Sofrer um gol no último instante do jogo e, ao invés de terminar a partida como líder do grupo, ficar na terceira posição, foi um castigo duro demais para o Santos, que dominou a maior parte do jogo e já merecia estar vencendo o Cerro Porteño por no mínimo 2 a 0 quando sofreu o empate.

Desta vez, nenhum jogador decepcionou. Até Danilo e Diogo foram bem. Todos ao menos lutaram. Elano participou da armação das jogadas, Neymar conseguiu algumas boas escapadas e todos se dedicaram com afinco. Adriano entrou no lugar de Rodrigo Possebon e marcou bem ao garoto Iturbe.

Tudo indicava que o Santos sairia com a vitória quando Edu Dracena, justamente o capitão e um dos jogadores mais experientes do time, fez um pênalti infantil em um jogador que estava de costas para o gol e bem marcado.

No final, Martelotte não precisava ter substituido Zé Eduardo por Keirrison. Mesmo cansado, Zé Love atrapalha mais a saída de bola do adversário do que o sonolento K9. Também tenho minhas dúvidas se Alex Sandro precisaria ter entrado. Ele gosta de apoiar, mas marca mal e no final do jogo o Santos só precisava agüentar mais alguns minutos para garantir os três pontos.

Um detalhe curioso é que nunca tantos santistas furaram em lances claros de gol. Talvez o campo molhado tenha atrapalhado Zé Eduardo, Neymar e Jonathan, mas que foi estranho, foi. A verdade é que de um time que fazia gols com facilidade, o Santos virou uma equipe que precisa se esforçar absurdamente para tirar o zero do marcador.

De qualquer forma, a classificação ainda é possível. Se vencer Colo Colo e Táchira em casa, bastará mais uma vitória em campo adversário para garantir os 11 pontos que parecem suficientes para a classificação. Entretanto, o time não passa muita confiança. E este já é o pior início de Libertadores do Santos desde 1994, na única oportunidade em que o Santos não passou da primeira fase.

O que você achou do Santos contra o Cerro? Tomar um gol no final foi azar ou incompetência?