A vitória de ontem, sobre o Atlético/MG, por apertados 2 a 1, foi importante. Era obrigatória, na verdade, pois outro resultado poderia colocar o Santos na zona de rebaixamento, o que é sempre desagradável e preocupante, mesmo se sabendo que o time tem dois jogos a menos do que os adversários.

Com seis desfalques (Neymar, Ganso, Elano, Dracena, Léo e Adriano) e contra uma equipe que vinha de bons resultados, era normal o Santos ter dificuldades e passar um sufoco no final para garantir a vitória. Anormal foi a insistência de um repórter de rádio, que queria saber dos santistas se a tática extremamente defensiva do final do jogo não foi “suicida”.

Ora, o futebol não é um jogo que pode ser determinado pelos técnicos. O movimento da partida tem regras próprias. Se os jogadores de um time decidem ir pra cima do outro, passam a entrar mais determinados nas divididas, ganham as chamadas segundas bolas, capricham mais no passe e no drible, pouco resta ao adversário a não ser se defender.

Foi o que o Santos fez, mais uma vez com sofrimento para os torcedores, porém com final feliz. Gostaria de saber o que você achou da atuação dos santistas. Gostou do novato Wesley Santos? E de Danilo, que mais uma vez fez um golaço? Vá aos comentários e nos diga.

Veja agora os gols de Santos 2 x 1 Atlético/MG:

Menos de 5.000 pagantes não dá…

Apesar dos desfalques e do sábado à noite, ontem o Alvinegro Praiano tinha alguns heróis da conquista da Libertadores em campo: Rafael, Pará, Durval, Arouca, Danilo… O time também precisava do apoio de seu torcedor para distanciar-se da rabeira da competição. Por fim, a equipe voltava a atuar em casa, na Vila famosa, e se esperava o incentivo e o carinho do torcedor da Baixada Santista. Um público inferior a cinco mil pagantes é difícil de engolir.

Por isso é que um estádio para 40 mil pessoas, em Cubatão – que volta e meia é anunciado pelo presidente Luis Álvaro Ribeiro – exige minuciosos estudos de viabilidade. O risco de se transformar em um elegante branco existe e tem de ser avaliado.

Se na Vila, em que boa parte dos torcedores vai ao estádio a pé, o público foi tão pequeno, como seria se o jogo de ontem fosse realizado em Cubatão, o que exigiria despesas de transporte e mais tempo para ir e vir? Sei não…

O problema da Seleção não é o ataque. O PCV está vendo outro jogo…

O comentarista da Sportv, Paulo César Vasconcelos, tem insistido que o problema da Seleção brasileira – que logo mais enfrenta o Paraguai, pelas quartas-de-final da Copa América – é o ataque. Tento entender de onde ele tirou essa teoria, mas não consigo alcançar a profundidade de seu pensamento…

Se o ataque tem feito a média de dois gols por partida e terminou a primeira fase da Copa América como o mais efetivo da competição, por que seria o setor problemático do time? Se o ataque pode contar com Neymar, reconhecidamente o melhor jogador brasileiro do momento, o habilidoso – e agora também experiente Robinho – e o artilheiro Pato, que está longe de ser um caneleiro, por que merece preocupação?

Será que a lógica não diz para nos preocuparmos mais com a defesa, que sofreu quatro gols em três jogos; que tem jogadores em fases no mínimo discutíveis, como o goleiro Júlio César, o zagueiro Lúcio e o lateral André Santos, e que só melhorou com a entrada de Maicon no lugar de Daniel Alves?

Pelo que conheço do Paulinho, é um jornalista íntegro, mas, quando ouço opiniões tão absurdas, fico imaginando se há alguma coisa por trás de uma simples análise técnica e tática. Por que essa mania, de repente deflagrada por Globo e Sportv, de colocar em xeque a capacidade dos atacantes da Seleção, quase todos santistas ou ex-santistas?

Essa cornetagem faz o técnico Mano Menezes, que já não é dos mais seguros, perder o chão. O sensato é dar e tempo aos jogadores para jogar o que sabem. Se um ataque com Neymar, Pato e Robinho não marcar gols contra o Paraguai, é porque dificilmente um outro marcaria. Portanto, que se dê tempo e tranqüilidade ao trio para fazer o que sabe.

Leitura recomendada

O professor Guilherme Nascimento, de Mongaguá, é dessas pessoas que nos deixam orgulhosos de sermos santistas. Grande pesquisador, ele está produzindo um livro importantíssimo sobre o Santos, pois será um Almanaque completo, com as fichas técnicas de todos os jogos realizados pelo Alvinegro Praiano, da fundação até o seu Centenário.

Enquanto o momento ansiado de termos esse livro nas mãos não chega, vamos nos deliciando com os textos que o professor Guilherme coloca em seu blog, um dos mais bem-informados sobre o Santos e o futebol brasileiro. Hoje eu recomendo a leitura abaixo, que fala do incrível ano de 1960, quando a Europa se ajoelhou aos pés do Alvinegro Praiano.

Clique aqui para ler texto do professor Guilherme Nascimento sobre o incrível ano santista de 1960

E você, o que pensa da Seleção e do jogo desta tarde, contra o Paraguai?