Como costumo dizer, a voz do torcedor é sábia. E o santista sempre diz, ao menos nesse blog, que Vinícius Simon é um baita zagueiro. E é mesmo. Se ele joga, o Santos não toma gol. Hoje não foi diferente. O rapaz não perde bola por cima ou por baixo, sai jogando quando é preciso, mas também não se acanha de mandar a bola pro mato quando não tem jeito. E faz tudo isso com um ar sereno, uma tranqüilidade de quem conhece a posição.

Não se vê Vinícius batendo boca com companheiros do time ou com adversários. Mais uma vez teve uma atuação discreta e perfeita e saiu de campo sem levar cartão. Pois além de tudo é inteligente. Não sai dando carrinho ou pancada por trás. Espera o momento certo para dar o bote. Enfim, a cada partida ele justifica tudo aquilo que os santistas dizem dele.

No mais, direi que gostei muito do goleiro Vladimir. Parece ser uma ótima opção. É elástico, tranqüilo e passa confiança à defesa. Mas ainda é cedo para uma análise mais precisa.

De Maikon Leite nem é preciso dizer nada. O moço sozinho enlouquece a defesa adversária. Fez um gol e deu passe para outro. O melhor em campo (apesar de continuar fominha).

Outro que se saiu bem foi Keirrison. Mas por tudo que não jogou durante esse ano de contrato, não deve ficar no Santos. Seu destino deve ser o Atlético Mineiro. Dorival Junior acredita no seu futebol.

Gostei ainda da aplicação de Adriano e do sentido tático do time, que, percebe-se, já anda sob as rédeas curtas de Muricy Ramalho. Veja que em três jogos que ele dirigiu o Santos, o time marcou cinco gols e só sofreu um, quando a partida já estava definida, contra o Cerro. Portanto, o professor tem provado que é possível, sim, marcar gols e cuidar melhor da defesa.

Esse Santos de Muricy não está dando susto. Hoje, com dois minutos de jogo já tinha 2 a 0. E isso só com reservas. Espero que os titulares voltem com a mesma aplicação tática, pois ela é que tem sido essencial para essa melhora do time.

Mas nem tudo foram rosas. Alguns jogadores poderiam aproveitar essa oportunidade para mostrar que merecem ser mais do que reservas, mas voltaram a ter desempenho apenas mediano, casos de Pará, Alex Sandro, Danilo, Alan Patrick e Róbson.

Agora o Santos pegará a Ponte Preta nas oitavas. É o time mais tradicional do Interior que se classificou para a próxima fase e exigirá respeito e concentração. Mas, agora que o Santos é treinado por Muricy Ramalho, o santista sabe que o time não dormirá mais em campo.

Bem, esta é a minha opinião sobre Santos 3, Paulista 0. Leia agora a análise do Khayat. E depois mande o seu comentário sobre o jogo.


Está na hora do Vinícius Simon deixar de ser utilizado só nos treinos

Quem chegou dois minutos atrasado, só viu 1/3 dos gols
Por Khayat

Acabo de chegar da Vila. Quem foi atrás dos ingressos nos postos de venda e chegou atrasado não viu os gols que definiram a partida. Com os reservas querendo mostrar serviço, foi dado o pontapé inicial e de cara o primeiro gol. Nova saída, retomada de bola e o segundo gol. Bem, com a fatura liquidada, bastou controlar a partida e jogar no contra-ataque.

Para isso, e ao menos por enquanto, temos Maikon Leite. Com a velocidade que lhe é característica, foi o melhor jogador em campo, apesar de inúmeras oportunidades de gol perdidas. Mas, como água dura em pedra mole tanto bate até que explode, Maikon Leite fez o seu no segundo tempo, definindo o placar.

Por diversas vezes procurei olhar a movimentação do treinador no banco de reservas, porém devido às circunstâncias da partida, Muricy estava numa tarde de Oswaldo de Oliveira. Um pouco de agitação só na segunda metade do segundo tempo, quando promoveu as alterações e passou a orientar de forma mais insistente os jogadores em campo.

Notas

Vladimir: Pelas defesas nas duas faltas cobradas por Baiano, nota 6,5

Pará: Hoje sem a quem marcar. Nota 6,0.

Bruno Aguiar: Marcou e rebateu com eficiência. Quase fez seu gol. Nota 6,5.

Vinícius: O segundo melhor jogador em campo. Nota 7,0;

Alex Sandro: Hoje não se aventurou a ser atacante. Nota 6,0.

Adriano: O guerreiro de sempre. Nota 6,5

Danilo: Com Muricy parece um pouco mais solto. Nota 6,5.

Robson: Se não tivesse visto seu nome no placar eletrônico nem saberia se ele estava em campo. Nota 4,0.

Alan Patrick: Melhor no primeiro tempo. Fez um gol, mas de um tempo para cá seu futebol encolheu. Nota 6,5.

Maikon Leite: Se tivesse concretizado todas oportunidades mereceria um 9,0. Como só fez um gol, nota 7,5.

Keirrison: Hoje bem melhor do que em outras partidas. Nota 6,5.

Moisés: Discípulo do Zezinho. Nota 3,5;

Dimba: Sem tempo e sem nota.

Emerson: O mesmo que Dimba.

Muricy: Discreto e eficiente. Nota 7,0.

A diretoria do Santos poderia ter dado um “presente Centenário” aos não sócios que hoje foram à Vila, permitindo que no ato da compra do ingresso para a partida contra o Paulista, também pudessem adquirir de forma antecipada o ingresso para o jogo da próxima quarta. O público e a arrecadação de hoje seriam bem melhores. Alguém duvida?

Concorda com o Khayat? O que você achou do jogo?