Há um detalhe que os novos administradores do Santos, por serem novos no ramo, talvez não tenham captado: o que mais irrita o cliente do mercado do futebol, no caso o torcedor, é a imobilidade.

O Santos está ignorando essa regra básica e por isso tem aumentado a tensão entre o clube e a torcida desnecessariamente. Se a torcida não quer mais um jogador, que este tenha um descanso; se pede insistentemente por outro, que tenha uma chance.

Não é questão de ceder ao torcedor, mas de ser coerente com os novos tempos e entender que o cliente, se não tem razão sempre, ao menos merece o benefício da dúvida.

A imobilidade, ou seja, não fazer nada para mudar um time que está jogando mal, vai gerando uma insatisfação tão grande que um dia explode nas arquibancadas e nas urnas.

Não se iludam os adeptos da chapa “O Santos pode mais”, que venceu as últimas eleições. Só venceu devido ao péssimo desempenho do time nos dois últimos anos da gestão Marcelo Teixeira. Do contrário, apesar de todos os equívocos de sua administração, Marcelo Teixeira ainda seria o presidente.

Se é a intenção de Luís Álvaro e de sua equipe se manter no poder, que ouçam a voz que vem das arquibancadas, pois ela é que decide a permanência ou não das facções que já dominaram o Santos ao longo da história.

Algumas mudanças arejadoras

Ouço aqui e ali críticas constantes – e algumas novas – a jogadores do Santos. Ora, por que não aproveitar esses jogos do Campeonato Paulista em que o time joga em casa, contra equipes teoricamente inferiores, e testar algumas mudanças na equipe?

Por exemplo: por que não, contra o Mogi Mirim, jogo de quarta-feira, promover a entrada de Vinicius Simon no lugar de Edu Dracena e formar um meio-campo com Alan Patrick e Felipe Anderson, fazendo o Ganso entrar só no segundo tempo?

Por que não estrear o experiente Aranha, já nas últimas partidas Rafael tem tomado uns gols estranhos (devido à sua dificuldade de sair da meta para cortar os cruzamentos)?

Enfim, alguma coisa tem de ser feita, alguma satisfação tem de ser dada ao torcedor, que – percebe-se pelos comentários nos sites e blogs santistas – está perdendo a confiança na diretoria e nos jogadores.

O sinal de alerta vermelho já acendeu para o Santos, mas parece que só a torcida percebeu isso. E ela é impaciente mesmo. Pois assim como ama com ardor jogadores e dirigentes nos momentos bons, pode odiá-los profundamente nas fases decepcionantes.

O que você pensa a respeito?