Vencer o Colo Colo amanhã, na Vila, é fichinha perto do que o Santos já teve de fazer para se manter entre os grandes. Houve época em que, por falta de um bom time, só a garra podia salvar. Isso aconteceu no Campeonato Paulista de 1994, em que o Alvinegro Praiano chegou a ocupar a última colocação, após perder de 4 a 1 para o Palmeiras, na décima-terceira rodada.

Com um time fraco e sem dinheiro para contratar, o Santos não conseguia ganhar clássicos e ainda perdia a maioria dos jogos que fazia fora de casa contra equipes do Interior.

No dia seguinte após perder do Palmeiras, o técnico Pepe pediu demissão. Assumiu o cargo Serginho Chulapa, herói do último título conquistado pelo clube, dez anos antes, que seria assessorado nas armações táticas por Joãozinho, zagueiro do time campeão paulista de 1978.

Serginho utilizou seu poder de persuasão para motivar os jogadores. Conhecedor das malandragens do futebol, chegou a usar de intimidação física para fazer o time correr mais e ter mais garra.

Mesmo sem poder jogar clássicos na Vila Belmiro, o Santos cresceu com Serginho e teve a segunda melhor campanha do segundo turno, terminando o campeonato na quarta posição, atrás apenas do campeão Palmeiras, do São Paulo e do Corinthians.

O grande momento da campanha do Santos sob o comando de Serginho foi o clássico contra o Corinthians, no Morumbi. Para variar, toda a imprensa dava o time da capital como franco favorito. No primeiro turno os alvinegros tinham se enfrentado no Pacaembu e o paulistano goleara por 4 a 0.

Com Marcelinho Carioca, Viola e Casagrande, o Alvinegro da Capital, que ainda lutava pelo título, saiu vencendo por 2 a 0, mas o Santos tinha Guga no ataque o Edinho, o filho do Rei, defendendo sua meta.

Reveja esta vitória empolgante e inspiradora, que prova a importância da coragem e da determinação para se alcançar triunfos improváveis:

Você acha que pode acontecer o mesmo amanhã, contra o Colo Colo?