom rendimento coletivo do que das explosões individualistas de Maikon Leite.

Robinho, que vem dando pro gasto, e Keirrison, que contra o São Caetano fez sua partida menos ruim no Santos, também precisam jogar bem amanhã para que a vitória seja possível.

Preocupado com a defesa, Adilson Batista pensa em colocar mais um zagueiro, provavelmene Bruno Aguiar. O time então jogaria com Rafael, Pará, Bruno Aguiar, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Robinho e Elano; Maikon Leite e Keirrison.

O São Paulo deverá ser escalado por Paulo César Carpegiani com Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Juan; Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba, Marlos (Zé Vitor) e Fernandinho; Dagoberto e Fernandão.

A ousadia santista, clube mandante, que será incentivado por sua animada torcida e terá Elano, o jogador melhor crecenciado de todos que estarão em campo, pode ser decisiva, mas não dá para negar que o São Paulo, com seu time praticamente completo, é ligeiramente favorito.

A arbitragem será de Sálvio Spinola Fagundes Filho, auxiliado por
Emerson Augusto de Carvalho e Anderson Jose de Moraes Coelho. Se isso é bom? Não sei. Posso responder depois do jogo?

E você, acha que Elano pode ser decisivo amanhã, ou os desfalques do Santos farão com que o jogo penda mais para o São Paulo?


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