Santos e São Caetano fizeram um jogo bonito de se ver. Duas viradas, seis gols, e no final um empate justo por 3 a 3. Mas pareceu aqueles jogos que derrubaram o Adilson Batista no Corinthians. O Santos esteve exposto o tempo todo, como se jogasse uma roleta russa.

A cada vez que o São Caetano apertava, a defesa santista parecia prestes a confessar. Além dos três gols, o time do ABC teve outras chances e poderia ter vencido o jogo. O estanho é que até esta partida o São Caetano não tinha marcado nenhum gol no campeonato.

O mais estranho é os cinco gols que o Santos sofreu nos seus dois últimos jogos – contra Grêmio Prudente e São Caetano – foram resultado de bolas centradas na área, ou seja, a tática mais elementar que uma equipe pode usar para chegar ao gol.

Pode-se dizer, para atenuar, que o Santos está sem alguns titulares – entre eles os imprescindíveis Ganso, Neymar e Arouca –, mas a defesa está completa. De Pará a Léo, passando por Edu Dracena e Durval, continuam os mesmos.

Tudo bem que está no começo do ano, mas jogando assim, de maneira tão desorganizada na defesa, permitindo tantos gols a adversários fragílimos, não vejo como esse time possa se sair bem na duríssima disputa da Libertadores, cujos jogos são bem mais disputados e acabam sendo decididos em poucas jogadas.

Bem, o clássico de domingo será um bom teste. Mas, se Elano não puder jogar, o Santos terá poucas chances de conseguir a vitória. Mesmo atrás na tabela de classificação, o São Paulo tem um time mais organizado do que este improvisado, errático e afobado Santos.

Esta é a minha opinião. E a sua?