Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: fevereiro 2011 (page 1 of 9)

Rádio Santista venceu a Enquete de credibilidade

Em uma enquete que foi encerrada há uma semana, perguntamos aos freqüentadores deste blog que equipe de esportes de rádio tem mais credibilidade.

Com 152 votos, ou 28% do total, venceu a Rádio Santista, que começou com narrações de Cássio Barco e Arnaldo Hase, e hoje tem uma equipe formada pelos narradores Silvio Ewald e Caio Ruscillo e os comentaristas Manoel Camillo e Kako Ferreira.

Em segundo ficou a Rádio Tupi, com 109 votos (20%), do repórter preferido dos santistas, o querido Ademir Quintino. Confira as 10 mais bem clasificadas:

1 – Rádio Santista (28%, 152 Votos)

2 – Tupi (20%, 109 Votos)

3 – Bandeirantes (15%, 83 Votos)

4 – Eldorado/ ESPN (12%, 66 Votos)

5 – Jovem Pan (7%, 36 Votos)

6 – Globo/ CBN (6%, 31 Votos)

7 – A Tribuna (3%, 18 Votos)

8 – Transamérica (1%, 8 Votos)

9 – Record (1%, 6 Votos)

10 – Boa Vontade (2%, 1 Votos)

Você votou? Se não, teria escolhido qual?


Martelotte deve ouvir Léo, Elano e Neymar antes de armar o Santos

O interino Marcelo Martelotte teve duas grandes vitórias dirigindo o Santos no Campeonato Brasileiro: 3 a 0 sobre o campeão Fluminense, no Engenhão, e 4 a 1 sobre o vice Cruzeiro, em Barueri. Mas dele também foi o pecado de inventar Danilo, Pará e Alex Sandro no meio. Agora que voltará a dirigir o time, espero que ouça os jogadores antes de armar a equipe.

Não é desdouro nenhum para um técnico ouvir os jogadores. Aliás, pode ser uma vantagem. O grande Lula, que tinha o raro dom de montar o time com os melhores jogadores, deixava a Zito a incumbência de comandar a equipe dentro de campo.

Sim, Zito era como um técnico do time em campo, com autoridade para dar as ordens aos jogadores e fazer mudanças táticas, principalmente do meio-campo para a frente. Na defesa, a liderança era do capitão Mauro Ramos de Oliveira.

Ou seja, aquele Santos, que representava um trabalho de equipe perfeito, não dependia de nenhum professor. Usava o que cada um tinha de melhor, se valia da autoridade natural de alguns jogadores e do sentimento de união e da amizade que os unia para enfrentar qualquer adversário, em qualquer lugar, e inevitavelmente sair vitorioso.

Lula, mais do que um chefe, era um mentor, um coordenador. Zito mantinha o time motivado em campo, Mauro orientava a marcação e no ataque cada um sabia exatamente o que fazer, ou seja, gols e mais gols.

Responsabilidade dividida

Neste momento, em que o técnico contratado para organizar a temporada falhou e o time ficou na mão, jogar toda a responsabilidade nas costas de um interino é uma velha receita de fracasso. Fica cômodo para os jogadores jogarem a culpa por uma derrota na falta de comando. Por isso, eles precisam fazer parte desse comando.

Por serem jogadores acima da média, ídolos da torcida e bastante identificados com a história do Santos, Léo, Elano e Neymar deveriam ser ouvidos pelo técnico antes de armar a equipe. Talvez o grupo possa ser ampliado com a presença do capitão Edu Dracena e o volante Arouca.

Mesmo Paulo Henrique Ganso, que ainda não está jogando, deveria ser ouvido, pois tem uma visão de jogo diferenciada e, acredito, possa contribuir com boas sugestões para um plano que leve a equipe à vitória contra o Cerro Porteño.

Não sei como os jogadores reagiriam diante de tanta responsabilidade, mas, acredito, os verdadeiramente focados na vitória se sairiam bem. Que discutam à vontade, mas que, após chegarem às conclusões aceitas pela maioria, se comprometam a cumprir em campo o que foi determinado.

É claro que outros jogadores, cuja titularidade é incerta, não poderiam participar do encontro. Martelotte funcionaria apenas como mais um participante, além de mediador. Da reunião sairia o time titular, o sistema tático e as prováveis mudanças durante o jogo, com previsão até das substituições.

