Com quatro desfalques e no campo do adversário, o Santos até que conseguiu um bom resultado ao empatar sem gols com o Penãrol. Agora a decisão ficou para a próxima quarta-feira, no Pacaembu, e a verdade é que, apesar do discurso politicamente correto de Muricy Ramalho e dos jogadores, o Alvinegro Praiano passa a ser o favorito para conquistar sua terceira Copa Libertadores.

Sem Jonathan, Léo e Paulo Henrique Ganso, o Santos perde muito do seu toque de bola. Elano está se cansando fácil, Arouca parece não estar totalmente recuperado das últimas contusões, Adriano marca bem, mas não acerta um passe um pouco menos curto, e Danilo faz tudo mais ou menos.

Se acertasse algumas jogadas na entrada da área, o Santos voltaria com uma vitória de Montevidéu, mas não dá para pedir mais. Neymar era o único atacante que poderia fazer o gol. Zé Eduardo foi nulo até perder um gol e cabecear uma bola pra fora. Alex Sandro chegou bem á linha de fundo mas, invariavelmente, errou o cruzamento.

Alan Patrick não entrou bem. Molengão, perdeu todas as divididas. Bruno Aguiar, que substituiu Zé Eduardo, desta vez entrou mais firme e ajudou a segurar o empate nos últimos minutos.

Primeiro tempo limitado, como o segundo

A impressão deixada no primeiro tempo é que o Peñarol só faria um gol em uma falha santista, ou em um lance de grande fortuna de seus jogadores. O Santos poderia ter jogado bem melhor, mas não foi de todo ruim.

Pará me surpreendeu positivamente, Alex Sandro foi o mesmo bipolar de sempre (bom no ataque, ruim na defesa), o meio mais marcou do que apoiou, Neymar levou umas pancadas e tomou um cartão amarelo por simulação depois de levar um muro no estômago.

Zé Eduardo, como sempre, mais atrapalhou do que ajudou. Bruno Rodrigo substituiu muito bem a Edu Dracena. Durval também esteve bem. Rafael foi ótimo. Ainda bem que ainda não inventaram de convocá-lo para a Seleção. Quando for, não sai mais.

Tirando o nervoso de uma final da Libertadores, acho que o Peñarol, tecnicamente, é um Oeste de Itápolis da vida, com todo respeito ao Oeste de Itápolis. Claro que se você colocar o Oeste em uma final de Libertadores, com a chance de ganhar uma boa grana e ainda lhe oferecer um estádio cheio de torcedores, ele vai jogar muito. É isso.

Esperei o segundo tempo torcendo para que o Peñarol saísse um pouco mais e desse oportunidades para o contra-ataque santista. Com um pouco de sorte o Santos sairia do Centenário com um gol. E as chances até que surgiram, mas, para ser justo, o Peñarol acabou tendo oportunidades melhores e também não marcou.

No Pacaembu, acho que o Santos tem de abafar logo de cara e terminar o primeiro tempo com uma vantagem de dois ou três gols. Fora de casa o Peñarol já perdeu nesta Libertadores de 5 a 0 e 3 a 0. E os adversários não tinham Ganso ou Neymar. Repito: tirando o nervosismo e a tensão da final, este adversário é para o Santos, se jogar sério e de forma objetiva, ganhar com uma boa diferença de gols.

E você, ficou satisfeito com o Santos e com o resultado?