O técnico Adilson Batista já confirmou que Neymar será titular contra o Deportivo Táchira, terça-feira, em San Cristóbal, Venezuela, na estréia do Santos na Libertadores. Mas quais serão os companheiros do atacante? Vamos ajudar o professor a escalar o time?

Na defesa, por exclusão, não há muito o que mexer. A única dúvida é na lateral-direita. Há uma possibilidade de que Danilo, principalmente por sua atuação na final do Sul-americano Sub-20, ganhe a posição de Pará. Mas, pessoalmente, acho difícil.

Mais experiente, Pará deverá ser confirmado pelo técnico, compondo a mesma defesa que atua desde o ano passado: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo. O lado bom de continuarem juntos é o entrosamento, o lado ruim é que não têm se saído tão bem assim e, como o clube não contratou jogadores para o setor, não têm reservas à altura.

No meio-campo, Arouca e Elano são nomes certos. E, no ataque, Neymar e Zé Eduardo também. Faltam dois. Para se precaver, Adilson pode escalar mais um volante – Rodrigo Possebon ou Adriano – e mais um meia que possa ajudar na marcação, no caso Maikon Leite ou Róbson (gostaria muito que levasse o Felipe Anderson, mas acho que o técnico não será tão ousado como poderia).

Há também a possibilidade de se colocar Alan Patrick no lugar de Róbson, mas como o técnico já conhece bem o jogador que já ssinou pré-contrato para volatr ao Avaí, e só agora verá como está o jovem Alan Patrick, creio que Róbson terá a preferência.

Uma outra opção seria deixar o time com três volantes – Arouca, Adriano e Rodrigo Possebon –, liberando mais Elano para se aproximar de Neymar e Zé Eduardo. O bom dessa alternativa é que Elano passa e conclui muito bem.

Enfim, mesmo sem poder contar ainda com Paulo Henrique Ganso e, provavelmente, nem com Charles ou Jonathan, Adilson batista já pode armar um time bem competitivo para enfrentar o Táchira.

Por que coloquei no título que o time venezuelano é perigoso? Ora, porque é. Não sei como ele está jogando, mas na Libertadores a condição técnica é apenas um detalhe. Times horríveis se inflamam com a torcida, se motivam com a importância da competição, em que está em jogo o orgulho nacional, e são capazes de proezas.

Se não entrar em campo motivado e concentrado, o Santos não conseguirá um bom resultado em Táchira. Mas se fizer o que pode e o que se espera dele, voltará da Venezuela mais perto da classificação para a próxima fase.

E para você, quais devem ser os titulares do Santos contra o Táchira?