Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: abril 2011 (page 1 of 18)

Números comprovam: São Paulo é o freguês mais nobre do Santos

Manter uma ampla vantagem no confronto direto contra um clube sem muita expressão não tem graça. Contra um outro grande, já é bem melhor. Agora, contra o São Paulo, o únito time brasileiro com três túitulos da Copa Libertadores e do Mundial Interclubes, realmente não tem preço. E o Santos tem uma vantagem estupenda sobre o fregu…, quero dizer, o rival nos últimos dez anos.

Sim, últimos dez anos, justamente o período de ouro na história do tricolor paulistano, em que este ganhou três títulos brasileiros consecutivos, conquistou seu terceiro título tanto na Copa Libertadores, como no Mundial Interclubes, foi duas vezes campeão paulista e uma do Rio-São Paulo.

Nesse período de dez anos, que começou em 03/10/2001, com uma partida pelo Campeonato Brasileiro, e terminou hoje, com esta semifinal pelo Paulista de 2011, Santos e São Paulo se enfrentaram 33 vezes.

Nesse período, aconteceram apenas cinco empates. Nos outros 28 jogos, o Santos venceu nada menos do que 18 e perdeu apenas 10. Ou seja, das partidas que tiveram um vencedor, o Alvinegro Praiano ganhou 64,29%, e o tricolor, 35,71%.

Nos últimos 20 anos, a vantagem continua santista

Alguns torcedores do São Paulo certamente lembrarão que o melhor período do clube compreendeu justamente a década anterior, de 1991 a 2001, quando o São Paulo ganhou duas Libertadores, dois Mundiais, um Brasileiro e dois Paulistas, tornando-se um time mais popular.

Porém, mesmo que se some os 16 jogos Sansões realizados entre 17/02/1991 e 02/02/2000, o Santos ainda continua com vantagem, com um total de 22 vitórias, contra 17 do rival. Além de 10 empates.

Assim, além da grande vantagem nos últimos dez anos, o Alvinegro continua com cinco vitórias a mais do que o rival de forem computados todos os confrontos entre ambos nos últimos 20 anos.

Isso me lembra uma passagem engraçada ocorrida quando o zagueiro Lugano jogava no São Paulo. Um repórter que parou no tempo do carcomido “trio de ferro”, perguntou ao uruguaio com que time o São Paulo tinha mais rivalidade: Corinthians o Palmeiras. E ele respondeu que com nenhum dos dois, pois desde que tinha chegado ao Morumbi só perdia para o Santos, para ele o maior rival.

Santos é o que fez mais gols em Rogério Ceni

Com os dois deste sábado, o Santos alcançou a marca de 78 tentos marcados em Rogério Ceni e é o time que mais fez gols no grande ídolo tricolor. Segundo o site Pelejas (http://www.pelejas.com), em 51 jogos que fez contra o Alvinegro Praiano, Ceni empatou 13, ganhou 17 e perdeu 21.

Só para lembrar o retrospecto do Sansão

Últimos 10 anos: 18 vitórias do Santos, 10 do São Paulo e 5 empates.

Últimos 20 anos: 22 vitórias do Santos, 17 do São Paulo e 10 empates.

