Com a mesma tranqüilidade e segurança que tem caracterizado o time desde que passou a ser treinado por Muricy Ramalho, o Santos venceu o Once Caldas por 1 a 0 (Alan Patrick, aos 42 minutos do primeiro tempo) e agora, se vencer novamente o adversário na próxima quarta-feira, no Pacaembu, terá a vantagem de jogar o segundo jogo da semifinal em casa.

A correria que se imaginava só aconteceu no fim do jogo, quando o Santos já vencia por 1 a 0 e o Once Caldas tinha um jogador a menos (Calle foi expulso aos 15 minutos da segunda etapa, após falta em Neymar).

Não se pode dizer que tenha sido uma partida brilhante do Alvinegro Praiano, mas taticamente foi um jogo quase perfeito, pois deu poucas oportunidades ao adversários e proporcionou ao Santos chances para fazer ao menos um gol.

Apesar da altitude, as únicas baixas foram Alan Patrick, que saiu com cãibras – que têm a ver com falta de preparação física e não cansaço – e Neymar, que levou um pontapé no tornozelo último lance da partida e sentiu muitas dores.

Assim, os jogadores deverão ter quatro boas noites de sono antes de decidir o título paulista contra o Corinthians, na Vila Belmiro, domingo à tarde. Até lá, ao invés de jogadores cansados, o Santos poderá ter um time afinado, em ritmo de jogo, que deverá saber usar o fator campo e torcida para conquistar o seu 19º título paulista.

Um primeiro tempo que lembrou o jogo contra o Cerro Porteño

O primeiro tempo da partida lembrou o jogo do Santos contra o cerro Porteño, em Assunção, quando a equipe se defendeu super bem, não levou maiores sustos e aproveitou algumas oportunidades para vencer.

Fiz algumas anotações durante a primeira etapa, que divido com vocês:

5 minutos – Dava para perceber que o diabo não era tão feio. O Santos tocava a bola e o Once Caldas não ia todo pra cima, como se imaginava.

6 minutos – Edu Dracena caiu para cavar uma falta que o árbitro não deu e Renteria apareceu livre, embaixo do gol, para cabecear (Rafael tambéme stava fora de posição). Por sorte a bola saiu por cima do travessão

6h30m – Neymar tabela com Zé Eduardo, aparece livre diante do gol, mas chuta por cima.

16 minutos – Elano errava passes, não era o líder que se esperava dele, pela experiência e técnica. Mas ao menos aparentava tranqüilidade e ajudava na marcação.

18 minutos – Alan Patrick errou um passe na entrada da área, quando a chance era boa. Estava sempre faltando o chamado “último passe”.

29 minutos – Jonathan estava perfeito. Pelo seu lado, Léo também marcava bem. Neymar, apagado, já tinha sido atendido depois de um choque.

33 minutos – Danilo, regular, fez falta em Renteria, que foi cobrada por cima do travessão.

Era bonito ver como os santistas cercavam Renteria. Às vezes três jogadores bloqueavam as avançadas do atacante do Once Caldas, artilheiro do time na Libertadores, com quatro gols.

39 minutos – Elano cobra uma falta curta,na cabeça do adversário, e arma um contra-ataque para o Once Caldas. Erro grave, pois meio time do Santos estava na área colombiana. Mas o lance não dá em nada.

43 minutos – Muito marcado pela esquerda, Neymar deslocou-se para a direita, recebeu o passe, driblou para o meio e viu Alan Patrick entrando livre pela esquerda. O substituto do Ganso dominou e tocou de chapa, rasteira, no canto esquerdo. Gol importantíssimo. 1 a 0. Sem maiores sofrimentos.

Na segunda etapa, a chance de matar o confronto

Depois de Alan Patrick ter outra grande oportunidades aos três minutos, depois de um passe de Léo, o Once Caldas passou a dominar a partida e o Santos mostrou algum descontrole.

Rafael levou cartão amarelo aos 11 minutos por cera. Ele estava matando o tempo para que Léo, exausto, se recuperasse.

Pouco depois, enquanto Léo era substituído por Alex Sandro, Edu Dracena recebeu cartão amarelo por agarrar Renteria.

Mas aos 15 minutos Neymar novamente interviu para salvar o time. Após ir pra cima e driblar Calle, provocou mais um cartão amarelo ao adversário, que acabou expulso.

Com um jogador a mais, o Santos tentou controlar a partida e criar oportunidades para fazer o segundo gol, mas o Once Caldas buscou o empate, na base da garra e da velocidade e, a partir dos 27 minutos, com a saída de Alan Patrick, com cãibras, e a entrada de Felipe Anderson, passou a ter a iniciativa do jogo.

Nos últimos 15 minutos Reiteria e Moreno criaram boas oportunidades. Durval salvou um gol certo de Moreno aos 33 minutos.

No final, Zé Eduardo, que apesar de ter corrido bastante, mais uma vez teve uma atuação nula, ainda levou o cartão amarelo por reclamação.

E no último lance do jogo Neymar levou um pontapé no tornozelo, que o árbitro fingiu não ver.

Atuações

Rafael, quando foi exigido, se saiu bem. Jonathan mais uma vez foi quase perfeito. Ele e Durval foram os dois melhores da defesa. Edu Dracena lutou, mas novamente bobeou em algumas jogadas que poderiam ter dado um gol ao adversário. Léo, mais desgastado, esteve bem enquanto o fôlego durou.

Adriano foi o melhor volante e Alan Patrick o meia mais incisivo. Danilo e Elano mostraram calma e categoria em algumas jogadas, mas se ofereceram menos ao jogo do que poderiam.

No ataque, Neymar foi o único que conseguiu segurar a bola e fazer algumas jogadas. Zé Eduardo parece um imã cujo pólo é diferente do da bola. Um e outro parecem se repelir.

Dos que entraram, Alex Sandro foi razoável. Ele sempre dá a sensação de avançar demais e deixar um buraco às costas. Sem Léo a defesa fica mais desprotegido por ali.

Felipe Anderson não entrou muito bem. Poderia ter aproveitado os espaços do contra-ataque para se consagrar. Poderia também ter corrido mais. Afinal, entrou descansado. E Bruno Aguiar, sem tempo, quase cometeu um pênalti.

Reveja os melhores momentos da vitória do Santos sobre o Once Caldas:

http://youtu.be/wNP6RviSe_s

E você, o que achou do jogo, dos jogadores e do técnico Muricy Ramalho?