Ronaldinho e o irmão Assis: virou só uma questão de dinheiro.

A volta de Ronaldinho ao Grêmio, clube que o revelou, representaria – a exemplo do retorno de Robinho ao Santos – passar o passado a limpo. Rico, consagrado, famoso, o astro tinha a rara oportunidade de reconquistar o carinho dos torcedores que primeiro o amaram e que se sentiram abandonados quando ele fez de tudo para ir embora.

Já faz algum tempo que Ronaldinho Gaúcho recebe um dos maiores salários do futebol sem convencer. No Milan, marcou um gol a cada quatro jogos. Mas no Grêmio nada disso importaria. A volta do filho pródigo compensaria a falta de gols ou mesmo de jogadas espetaculares. O gremista só queria ver o ídolo de novo com a camisa tricolor. Só isso não teria preço.

Há coisas na vida que realmente não podem ser compradas, e o amor de uma torcida é uma delas. Já era para Ronaldinho ter aprendido isso.

Pelé, que jogou um ano de graça pelo Santos, sugeriu que o Gaúcho fizesse o mesmo, já que diz amar o Grêmio. Mas há Assis, o irmão-empresário, há milhões de euros que podem cair na conta do ex-número um do mundo sem que se exija muito em troca. Por que desperdiçar tanto dinheiro?

E assim, parece que o Flamengo será o destino brasileiro de Ronaldinho, que, sugiro, deixe de ser chamado de Gaúcho, para ganhar o codinome Carioca. E que identificação Ronaldinho pode ter com o Rio? Bem, já ficou claro que neste caso não está em jogo a identificação com o passado, com as origens, com uma torcida, uma camisa… A questão se resume a quem pode, ou quem promete, pagar mais.