Esta é a galeria dos heróis da decisão que deu ao Santos mais um título paulista, o quarto em seis anos! Além deles, um forte abraço a todos os outros jogadores que ajudaram nesta conquista. Mas agora, como diz o professor Muricy, é preciso trocar o chip e mudar o foco para o jogo contra o Once Caldas, na próxima quarta-feira (mais uma noite de mar branco no Pacaembu!). Paulista é bom, mas o que a gente quer mesmo é a terceira estrela! (Fotos: Comunicação Santos FC)

Como se esperava, mesmo cansado e desfalcado de Paulo Henrique Ganso e Danilo, o Santos criou bem mais oportunidades de gol e venceu o Corinthians, completo, por 2 a 1, na Vila Belmiro, conquistando o seu 19º título paulista.

Novamente muito firme na marcação, o Santos só permitiu ao adversário chutes de longa distância e cruzamentos altos na área. Mesmo não ficando mais tempo com a bola, o Alvinegro Praiano criou ao menos oito situações para marcar, as mais claras com Neymar e Alan Patrick, sozinhos diante do goleiro.

No bicampeão paulista, destaques para o zagueiro Durval, Léo, Arouca (que fez seu primeiro gol no Santos na hora certa), Elano, Adriano, Zé Eduardo e Neymar. Na verdade, todos se empenharam bastante e seria injusto fazer uma análise muito severa agora. Porém, mais uma vez a indecisão de cabecear ou não uma bola centrada na área fez Dracena falhar duas vezes, em um delas provocando um “corta-luz” que matou o goleiro Rafael e deu o único gol ao adversário.

O co-irmão fez o que pode, e saiu com uma derrota honrosa do Urbano Caldeira. Pelas oportunidades que criou, o Santos deveria ter marcado pelo menos mais duas vezes, o que faria com que o resultado exprimisse melhor o que foi a partida. De qualquer forma, o Santos volta a ganhar um título vencendo a partida final, o que não ocorreu no ano passado, quando levantou as taças, mas perdeu as decisões do Paulista e da Copa do Brasil.

O título valeu para confirmar a superioridade do Santos no futebol paulista, engordar a conta bancária de Muricy Ramalho com um bônus de um milhão de reais e dar confiança à equipe que agora poderá se concentrar totalmente na Copa Libertadores da América – cujo próximo compromisso será quarta-feira, no Pacaembu, no jogo de volta pelas quartas-de-final contra o Once Caldas.

Que os reservas estejam preparados, pois terão a sua oportunidade no início do Campeonato Brasileiro, já que agora o Santos deverá, finalmente, utilizar seus principais jogadores apenas na principal competição do continente.

Arbitragem excelente de Luiz Flávio de Oliveira

Sempre criticamos, mas nos esquecemos de elogiar quando a arbitragem é boa, e neste domingo ela foi perfeita. Parabéns ao árbitro Luiz Flávio de Oliveira e aos auxiliares David Botelho Barbosa e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo. Não estou escrevendo isso porque o Santos ganhou. Já tinha o elogio preparado em caso de qualquer resultado.

O público foi só de 14.322 pessoas, com renda de R$ 745.610,00. Valeu pela festa, mas se precisava de dinheiro, como precisa, continuo achando que o Santos deveria ter jogado no Morumbi. Seria campeão do mesmo jeito e arrecadaria muito mais.

Mais recordes em um título justo

Com a vitória de hoje o Santos tornou-se campeão com o maior número de gols marcados neste campeonato (45) e também com o maior saldo de gols (24). Teve ainda o artilheiro da competição – Elano, empatado com Liédson, com 11 gols.

Com este título o Santos se firma como o maior vencedor de São Paulo na chamada era moderna do futebol, com 16 títulos, contra 13 do São Paulo, 11 do Corinthians e 10 do palmeiras (era moderna do futebol, segundo estudiosos europeus, começou em 1958, devido à evolução da preparação física, nutrição, medicina e fisiologia esportiva).

Se forem computados os Campeonatos Paulistas desde o início do profissionalismo, em 1933, o Santos fica à frente de Corinthians e Palmeiras, ambos com 18 títulos, e apenas um atrás do São Paulo.

Com quatro títulos nos últimos seis Campeonatos Paulistas, o Santos firma sua hegemonia no Estado e repete uma façanha que só ocorreu há 19 anos, quando o São Paulo obteve o mesmo rendimento entre os anos de 1987 a 1992 (se bem que o Alvinegro ainda teve um vice nesse período).

O Santos já tinha conquistado quatro títulos em seis temporadas entre os anos de 1955 a 1961; quatro títulos em cinco de 1958 a 1962; cinco títulos em seis de 1960 a 1965; oito títulos em dez de 1960 a 1969; e 11 em 15 de 1955 a 1969.

Este é o terceiro título paulista que o Santos comemora em confronto final com o rival alvinegro: o primeiro foi em 1935, em pleno Parque São Jorge (2 a 0), o segundo em 1984, no Morumbi (1 a 0), e agora, este, o primeiro na Vila Belmiro.

Santos tem vantagem sobre o rival nos últimos 10 e 20 anos

Se forem contados os confrontos desde os primórdios do amadorismo, no início do século XX, o Corinthians leva boa vantagem sobre o Santos no confronto direto, mas se a pesquisa se ativer às últimas décadas, a vantagem é do Alvinegro Praiano.

Nos últimos 20 anos, os rivais se enfrentaram 74 vezes, com 18 empates, 30 vitórias do Santos e 26 do alvinegro paulistano.

Na última década a vantagem santista é maior: em 33 confrontos, ocorreram cinco empates, 17 vitórias do Santos e 11 do Corinthians.

Robinho escreveu o último tabu

O último tabu entre os dois alvinegros compreendeu o período de 30 de janeiro de 2002 a 31 de julho de 2005, no qual em 11 jogos o Santos venceu nove e ocorreram apenas dois empates. Neste período, em que o Santos obteve a média admirável de 81,8% de vitórias, Robinho não perdeu nenhuma vez para o rival.

Reveja os gols que deram ao Santos o seu 19º título paulista, o quarto em seis anos:

http://youtu.be/L4VcfLgEAds

E você, o que você achou do jogo? Que lições tirar desta final?