Clubes de futebol são como pessoas. Têm uma personalidade e o tempo não as modifica. Há traços que permanecem. E clubes em que a paixão fala mais alto do que a razão, tendem a agir também de forma passional, geralmente prejudicial aos seus próprios interesses.

Veja o caso do Corinthians. Que já escorraçou Gylmar, Rivelino, Sócrates, Marcelino Carioca, Edilson, Rincón, Edmundo, Viola, Tevez, Mascherano, Zé Elias, e agora também faz com que saiam pela porta dos fundos os campeões mundiais Ronaldo e Roberto Carlos.

Ué, não foi feito um plano de marketing para contrata-los, não estava tudo indo às mil maravilhas? Pois é. A velha e sábia máxima de que torcedores querem mesmo é títulos acabou prevalecendo.

Todos os planos mirabolantes para supervalorizar a marca caíram por terra diante do humilde Tolima. É a verdade nua e crua do futebol afogando, mais uma vez, as teorias dos homens da prancheta.

Por acreditar nesse caráter ancestral que rege as ações os clubes é que me arrisco a dizer que Paulo Henrique ganso jamais sairá do Santos como um indigente. Ao voltar aos campos, a alegria retornará e ele sentirá que o seu lugar continua sendo o time que valoriza e respeita os craques e os homens que eles são.

O que você acha das saídas de Ronaldo e Roberto Carlos do Corinthians? Acha que há alguma chance disso se repetir com o Ganso no Santos?