Um time e uma tática contra o Cerro

Se fôssemos consultados para escalar o Santos contra o Cerro, que time colocaríamos em campo? Analisemos…

O jogo é na Vila e o Santos, com um ponto ganho, é o terceiro de um grupo de quatro equipes, no qual apenas duas se classificarão. Assim, é preciso jogar pela vitória, certo?

No começo do ano o ataque formado por Zé Eduardo, Keirrison e Maikon Leite estava arrasador. E de uma hora para outra nunca mais foi repetido pelo Professor Pard…, quer dizer, o técnico Adilson Batista. Óbvio, então, que ele seja escalado para esta quarta-feira, com uma única alteração, que é a saída de Keirrison para a entrada de Neymar.

Na defesa, setor para o qual não houve contratações, não há muito o que mexer: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo. Se Jonathan, machucado de novo, não puder jogar, entra Pará – que não deveria ser titular do Santos, mas Danilo também não. Ou seja, tirando Jonatham, que também não é nenhuma Brastemp, o Santos não tem um jogador à altura da camisa que já foi de Lima e Carlos Alberto Torres. Paciência. É preciso usar o que se tem.

No meio, se Arouca puder jogar, a solução é simples: ele, Rodrigo Possebon e Elano formam um bom meio-campo. Possebon também não é exatamente o jogador que o santista quer, mas, das opções para o setor, é o menos problemático. Porém, sem Arouca, a coisa se complicará.

O limitado Adriano é o único volante de ofício no banco de reservas. Sem ele, o jeito é improvisar Danilo no setor, uma opção que o torcedor abomina e que foi um dos motivos da queda de Adilson Batista. Escalar Pará e Alex Sandro por ali não tem sentido, mas dá medo de lembrar que este mesmo Marcelo Martelotte foi o autor dessas invencionices.

Enfim, temos um problema: sem Arouca, o ideal é formar um meio-campo com Adriano, Possebon e Elano, ou tirar Adriano e colocar um jogador com mais habilidade, com capacidade de sair para o jogo?

Aí está o pulo do galo e uma “invenção” que o torcedor apoiaria, pois tem a ver com a vocação do Santos: sem Arouca, seria possível recuar Elano para formar uma parelha de volantes ao lado de Possebon, colocando Diogo para jogar mais recuado, como um meia.

Eu quase escrevi Diogo ou Alan Patrick, mas tenho de admitir que o garoto, pelo que mostrou contra o São Bernardo, não anda muito bem. Do contrário, seria a melhor alternativa para o meio, desde que, repito, Arouca não possa jogar.

Na Vila, o Cerro é a caça

Não se pode esquecer que, apesar de ter estreado na Copa Libertadores com ótima vitória sobre o Colo Colo, em Assunção, por 5 a 2, o Cerro será bem mais precavido na Vila Belmiro.

Suas lembranças históricas na Vila famosa não são das melhores: hoje, 28 de fevereiro, faz 49 anos que o time paraguaio sofreu a maior goleada da competição, ao ser esmagado justamente pelo Alvinegro Praiano, no mesmo Urbano Caldeira onde jogará quarta, por 9 a 1.

É o tipo de jogo em que os paraguaios jogarão recuados, à procura das oportunidades de contra-ataque. Claro que merecem cuidados, principalmente o garoto Iturbe, que brilhou na vitória sobre o Colo Colo.

Não sei se é o caso de se colocar um jogador fazendo marcação individual sobre Iturbe, mas isso tem de ser levado em conta. A mania que o Santos tem de não se preocupar com os melhores jogadores adversários quase sempre acaba mal.

Para esta função específica, sei que Adriano se sai melhor do que a maioria. Lembro-me de um jogo contra o Palmeiras em que ele conseguiu anular Valdívia. Ele não jogou – o que, convenhamos, não fez muita falta ao Santos –, mas também não deixou o craque do outro time jogar. É uma alternativa que deve ser analisada com carinho por Martelotte e os jogadores do Santos, pois Iturbe surge como um grande talento do futebol paraguaio e é daqueles que podem desequilibrar uma partida.

Reveja a goleada do Cerro Porteño sobre o Colo Colo e repare na agilidade e na precisão do arremate de Iturbe. Será que ele merece marcação especial?

