Treino desta segunda-feira no CT Rei Pelé: Alex Sandro, o substituto de Léo, com Borges, o contratado para o Brasileiro; Jonathan treinando com bola; Neymar e Elano, que desta vez poderão jogar em Assunção, e Arouca, a segurança do meio-campo (Fotos: Comunicação Santos FC).

A notícia de que o lateral-esquerdo Léo, com o tornozelo machucado, não poderá jogar em Assunção, deixou muito santista consternado. Como Jonathan também é dúvida, um leitor do blog exclamou: “Pará e Alex Sandro, não!”. Eu já não me preocupo tanto. Acho que quando o time está bem, não é a falta de um ou outro jogador, mesmo importante, que decidirá o jogo.

Creio que Jonathan poderá jogar, o que fará da entrada de Alex Sandro no lugar de Léo a única alteração no time titular. E Alex Sandro já fez boas partidas. Por que não poderá se sair bem depois de amanhã?

E mesmo que Jonathan também não jogue, seria possível colocar Danilo na lateral-direita e Alan Patrick no meio, montanto o time com Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Adriano, Arouca, Alan Patrick e Elano; Neymar e Zé Eduardo. Não dá para ao menos empatar com Cerro?

Grandes desfalques, grandes títulos

Poucos santistas atentam para o detalhe de que o Alvinegro já ganhou inúmeros títulos sem titulares importantes. Na final de 1935, o centroavante Delso, alto e elegante, teve de voltar a São Josão da Boa Vista devido à morte de sua mãe. Logu, de sem-pulo famoso, também ficou fora da final porque lhe pegaram o joelho em uma partida contra o Palestra.

Aa ausências mais famosas foram as de Pelé, Calvet e Zito nos dois jogos contra o Milan, no Maracanã, que tornaram o Santos o primeiro bicampeão mundial da história. E, em evento bem mais recente, Diego e Alberto não jogaram a final do Brasileiro de 2002, em que o Santos sobre o Corinthians por 3 a 2.

O título conquistado sem mais titulares foi o Paulista de 1978, cuja final foi jogada em 28 de junho de 1979. O time que entrou em campo, naquela quarta-feira à noite, para enfrentar o São Paulo, era formado por Flávio, Nélson, Antônio Carlos, Neto e Gilberto; Zé Carlos, Toninho Vieira e Pita; Nilton Batata, Juari e Claudinho.

Ficaram fora da final o goleiro Vitor, o zagueiro Joãozinho, os meio-campistas Clodoaldo e Ailton Lira e o ponta-esquerda e João Paulo. Para complicar ainda mais, Pita saiu com o tornozelo machucado e foi substituido por Rubens Feijão. Neto também teve de ser substituido por Fernando.

Assim, dos titulares que terminaram a partida e garantiram o título com o empate de 0 a 0 na prorrogação (depois de o Santos perder por 2 a 0 no tempo normal), só restaram Nelson, Gilberto, Nilton Batata e Juari.

Por fim, não se pode esquecer que nesta mesma Libertadores, contra o mesmo Cerro Porteño e na mesma Assunção, o Santos conquistou sua melhor vitória sem Neymar, Elano e Zé Eduardo, expulsos no jogo anterior, contra o Colo Colo.

O Santos pode até perder, mas não pela ausência de Léo

É claro que o Santos pode perder do Cerro e ser eliminado da Libertadores. Mas não pela ausência de Léo. Pode perder porque o time paraguaio marca forte, toca bem a bola e tem bons atacantes.

Mais do que nomes, o que decidirá a partida será a disposição e a técnica dos jogadores, além do esquema tático. Por isso, eu não temeria pelo resultado nem mesmo se Neymar não pudesse jogar. Mas, ainda bem que ele vai…

Como diria meu amigo Nuno Cobra, o atleta tem de ter medo de ter medo, pois a partir do momento em que se deixa levar pelo medo, não consegue realizar o que pode e o que planejou. Não alimentemos, pois, sinais de medo para esta nova batalha de Assunção. Só a confiança deve prevalecer.

Reveja o Santos sendo campeão paulista de 1978 sem sete titulares:

http://youtu.be/bLRpyTV0rQo

Você acha que sem Léo, ou Jonathan, o Santos sofrerá muito para garantir a vaga na final? A ausência de Léo chega a lhe causar medo?