Veja todos os jogos de hoje até 1991

30/04/2011 São Paulo 0-2 Santos Paulista 2011
30/01/2011 Santos 2-0 São Paulo Paulista 2011
17/10/2010 São Paulo 4-3 Santos Brasileirão 2010
25/07/2010 Santos 1-0 São Paulo Brasileirão 2010
18/04/2010 Santos 3-0 São Paulo Paulista 2010
11/04/2010 São Paulo 2-3 Santos Paulista 2010
07/02/2010 São Paulo 1-2 Santos Paulista 2010
25/10/2009 Santos 3-4 São Paulo Brasileirão 2009
19/07/2009 São Paulo 2-1 Santos Brasileirão 2009
01/03/2009 Santos 1-0 São Paulo Paulistão 2009
31/08/2008 São Paulo 0-0 Santos Brasileirão 2008
01/06/2008 Santos 0-0 São Paulo Brasileirão 2008
10/02/2008 São Paulo 3-2 Santos Paulistão 2008
15/09/2007 São Paulo 2-1 Santos Brasileirão 2007
24/06/2007 Santos 0-2 São Paulo Brasileirão 2007
11/03/2007 Santos 1-1 São Paulo Paulistão 2007
05/11/2006 Santos 0-1 São Paulo Brasileirão 2006
30/07/2006 São Paulo 0-4 Santos Brasileirão 2006
02/04/2006 São Paulo 3-1 Santos Paulistão 2006
22/10/2005 São Paulo 1-2 Santos Brasileirão 2005
17/07/2005 Santos 2-1 São Paulo Brasileirão 2005
03/04/2005 Santos 0-0 São Paulo Paulistão 2005
24/10/2004 São Paulo 1-0 Santos Brasileirão 2004
20/10/2004 São Paulo 1-1 Santos Copa Sudamer. 04
10/10/2004 Santos 1-0 São Paulo Copa Sudamer. 04
10/07/2004 Santos 2-1 São Paulo Brasileirão 2004
04/10/2003 São Paulo 1-2 Santos Brasileirão 2003
01/06/2003 Santos 3-2 São Paulo Brasileirão 2003
28/11/2002 São Paulo 1-2 Santos Brasileirão 2002
24/11/2002 Santos 3-1 São Paulo Brasileirão 2002
16/10/2002 São Paulo 3-2 Santos Brasileirão 2002
07/04/2002 Santos 3-2 São Paulo Rio-São Paulo 02
03/10/2001 Santos 1-0 São Paulo Brasileirão 2001
02/02/2000 Santos 0-1 São Paulo Rio-São Paulo 00
26/01/2000 São Paulo 5-2 Santos Rio-São Paulo 00
28/07/1999 Santos 3-2 São Paulo Brasileirão 1999
23/08/1998 São Paulo 1-3 Santos Brasileirão 1998
14/02/1998 São Paulo 1-1 Santos Rio-São Paulo 98
31/01/1998 Santos 1-1 São Paulo Rio-São Paulo 98
03/09/1997 Santos 2-1 São Paulo Brasileirão 1997
24/08/1996 São Paulo 2-1 Santos Brasileirão 1996
19/09/1995 Santos 0-1 São Paulo Brasileirão 1995
08/10/1994 Santos 2-3 São Paulo Brasileirão 1994
10/10/1992 São Paulo 4-1 Santos Supercopa Libertadores 92
29/09/1992 Santos 1-1 São Paulo Supercopa Libertadores 92
01/07/1992 São Paulo 1-0 Santos Brasileirão 1992
27/06/1992 Santos 1-1 São Paulo Brasileirão 1992
29/01/1992 Santos 1-1 São Paulo Brasileirão 1992
17/02/1991 São Paulo 1-2 Santos Brasileirão 1991

Relembre a vitória sobre o São Paulo que deu mais prazer aos santistas:

E para você, qual foi a vitória sobre o São Paulo que o deixou mais feliz?


Santos na final. Sem sustos e sem desgaste

O técnico Muricy Ramalho fez bem de usar seus titulares na semifinal do Campeonato Paulista contra o São Paulo. Depois de um primeiro tempo equilibrado, Neymar, Ganso e Elano decidiram o jogo no segundo tempo. 2 a 0 foi um placar justo, que exprimiu bem a diferença de categoria entre os times e também a diferença entre os técnicos.

Enquanto Muricy voltou para o segundo tempo com Bruno Aguiar no lugar de Zé Eduardo, adotando a formação com três zagueiros, que brecou as investidas do adversário e fez Dagoberto, o melhor do primeiro tempo, buscar jogo no meio-campo, Paulo César Carpeggiani tirou os jovens Casemiro e Marlos para colocar Fernandão e Rivaldo, facilitando as coisas para a retaguarda santista.

Enquanto o São Paulo pouco produziu com o seu manjado jogo de chuveirinho, Ganso teve espaço para lançar Neymar e, com esta fórmula simples, o Santos matou o jogo.

Primeiro tempo: Santos começou melhor, mas São Paulo cresceu

Uma bobeada na saída de bola do São Paulo e quase o Santos abre o marcador logo aos dois minutos de jogo. Neymar roubou de Alex Silva e acertou a trave. No início, a impressão que se tinha é que o gol do santos não tardaria a acontecer.

Não que o São Paulo não atacasse – como em uma jogada em que Danilo foi cercado por três, perdeu a bola e o adversário conseguiu um escanteio –, mas o Santos dava a impressão de estar mais calmo, mais consciente, apenas esperando o momento para dar o bote.

E as oportunidades começaram a surgir, como em uma falta que Elano chutou no pé de um são-paulino (novamente Elano não foi bem em cobranças de falta) e em um bom contra-ataque que acabou quando Zé Eduardo, literalmente, pisou na bola, caiu sentado e a perdeu.

O ar de superioridade do Santos acabou quando Edu Dracena, sozinho, se atrapalhou diante de Dagoberto, tropeçou na bola, caiu sentado, e quase o São Paulo chegou ao gol.