Você gosta da idéia de o técnico ouvir uma junta de jogadores para montar o time contra o Cerro? Se Arouca não puder jogar, como você armaria o meio-campo do Santos?


Sai Adilson Batista, volta a esperança ao torcedor do Santos

Em uma decisão corajosa e sábia, a diretoria do Santos demitiu o técnico Adilson Batista. Corajosa porque a temporada já começou e o responsável por planejá-la foi justamente o técnico demitido. Sábia, porém, porque Adilson nada planejou e conseguiu piorar até o que já estava dando certo.

Com ele no comando, e isso qualquer santista percebia, não havia chances de o time vencer a Libertadores. Agora, ao menos ressurge a esperança. Que o time jogue com amor, que os melhores sejam escalados, que a Vila Belmiro volte a ser o alçapão de sempre e os torcedores sejam ouvidos, pois eles jogam com o time e já ajudaram a equipe a realizar verdadeiros milagres.

Não se pode, agora, ficar lamentando a equivocada contratação de Adilson Batista. Ele tinha levado o Cruzeiro a uma final de Libertadores e parecia ser um bom nome para voltar a fazer isso no Santos.

Porém, parece que o sucesso, ou seria o fracasso?, lhe subiu à cabeça, pois tudo indicava que estava disposto a transformar o Santos em um eterno laboratório, como um cientista maluco, fazendo jus ao apelido que ganhou em Minas, de “professor Pardal”.

Não tenho a menor ideia de quem o Santos contratará para seu lugar. Pode ser qualquer um, desde que não invente, desde que siga o DNA do Santos e escale o melhor para cada posição.

Em dúvida, que a diretoria faça uma enquete no seu site oficial e convoque o time do torcedor. Garanto que ele se sairá muito melhor do que este que vem entrando em campo com a camisa do Santos.

Esta estratégia de se contratar técnicos que cobram salários altíssimos e quase sempre fazem um trabalho meia boca, precisa acabar. Os clubes brasileiros não suportam esse hábito perdulário. Veja que, como sempre, o técnico vai embora, mas deixa os jogadores que ele sugeriu – entre eles o meio-campo Charles, que já veio machucado e continua em tratamento, recebendo salário sem fazer uma única partida pelo Alvinegro Praiano.

Bem, agora é hora de união. Com ou sem técnico, que o Santos seja representado pelo que tem de melhor, e que, jogando junto cada minuto dos jogos da Libertadores, estejam os torcedores, a direção do clube e todos que amam o maior alvinegro da Terra.

Leia sobre a demissão de Adilson Batista no globoesporte.com

O que você achou da demissão de Adilson batista?


O bom técnico ouve a torcida

Dizem que depois do jogo Adilson Batista disse que não escala jogador porque a torcida quer. Se ele fosse o Mourinho, e ganhasse um título importante por ano, e fosse considerado o melhor técnico do mundo, eu ainda acharia a frase prepotente. Mas, vindo de um treinador que em dez anos de carreira só ganhou um campeonato potiguar,com o América de Natal; um catarinense, com o Figueirense e dois mineiros, com o Cruzeiro, a opinião soa de uma arrogância atroz.

Grandes técnicos tiveram a humildade e ao mesmo tempo a sabedoria de ouvir o clamor das massas. Foi pela pressão da opinião pública que Vicente Feola lançou Pelé e Garrincha no terceiro jogo da Copa de 1958; que Zagallo finalmente deu um jeito de encaixar cinco camisas 10 na imortal Seleção de 70 (Jairzinho, Gérson, Tostão, Pelé e Rivelino, todos camisas 10 em seus clubes de origem) e Telê Santana formou um meio-campo com Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico.

Parece que quando coloca um jogador no time que a torcida gosta, Adilson trabalha contra ele, para que não dê certo e ele possa dizer: “Viu como eu estava certo?”. A implicação com Felipe Anderson mostra isso. Ontem o garoto estava muito bem no primeiro tempo. Não errou mais do que ninguém e criou boas coisas, não precisava ter saído para a entrada de Alan Patrick.

Não sei o que faz um técnico de futebol, que aparentemente é um bom sujeito, um cara tranqüilo, agir com tanto autoritarismo. Talvez o salário e a alta multa rescisória dêem aos técnicos esse topete para fazer o que bem entendem e desafiar a torcida, os dirigentes e os próprios jogadores.

