Em Assunção, 39 integrantes da Torcida Jovem erraram e ficaram presos por vários dias. Mesmo com o atenuante de terem o ônibus atacado por pedras lançadas pela torcida do Cerro Porteño, os brasileiros foram detidos por agressão e furto e tiveram de pagar um valor cinco vezes maior do que os prejuízos que causaram. Sem contar que antes já tinham sido achacados por policiais paraguaios.

No Brasil, mais precisamente em Santa Catarina, torcedores do Peñarol que voltavam com o rabinho entre as pernas para seu país e saquearam uma loja de conveniência em um posto de estrada, só tiveram de devolver o que roubaram e foram soltos.

Essa diferença de tratamento só consegue acirrar os ódios e tornar mais problemática a vida fora de campo na próxima Copa Libertadores. É preciso que a Conmebol e as federações nacionais se reúnam para discutir essa delicada questão dos grupos de torcedores que viajam para outros países a fim de acompanhar seus times. O tratamento deve ser igual para infratores de qualquer nacionalidade.

Sem contar que os santistas foram apedrejados e bombardeados em Assunção e em Montevidéu, enquanto os torcedores de Cerro Porteño e Peñarol foram, como deve ser sempre, muito bem protegidos quando vieram acompanhar seu time em São Paulo.

O consolo para os santistas foi uma torcedora que fez questão de posar para uma foto à frente dos valentes uruguaios detidos em Santa Catarina. Veja a foto no filme e se divirta com a cara de bunda dos uruguaios babacas que viram o time perder a final da Libertadores e ainda pagaram um mico de serem pegos pela polícia e zoados pela santista.

O que você achou de a polícia de Santa Catarina deixar os torcedores do Peñarol irem embora? Foi melhor mesmo, ou mereciam uma cana?