Em seguida, ao tentar despachar para o meio, Jonathan jogou a bola em Dagoberto, que passou para trás e gerou um lance que só não se transformou em gol porque Rafael fez uma defesa heróica.

Então, o São Paulo viveu momentos de domínio. Dagoberto driblou da esquerda para o meio e chutou para outra boa defesa de Rafael. Em nova jogada, Jean surgiu livre à frente do gol e chutou por cima.

Antes de terminar o primeiro tempo, Danilo e Neymar tiveram chances de chutar a gol da meia-lua da área, mas o fizeram fraco e rasteiro. Ficou a impressão de que ambos estavam nervosos.

Quem esteve à vontade na primeira etapa foi Paulo Henrique Ganso e o incansável Léo. Zé Eduardo era o pior do time. Do jogo todo, o melhor era Dagoberto, que um dia, neste blog, eu sugeri uma troca por Keirrison e quase apanhei.

Na saída do campo, Léo disse que as coisas estavam complicadas para o seu lado, que o time estava sentindo o cansaço, mas que era só acertar o último passe, encaixar o contra-ataque, que o gol sairia.

Muricy volta com três zagueiros e dá um nó em Carpeggiani

O Santos voltou bem melhor no segundo tempo, devido, principalmente, a uma simples alteração de Muricy Ramalho: tirou Zé Eduardo, colocou um terceiro zagueiro (Bruno Aguiar) e a partir daí, ao mesmo tempo em que não deu mais espaços para o ataque do adversário, passou a criar oportunidades seguidas.

Depois de conseguir espaços com Neymar e Léo, pela direita, e Jonathan, pela esquerda, o Santos finalmente chegou ao gol aos 16 minutos. Neymar dominou na área e passou parta o Ganso, no canto esquerdo. Este, como se estivesse passeando no parque, virou-se calmamente, olhou para o lado oposto e colocou na cabeça de Elano, que, a exemplo do jogo na fase de classificação, marcou o primeiro do Sansão, de cabeça.

A partir daí, Paulo César Carpeggiani apelou para os veteranos: colocou Fernandão e Rivaldo e tirou Casemiro e Marlos. Sobrou ao São Paulo a opção de cruzar bolas altas para a área, nada mais.

A ordem de pressionar a saída de bola do Santos foi uma faca de dois gumes. Em um contra-ataque, aos 28 minutos, a bola caiu no pé dele, Ganso, e daí pareceu videogame: o passe preciso para Neymar, a avançada deste, que não foi fominha e depois de driblar Rogério Ceni, mas percebeu que estava sem ângulo, esperou pela entrada de Ganso e lhe empurrou a bola. O 10 da Vila bateu seco, rasteiro, entre Ceni e Alex Silva. Golaço!

No final, saiu Léo e entrou Alex Sandro; o São Paulo chegou a ter uma única boa chance, em cruzamento de Rivaldo e cabeçada de Fernandão, para fora; e Neymar perdeu um gol feito, ao penetrar livre, depois de outro passe genial de Ganso, e chutar por cima do gol.

Antes do final, Elano saiu machucado. Esticou ao jogar uma bola para escanteio e parece ter tido um estiramento muscular. Talvez seja a única baixa para o jogo contra o América, terça-feira. Com esta única exceção, entre mortos e feridos salvarem-se todos.

Um pouco cansado, mas feliz, e talvez com Adriano no lugar de Elano, o Santos jogará no México com a garantia de que já tem um título a disputar. Agora é pernas pro ar e esperar os resultados de domingo. Mais importante do que saber com quem jogará a final do Paulista, é torcer para o América vencer o Pumas e se classificar para as quartas de final do clausura mexicano, na quinta-feira. Se vencer, o América terá de poupar titulares contra o Santos, pois para o seu torcedor a prioridade é o campeonato local.

Bem, esta é apenas a minha opinião. E a sua? Manda ver…


Santos joga com força, fé e confiança máximas!

Amigos, é melhor uma final na mão do que duas voando. Tudo bem que diante da necessidade de se jogar novamente na terça-feira, no México, após longa viagem, seja natural se pensar em poupar santistas do jogo de hoje, contra o São Paulo. Mas qual é a garantia de que, poupando esses jogadores, o Santos obterá a classificação diante do América mexicano?

Se um jogador estiver à beira de uma contusão muscular, ela tanto poderá ocorrer hoje, como no próximo treino, ou nos minutos iniciais da partida contra o América. Quem sabe, até subindo as escadas do avião.

