Se eu fosse o técnico Muricy Ramalho, iria ao vestiário do Santos antes do jogo contra o Colo Colo, olharia bem nos olhos dos jogadores e deixaria claro que também estou no mesmo barco que eles, para o que der e vier; ressaltaria o quanto o jogo de hoje é importante pra o clube e para cada um de nós, e o quanto é importante que todos cumpram o seu dever e não deixem de acreditar na vitória nem por um segundo.

Pediria para que pensassem no valor que um título de Copa Libertadores tem e faria com que entrassem em campo confiantes de que ele não só é possível, como será conquistado, porque só depende de nós, e nós queremos muito conquista-lo.

Faria isso porque sei que há momentos em que táticas, estratégias e até mesmo a técnica ficam em segundo plano. O que decide as grandes partidas de futebol é o comprometimento. E ele será maior se os jogadores olharem nos olhos e ouvirem a voz de quem está no comando, de quem está disposto a compartilhar com eles a luta pela vitória.

Uma derrota logo mais, até mesmo um empate, e o principal sonho santista sucumbirá. Por isso Muricy foi contratado, justamente para manter este sonho vivo. Um exército sempre luta melhor e com mais determinação quando confia no seu comandante. E para confiar é preciso olhar nos olhos. Por isso, se fosse ele, iria ao vestiário antes do jogo.

E você, o que faria se fosse o Muricy?