A contratação de Adilson Batista, depois que ele tirou o Corinthians do caminho do título brasileiro, para mim foi incompreensível. Um dos maiores erros dessa diretoria. Em Santos há pessoas, como o veterano ídolo Pepe, ou mesmo Serginho Chulapa, que montariam um Santos melhor e mais de acordo com a filosofia do futebol santista.

Mas Adilson ainda tem tempo de corrigir as muitas falhas que vem tendo. É só fazer um exame de consciência e admitir que seu método de trabalho, que sua visão do futebol, não são tudo isso que ele acha que é. Se fosse, certamente não teria um currículo profissional tão insatisfatório.

Que não caia na armadilha de achar que só porque está ganhando muito dinheiro para ser técnico e está treinando um grande time brasileiro, depois de treinar outros dois, já se tornou um gênio do futebol. Cada time tem seu espírito, seu DNA, e Adilson, ao contrário de Dorival Junior, ainda não captou a essência do Santos.

O elenco pode ter suas limitações, e as tem, mas o grande técnico é aquele que consegue fazer jogar bem e com harmonia, mesmo elencos limitados, e o técnico ruim é o que só consegue trabalhar com um time de craques – o que, convenhamos, até minha vovozinha consegue.

O único que sofre nessa situação toda é o torcedor. Ele só dá, nada tira do clube. Seu vínculo é permanente. Não pede demissão, não é demitido, não tem salário nem multa rescisória. E continua torcendo e apoiando o time, mesmo quando não é ouvido por técnicos que se julgam os donos de uma verdade que, se existe, vive somente no coração desse torcedor.


Ainda resta a última chance para o Santos de Adilson B

Mal escalado, mal substituído, mal orientado e mal motivado pelo técnico Adilson B, o Santos empatou na Vila Belmiro com o São Bernardo e terá de superar a descrença do torcedor na próxima quarta-feira, contra o Cerro Porteño, quando o sonho da terceira estrela estará em jogo.

Digo mal escalado porque quem coloca Adriano e Danilo lado a lado, no meio campo, é porque não quer que a bola saia redonda dali. Um jogador do nível deles, de vez em quanto, é o máximo que um bom time pode suportar. Os dois, ao mesmo tempo, é dose pra leão.

Continuo dizendo que foi mal escalado porque, se era possível formar o mesmo ataque que estraçalhou no começo do campeonato – com Neymar, Zé Eduardo e Maikon Leite –, por que não o fez? E por que continua sem dar uma oportunidade para Vinicius Simon, o zagueiro preferido do torcedor?

Um meio-campo mais ousado seria Alan Patrick ao lado de Felipe Anderson. Poderia não dar certo, mas o torcedor queria ver os dois meninos ao menos uma vez, e tem todo o direito de querer. Mas, é claro, Adilson B não correria esse risco.

Pela forma como o técnico gritava com Felipe Anderson no primeiro tempo, temi que o garoto não voltasse para a segunda etapa. Temi porque ele demonstrou, em várias jogadas, uma habilidade superior (como no chapéu seguido do controle da bola com a cabeça).

Felipe dá a sensação de que, a qualquer momento, pode fazer algo decisivo. E estava se mostrando para o jogo, puxando contra-ataques, trocando passes rápidos com Neymar, Elano e Zé Eduardo. Tão jovem como ele, apenas 17 anos, é normal ter alguns altos e baixos, mas mesmo assim os seus altos eram maioria. Sem ele, o meio-campo perdeu a liga. O Santos não criou mais nada com a bola pelo chão.

Adilson B preferiu o trivial: trocou um menino pelo outro. Tirou Felipe Anderson e colocou Alan Patrick. E o time piorou. Alan mostrou porque não tem jogado. Está fora de jogo, errando quase todos os passes. Eu não disse a maioria. Eu disse quase todos.

Depois, quando chamou Maikon Leite, que estava na reserva, imaginamos que jogaria com três atacantes, tirando o dispersivo e errático Danilo, ou mesmo Elano, que parecia cansado. Mas não. Tirou Zé Eduardo, o que tem mais cacoete de centroavante. Maikon Leite é rápido, ótimo para jogadas de contra-ataque, mas se embanana diante de uma retranca. E hoje entrou para não fazer nada. Eu não disse que fez pouco. Não fez absolutamente nada.

