Roberto Brum é um sujeito de sorte. Erra passes de três metros, tem dificuldades para dominar a bola, raramente consegue fazer um corte sem cometer falta, não dribla e jamais faz um gol. Mesmo assim, ganhava um salário de 80 mil reais no Santos e, ao longo da carreira, já deve ter acumulado uma pequena fortuna. Só mesmo uma inexplicável proteção divina pode explicar o seu sucesso.

No entanto, ao ser demitido do clube, ao invés de se mostrar agradecido por quem lhe pagou um salário desproporcional para a qualidade do seu futebol, Roberto Brum resolveu sair atirando. Disse que foi ameçado de demissão por ter pressionado a diretoria para que suspendesse Neymar. Na verdade, disse que ele, Léo, Marquinhos e Edu Dracena queriam que Neymar fosse suspenso por discutir com o técnico Dorival Junior.

Eu pergunto: quem é Roberto Brum para exigir a suspensão de Neymar? E veja que coincidência: dos quatro que queriam que o Menino de Ouro fosse suspenso, segundo Brum, três foram expulsos na final do Campeonato Paulista, contra o Santo André: ele próprio, Marquinhos e Léo.

Enfim, o Roberto Brum, que é cheio de pregar a bondade, a fraternidade e todas as coisas boas que, segundo ele, vêm de Cristo, na prática fez tudo ao contrário e se mostrou um ser humano rancoroso, a ponto de tentar prejudicar a imagem de seus companheiros e do clube que lhe deu guarida.

Agora, Brum será acionado pelo Santos e terá de provar, na Justiça, as acusações que fez. Triste fim para um jogador que não deixará saudades – nem como atleta, nem como homem.