Com calma, técnica e inteligência, o Santos conquistou, em Assunção, sua vitória mais importante neste ano. 2 a 1 foi pouco. Quem visse o final da partida, com os santistas trocando passes e o Cerro assistindo ao jogo, enquanto seus torcedores abandonavam o estádio, não diria que um time estava desfalcado de Neymar e Elano e o outro era o líder do grupo até essa rodada.

O dedo de Muricy Ramalho foi visível. O sistema defensivo brilhou, com destaque para Adriano, Arouca e Jonathan. O Santos teve calma para esperar os momentos de picar o Cerro.

Ah, como é bom queimar a língua vendo Adriano jogar tão bem, roubando bolas e saindo com ela sem erro. Danilo também foi muito importante, principalmente pelo primeiro gol, mas pareceu cansar-se no segundo tempo.

Quanto a Paulo Henrique Ganso, falar o quê? Mesmo às vezes andando em campo, foi o maestro de sempre. Deu chapéus, segurou a bola, provocou cartões amarelos e serviu Maikon Leite para o segundo gol.

No final, faltou aproveitar os espaços para fazer o terceiro. Sobrou um pouco de preciosismo até. Ganso tentou dois gols por cobertura. Mas o jogo ainda não estava ganho. Digo isso porque sabemos que em uma jogada a defesa do Santos pode entregar.

Edu Dracena terminou com a língua de fora. Alex Sandro entrou meio paradão e Pará, mesmo com poucos minutos para jogar, errou um passe e conseguiu dar um contra-ataque para ao adversário que gerou uma grande defesa de Rafael e, na seqüência, o gol do Cerro.

Maikon Leite, mesmo fominha, substituiu bem a Diogo. Sua presença no ataque mantinha ao menos dois adversários lá atrás. Keirrison se esforçou, mas continua com dificuldades técnicas que parecem irreversíveis.

O resultado foi magnífico. Agora, é preciso vencer o Deportivo Táchira, no Pacaembu, para garantir a vaga para as oitavas. Como a Libertadores já ensinou, não há jogo fácil. Mas, se jogar com calma, seriedade e inteligência, como hoje, proporcionará outra grandes festa aos seus torcedores.

Ufa, acho que agora dá para sonhar com o título da Libertadores. Há um técnico no banco que entende de futebol, tem personalidade e sabe se impor.

Reveja a grande vitória do 99º aniversário:

E você, o que achou de Cerro Porteño 1, Santos 2?