Por outro lado, há jogadores – leves, resistentes, precavidos – que podem atuar várias partidas seguidas sem nenhuma contusão. O grande Santos dos anos 60 tinha vários exemplos assim. Era um time que, quando excursionava, chegava a jogar de dois em dois dias, em países diferentes, por dois meses seguidos. E voltava com a mala repleta de troféus.

O futebol era mais lento, reconheço, os jogadores corriam uma distância menor por partida, admito também, mas hoje o condicionamento físico e a alimentação são melhores. Com um pouco de esforço e muito de motivação e fé, dá para enfrentar o São Paulo hoje, no Morumbi, e o América terça à noite, em Querétaro, sem perder o pique.

Na boa, só Elano deve descansar

Goleiro não cansa. Portanto, o Santos vai com o titular, Rafael, nos dois jogos. Na lateral-direita, Jonathan está tão bem tecnicamente, e Pará é tão inseguro, que não vale a pena fazer a mudança. No miolo da zaga, seria possível arriscar com Bruno Aguiar e Vinícius, mas foram tão pouco utilizados, que lança-los justo em um clássico decisivo seria no mínimo estranho.

Na lateral-esquerda, Léo tem sido um leão. Porém, como é um dos mais veteranos, bem que poderia descansar e ceder o lugar a Alex Sandro. O problema é que o rapaz não se firma. Primeiro, tem de aprender a marcar bem, para depois apoiar. No momento, não tem feito nem uma coisa nem outra satisfatoriamente.

No meio, dá para colocar o Adriano e folgar o Danilo, mas este tem sido uma arma de Muricy. Como pode vir de trás, aproveitando o espaço dado pelos adversários – que se concentram mais na marcação de Paulo Henrique Ganso e Elano – e não só criar jogadas ofensivas, como também arrematar a gol com boa margem de acerto, hoje Danilo está se tornando tão importante para o time como o coadjuvante Wesley era para a equipe de Dorival Junior.

Ganso precisa jogar para voltar à forma e ao ritmo. Elano é que parece cansado. Talvez porque esteja sem férias, pois interrompeu as suas, na Europa, para vir ao Santos. Talvez possa começar o jogo no banco de reservas, substituído por Adriano ou Alan Patrick (ou, se Muricy optar por um esquema mais ofensivo, o que duvido, por Felipe Anderson).

De qualquer forma, tirar de Elano a possibilidade de voltar ao jogo em que ele foi decisivo logo que chegou ao Santos, não seria recomendável. Todos se lembram que foi o seu gol de cabeça e o chute de longe, espalmado por Rogério Ceni nos pés de Maikon Leite, que decidiram o Sansão jogado na fase de classificação do campeonato.

No ataque, sei que Neymar e Zé Eduardo estão loucos para jogar e não têm problemas físicos. Então, não há o que mexer. No máximo daria para colocar Keirrison no lugar do Zé, mas as perspectivas não seriam melhores. Como faz muito tempo que não marca, arrisco-me a dizer que hoje Zé Love fará o seu.

Uma final pode lavar a égua

O Santos precisa de dinheiro. Infelizmente, neste aspecto a situação é tão preocupante como foi deixada pela administração anterior. As dívidas crescem, esta é a verdade. Por isso, a possibilidade de participar de uma final do Paulista não pode ser desprezada.

O amigo Sandro, de Arapongas, lembrou, pelo twitter, que uma final pode dar ao Santos a possibilidade de vender patrocínios especiais, além de faturar com a bilheteria e concorrer ao prêmio de R$ 2 milhões destinados ao vencedor do campeonato. Isso tudo não pode ser desprezado.

Fosse outra a situação, e talvez Muricy ficasse à vontade para poupar quem quisesse, visando a prioritária Libertadores. Porém, com o time tão próximo de uma decisão que poderá trazer cerca de cinco milhões de reais aos cofres combalidos do clube, não creio que dêem ao técnico outra opção a não ser colocar em campo o que o Santos tem de melhor.

Reveja a grande exibição de Elano e a vitória sobre o São Paulo por 2 a 0, na fase de classificação deste Paulista:

http://youtu.be/EVCJnCw-UNc

São meio-dia e meia e até agora o Santos não foi anunciado. Eu acho que Muricy virá com o time completo. E você?


Com que time Muricy deve jogar?

Para o santista não dá para comparar a importância de um terceiro título da Copa Libertadores com mais um Paulista. Se o time for tricampeão do continente, os milhões de torcedores do Alvinegro Praiano terão orgasmos múltiplos por semanas seguidas. Se ganhar o Paulista, no máximo haverá um churrasco.

