Os mesmos jogadores de sempre voltaram a jogar tão mal como sempre; a defesa voltou a cometer os mesmos erros de sempre; o técnico interino Marcelo Martelotte voltou a substituir mal e deixar o time sem nenhum meia, como sempre, e o Santos perdeu de novo, desta vez para o Bragantino, por 2 a 1.

Eu sei que fica repetitivo falar dos erros do Santos, mas o que se pode dizer de um time que tem problemas no seu sistema defensivo desde o ano passado e não faz nada para corrigir?

Erros que todo torcedor do Santos viu e vê, mas que parecem passar despercebidos ao técnico e à diretoria. Não vou dizer se Edu Dracena é um bom jogador, mas a verdade é que não está bem. Na verdade, não está nada bem. Para ser sincero, está péssimo. É um mistério como continua sendo titular absoluto nesse time.

No primeiro gol do Bragantino, Dracena deu uma furada bisonha; no segundo, em cima da hora, em um escanteio, nem foi visto no lance. Que capitão é esse que nem consegue arrumar a defesa em uma jogada de bola parada?

Sem poder de recuperação, inseguro, Dracena não inspira confiança no torcedor do Santos desde o segundo semestre do ano passado. Uma enquete neste blog mostrou que o santista preferia que Vinícius Simon fosse o titular. Mas o zagueiro formado na Vila Belmiro não teve oportunidades, e Dracena continuou dono intocável de sua posição, apesar das falhas contínuas.

Durval também faz das suas, mas tem sido o menos ruim dos dois. Se não for para mudar ambos de uma vez, que se mude o Dracena. Ao menos em respeito ao torcedor. Acho que seria melhor para ele ficar um tempo na reserva. Sua atuação contra o Bragantino foi uma das piores que eu vi de um defensor do Santos. Ele está, nitidamente, se escondendo da bola.

No mais, falar o quê? Que Danilo, Adriano, Pará e Rodrigo Possebon não podem ser titulares do Santos? Isso qualquer criança já sabe. Com eles em campo, todos ao mesmo tempo, o Santos nunca será campeão de nada e terá sorte de não ficar nas últimas posições do Brasileiro.

Pode parecer pessimismo de torcedor após uma derrota, mas não é. Lembre-se que eu já dizia que este elenco é limitado mesmo quando alguns “críticos” afirmavam que o Santos seria favorito em todas as competições que disputasse este ano. Pois, se continuar com esse elenco no Brasileiro, o Santos correrá um sério risco de disputar o ano de seu Centenário na Série B.

Adriano está entrando no corpo do adversário em todo lance. Levou um cartão amarelo de graça, quando era só esperar a bola sair pela lateral, e depois, também empurrando pelas costas, fez um pênalti não marcado pelo árbitro.

De Danilo, Pará e Possebon nunca espere uma assistência, um cruzamento perfeito, uma jogada inteligente. Chega a ser irritante ver esses jogadores atuando por um time que já teve, nessas mesmas posições, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo e Mengálvio.

Mesmo sem boas opções, o técnico Marcelo Martelotte bem que poderia ser mais eficaz. Tirar o Ganso para colocar o Maicon Leite só pode ser piada. Com uma perna só o Ganso é melhor do que o Maicon Leite com quatro. Como sempre, Leite entrou para correr de um lado para o outro, sem produzir nada de útil. E o time ficou sem um passador, um lançador, um coordenador no meio-campo.

Foi ridículo ver Possebon ou Pará tentando fazer lançamentos. Se um técnico tem à sua disposição um dos melhores lançadores do mundo, por que vai tira-lo e permitir que esta função seja feita por atletas que mal sabem controlar a bola?

Enfim, o Santos tem sido um amontoado que corre pra cima do adversário logo que começa o jogo, não consegue nada, mas continua correndo, errando, sem conseguir colocar a bola no chão e trocar três passes conscientes, até que sofre gols por falhas individuais, se desespera e termina perdendo a partida.

O ataque extraordinário camuflou a defesa ordinária

Se lembrarmos bem, veremos que o time que goleou todo mundo no primeiro semestre do ano passado tinha, do meio-campo para a frente, Arouca, Wesley, Ganso, Robinho, Neymar e André. E ainda havia, na reserva, Zé Eduardo, Maicon Leite e Madson. E dirigidos por um técnico que punha o time para jogar em cima do adversário.

Esse poderio ofensivo escondeu as falhas da defesa que, no entanto, já eram notadas pela maioria dos freqüentadores deste blog. Hoje, com o time mais desfalcado, a fragilidade do sistema defensivo e o baixo nível técnico de alguns jogadores ficam evidentes.

Era preciso uma atitude corajosa e radical para fazer o Santos entrar em 2011 mais forte e equilibrado. Mas Adilson Batista decidiu que a defesa era ótima e não precisava ser alterada, nem mesmo carecia de reforços. Pois o resultado disso que se vê hoje se deve à sua decisão e à conivência da diretoria, que enfraqueceu o setor que estava perfeito e deixou como estava aquele que não funcionava bem.

E você, acha que a defesa do Santos precisa de reforços, ou não?