Um público superior a 35 mil pessoas (33.385 pagantes) foi ao Pacaembu ver Neymar decidir o jogo, mesmo muito marcado; e Elano ir mais ou menos bem até se cansar na metade do segundo tempo.

Se aproveitasse metade das chances que criou, o Santos golearia. Mas, de qualquer forma, o empate de 1 a 1, ontem à noite, contra o Once Caldas, no Pacaembu, classificou o Alvinegro Praiano para as semifinais da Copa Libertadores. Agora, em 11 participações na principal competição do continente, o Santos já chegou sete vezes à semifinal, ou seja, em 63,63% das vezes, um retrospecto realmente impressionante!

O Santos alcançou as semifinais da Libertadores nos anos de 1962, 1963, 1964, 1965, 2003, 2007 e agora, 2011.

Hoje se enfrentam Cerro Porteño e Jaguares, em Assunção, para definir o adversário do Santos. Como o primeiro jogo, no México, terminou empatado em 1 a 1, a vitória classifica o time vencedor, o empate em 0 a 0 classifica o Cerro; em 1 a 1 leva para os pênaltis e por 2 a 2 ou mais dá a vaga para Jaguares.

Se o Cerro se classificar, o primeiro jogo contra o Santos será no Brasil, e o segundo no Paraguai. Se o classificado for o Jaguares, o Santos terá de fazer a primeira partida no México e decidirá a vaga para a final da Libertadores no Brasil.

Na outra partida da noite, a Universidad Católica, do Chile, receberá o Peñarol do Uruguai. Como venceu a primeira partida, em Montevidéu, por 2 a 0, o Penãrol tem grandes possibilidades de passar à semifinal. Se fizer um gol, obrigará o adversário a marcar quatro para ficar com a vaga.

Caso o Peñarol se classifique hoje, enfrentará na semifinal o Velez Sarsfield, da Argentina – que ontem bateu o Libertad, do Paraguai, por 4 a 2. Neste caso, qualquer uma das duas equipes semifinalistas, Penãrol ou Velez, teria de fazer a segunda partida da final no Brasil, caso o Santos se classifique para a sua quarta decisão de título da Libertadores.

Uma dificuldade acima do normal

Tudo bem que o Once Caldas se defende bem e tem um bom time, mas a dificuldade que o Santos teve ontem para concretizar suas oportunidades beirou as raias do absurdo. Zé Eduardo, que não marca gol há 14 partidas, irritou tanto o torcedor com sua dificuldade para concluir bem, que quando caiu e pediu substituição, o estádio todo aplaudiu.

O pior é que entrou Keirrison e não melhorou nada. O K9 parece que está entrando em uma parttida de casados contra solteiros. Ou é muito gelado, ou tem sangue de barata. O único atacante mesmo, como tem acontecido nos últimos jogos, foi Neymar. Dele foi o gol, de fora da área, após pegar o rebote de uma penetração de Danilo.

Neymar, na verdade, fez o melhor e o pior do jogo. Marcou o gol, criou jogadas e sofreu um pênalti. Mas driblou para trás, desnecessariamente, no lance que gerou um contra-ataque do Once Caldas que terminou com a cobrança de falta para a área e o gol colombiano. E bateu mal e perdeu a penalidade máxima que poderia evitar o sofrimento no fim.

Elano foi de regular para bom enquanto teve pernas. Os melhores do Santos foram o incansável Léo; o zagueiro Durval e os volantes Arouca e Adriano. Edu Dracena e Danilo se sairam bem. Rafael não teve culpa no gol. Alan Patrick estava bem quando saiu, sentindo a musculatura. Pará entrou na lateral-direita para que Danilo fosse para o meio.

Ao se assistir um jogo como o de ontem no meio da torcida, percebe-se claramente quais são os jogadores que estão agradando e quais não merecem a confiança do santista. Deu pra perceber que o Santos precisa urgentemente de um centroavante mais decisivo e mais inteligente do que os que vêm jogando.

Do meu lado, a cada vez que o Santos perdia uma chance de gol por fazer firula na frente da meta adversária, um rapaz gritava: “É Libertadores, porra!”. E por mais grosseiro que possa parecer, ele estava certo. Faltava um cara com fome de gol para dar um bico e jogar a bola pra dentro.

Por mais que tenha criado oportunidades, o Santos poderia ter sido eliminado ontem. Depois de Neymar desperdiçar o pênalti, o Once Caldas ainda teve uma falta próxima e frontal à área santista. O Pacaembu prendeu a respiração, pois estava quase em cima da hora. Seria uma injustiça. Ainda bem que a bola saiu longe, por cima do travessão.

Sábado, um time de reservas contra o Internacional

Nos vestiários, Muricy Ramalho anunciou que escalará um time de reservas para estrear no Campeonato Brasileiro, sábado à noite, na Vila Belmiro. Acho uma ótima idéia e tenho esperanças de que seja possível montar um bom time.

Aranha (ou Vladimir); Pará, Bruno Aguiar, Vinicius Simon e Alex Sandro; Adriano (ou Charles, que já voltou aos treinos), Rodrigo Possebon, Felipe Anderson e Roger (o que veio do Oeste de Itápolis); Richely e Keirrison. Acho que é um time que dá para fazer o campeão gaúcho suar, não?

Se for possível usar um ou outro titular, o time pode ficar bem competitivo. Os reservas não querem jogar, não se acham capazes de serem titulares? Pois terão sua chance sábado. Que saibam aproveitá-la.

Reveja o gol de Neymar, ontem, no Pacaembu:
http://youtu.be/Ihg2wv0Ul8w

O que você achou do jogo? Dá para ser campeão da Libertadores?