Para concluir as substituições, o professor Adilson B, tirou Jonathan, cansado, e colocou Pará. Aí não tinha jeito, tinha de tirar mesmo. Apesar de não ser um primor, Jonathan é o titular da posição, fácil. E Pará ainda entrou a tempo de perder uma jogada e chutar o jogador por trás. E nada mais fez Pará.

Digo que o time foi mal orientado porque começou a 100 por hora, como se quisesse marcar 10 gols em um ataque, e depois foi se perdendo e se cansando. No final, parecia disputar uma pelada. Não havia organização tática. Os jogadores batiam cabeça atrás dos três pontos que aplacariam as vaias.

E digo que o time foi mal motivado, pois Adilson B ainda teve a desfaçatez de afirmar, nos preparativos para a partida, que após o jogo tomaria um cafezinho, como se a vitória fosse certa. Isso foi usado para motivar os jogadores do São Bernardo, confirme afirmou o ótimo goleiro Marcelo Pitol, do time do ABC.

Não sei com que espírito ele preparou a equipe para o jogo, mas afirmar que a partida seria fácil é a última coisa que um técnico experiente e vencedor faz. Adilson B deu munição ao adversário, que lutou demais e mereceu o empate.

Para não dizer que não falei de coisas boas, destaco as atuações de Neymar, que lutou muito e criou do nada a jogada do pênalti que salvou o Santos de um resultado pior; o valente Léo, que correu e lutou muito mais do que o atabalhoado Danilo, e o zagueiro Durval, que limpou a área lá trás.

Agora, é vencer ou vencer.

Já vi times em crise darem a volta por cima e serem campeões. O torcedor tem de acreditar nisso. Se com aquela elenco deplorável de 2008 a equipe só não chegou às quartas da Libertadores porque Hector Baldassi (o mesmo que apita o jogo contra o Cerro) não deu um gol legitimo de Kléber Pereira, então podemos ter a esperança de uma vitória sobre o Cerro, na quarta-feira, mesmo de meio a zero.

Não tenho dúvida de que, se depender dos jogadores, o Santos se empenhará como nunca por esta vitória. O problema maior não está nos jogadores, mas na cabeça de Adilson B. Não sei que time está na sua cabeça para o jogo de quarta-feira, mas, se seguir o mesmo script desta sua passagem pelo Santos, não será aquele que o torcedor do Santos, mesmo o torcedor mirim, imagina para a partida.

Apesar da fase difícil, apesar do alto preço dos ingressos (50 reais para os sócios), o torcedor deve apoiar o time neste jogo decisivo contra o Cerro Porteño. Principalmente em respeito aos jogadores, que hoje lutaram bastante, mas pareciam, mais uma vez, perdidos em campo.

O tempo para se tentar montar um time que jogue bonito e ofensivo, como gosta o santista, já foi perdido. Lá se foi a pré-temporada, lá se foram dez jogos pelo Campeonato Paulista, e parece que Adilson B continua na estava zero. Agora, é hora do coração e da alma entrarem em campo. Só a garra e a luta podem salvar o Santos. É duro admitir, mas, diante das circunstâncias, o mesmo Cerro que um dia tomou de 9 na Vila, agora vem como favorito.

Detesto ter de dizer “eu não disse?”, mas a verdade é que a escolha de Adilson B para comandar o time neste ano tão importante para o Santos, não foi feliz. Como diz a sabedoria popular, “onde há fumaça, há fogo”. Se os torcedores do Cruzeiro o chamam de “professor Pardal”, é porque essa mania de inventar, de colocar jogadores fora de suas posições, de não escalar os melhores e de não ouvir o clamor da torcida, é um comportamento que acompanha a carreira de Adilson B e por isso talvez o tenha impedido de conquistar títulos importantes.

O jogo contra o Cerro será, talvez, a sua última oportunidade no Santos de mostrar que é um técnico inteligente, que sabe usar o melhor de seu elenco, que sabe motivar seus jogadores e tem a humildade de perceber que atrás dos pedidos da torcida está a visão de quem conhece o Santos muito mais do que ele, que chegou agora e já quer ditar uma maneira de jogar que não condiz com o DNA do time.

Leia o que escrevi quando Adilson foi contratado
E você, o que achou do jogo? E do trabalho do professor Adilson B?


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