Camisas oficiais do Santos, um artigo raro nas lojas de material esportivo.

No fim de semana estive em Sorocaba e, visitando um grande shopping, deparei-me com uma loja de material esportivo que expunha camisas de vários times, menos a do Santos. Entrei e quis saber por que não havia camisas do Alvinegro na vitrine e a resposta do vendedor é que a loja não trabalhava com a Umbro. “É uma pena”, completou ele, “pois se eu tivesse a camisa, já teria vendido dezenas só nestes últimos dias”.

A dificuldade de encontrar as camisas oficiais do Santos e a demora da Umbro em lançar modelos comemorativos tem sido uma queixa recorrente dos torcedores. Isso atrapalha os planos de expansão do clube, pois a venda de camisas é o pãozinho quente do marketing do futebol.

Clubes europeus vendem milhões de camisas de seus ídolos, principalmente dos que estão chegando. Isso é impensável no Brasil. A produção é limitada, assim como os pontos de venda. E os artigos são muito caros, acima do poder aquisitivo do torcedor médio.

Enquanto os fabricantes de material esportivo não chegarem a preços mais populares, estarão estimulando a pirataria. É impossível que não se consiga fazer uma boa camisa por um valor inferior ao que cobram por ela. Assim, o torcedor acaba apelando para a camisa falsificada.

Outra questão, no caso do Santos com a Umbro, é que a porcentagem que fica para o clube é muito pequena – resultado de um acordo que a nova diretoria teve de engolir, pois já foi assinado há alguns anos.

Para dar o salto de qualidade que se quer e passar a ser um clube competitivo também no mercado internacional, o Santos precisa resolver esta questão crucial que é oferecer mais e melhores camisas ao torcedor. O mercado de santistas é imenso e está em crescente evolução, mas parece que a Umbro não está se empenhando o suficiente para atende-lo.

E para você, tem sido fácil encontrar a camisa oficial do Santos? O preço é justo? Como o clube – e a Umbro – devem agir para solucionar o problema?