Mas Muricy Ramalho sabe que o Paulista só não tem importância na teoria. Se o Santos perder feio do São Paulo, neste sábado, o que seria sua primeira derrota como técnico santista, críticas sempre surgirão.

Porém, passar pelo São Paulo e, com o time cansado, ser eliminado pelo América, na terça-feira, refrescará muito pouco.

Diante disso, Muricy gostaria de uma definição da diretoria do Santos. Enfim, qual é a prioridade? Esta resposta facilitaria as coisas para ele. Porém, até a entrevista coletiva desta sexta-feira, parece que tudo ainda estava no ar.

O caso do avião desfretado

Em princípio a diretoria do Santos pretendia criar condições para que o técnico usasse a chamada força máxima nos dois jogos. Um avião foi fretado e o time zarparia para o México logo depois da partida contra o São Paulo.

Mas a companhia aérea não conseguiu autorização para decolar e o Santos será obrigado a viajar domingo, em um vôo de carreira, às 12h45m (a tentativa de viajar sábado à noite também não deu certo).

Sem escalar, um vôo de São Paulo à Cidade do México dura 7h40m, que passa a 9h50m com uma escala e 13h50m com duas. Do México, os santistas terão de pegar outro vôo, de 40 minutos, até Querétaro, cidade a 221 quilômetros.

Usar alguns reservas pode ser a solução

Não digo que Muricy deva escalar um time totalmente reserva contra o São Paulo, mas creio que algumas alterações não mudarão substancialmente o rendimento da equipe e darão um importante descanso a alguns titulares.

Acho que se Rafael, Edu Dracena, Elano e Zé Eduardo forem substituídos, o time não perderá muito. E ainda haveria a possibilidade de começar com Neymar e Ganso no banco e só coloca-los no jogo em caso de necessidade.

Outra opção é começar com o time completo e depois, conquistada uma vantagem, substituir os jogadores mais importantes.

De qualquer forma, o medo de perder e acabar eliminado das duas competições deve fazer o Santos jogar com o que tem de melhor.

E você, que Santos escalaria para enfrentar o São Paulo?


Veja por que a Vila Belmiro encolheu

A Vila Belmiro já comportou públicos de 30 mil pessoas. Hoje, sua capacidade oficial é 18.500, equivalente à do abandonado Parque São Jorge.

O amigo Nazir Khayat, que nos dá a honra de ser um assíduo leitor deste blog, fez duas boas pesquisas: uma explicando esse apequenamento da Vila Belmiro e outra comparando as rendas líquidas dos jogos nesse estádio com as do Pacaembu – pesquisa que nos dá mais elementos para julgar com propriedade as vantagens e desvantagens de o Santos jogar em um ou outro estádio.

Dividi o material do Khayat em dois artigos. Este primeiro mostra como era a Vila Belmiro antes da construção dos camarotes – hoje denominados setor Visa – e como ficou depois. Em seguida postarei a comparação de renda bruta e líquida entre a Vila e o Pacaembu. Bem, agora, com a palavra, Khayat:

Olhe bem a foto acima. O que você vê além do Rei se despedindo de seus súditos no gramado do Templo Sagrado do futebol?
Difícil?
Olhe ao fundo, e o que você vê nessa foto e que não existe mais?
Ainda não?
Acho que a ilustração abaixo é auto-explicativa!

Inaugurado em outubro de 2008 e destinado a torcedores “VIP’s”, o setor VISA ocupou o antigo espaço da arquibancada inferior da Rua D.Pedro I, que era destinado aos torcedores de menor condição financeira e que, colados no antigo alambrado, faziam da Vila Belmiro o estádio mais temido do mundo.

Hoje, os 1.652 lugares destinados aos torcedores neste setor raramente são ocupados na integralidade, representando um espaço ocioso num estádio de poucos lugares. Veja alguns borderôs deste ano:*

DATA————-JOGO—————-PÚBLICO——–SETOR VISA
11/02/2011——–Santos X Noroeste–10.064———-539
26/02/2011——–Santos X S.Bernardo–8.945———-700
09/03/2011——–Santos X Portuguesa–7.843———-346
12/03/2011——–Santos X Botafogo—12.134———1.650
23/03/2011——–Santos X Mogi Mirim—3.785———–152
03/04/2011——- Santos X Palmeiras —10.719———-1.502
17/04/2011——- Santos X Paulista——4.263————288
23/04/2011——- Santos X P.Preta—–12.225———-1.652

*Informações dos borderôs divulgados no site da FPF – Federação Paulista de Futebol.

Diante dos números apresentados, você acha que o Setor Visa compensa, pela melhor arrecadação que dá, ou seria melhor ter mais público e mais pressão no adversário?


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