Marta não merecia perder para os Estados Unidos. Como sempre, ela foi a melhor em campo e marcou os dois gols do Brasil. Mas os Estados Unidos também não mereciam perder para o Brasil. Foram o melhor time, procuraram mais o gol, mesmo jogando a maior parte do tempo (incluindo a prorrogação) com uma jogadora a menos.

E difícil assistir a um jogo das garotas da Seleção com a mesma exigência com que assistimos aos jogos dos homens. Elas pecam em todos os fundamentos e, comparadas com as norte-americanas, são menos rápidas, altas e fortes. A única exceção é Marta.

Outras brasileiras que mostraram qualidades foram Maurine, Érika, Fabiana e Formiga, mas isso foi pouco para impedir a lógica. Talvez o técnico Kleiton Lima tivesse evitado o desastre se percebesse que todas as jogadas de ataque dos Estados Unidos passaram a sair dos pés da ótima Rapinoe, que entrou no lugar de Cheney. Mas ele não viu e foi dos pés de Rapinoe que saiu o cruzamento para Wambach empatar, no finzinho da prorrogação.

Nos pênaltis, deu dó da Daiane. Além de fazer o gol no início da partida e também falhar no gol de empate das norte-americanas, cobrou um pênalti tão previsível que a goleira Hope Solo não teve trabalho algum em defender.

A lição que ficou de mais esta eliminação do Brasil pelos Estados Unidos no futebol feminino é que não dá para pensar em ser campeão enquanto o time só tiver uma grande jogadora e a tática for jogar a bola pra ela e rezar.

Desta vez, nem dá para reclamar da arbitragem, pois a australiana Jacqui Melksham errou em marcar o pênalti a favor do Brasil, em expulsar a zagueira Buehler e em mandar repetir a cobrança de Cristiane. Depois, falhou também em não marcar impedimento de Maurine no segundo gol brasileiro.

Em suma, o Brasil perdeu porque faltou técnica, força, fôlego e coragem às meninas, porque teve um técnico que não soube se aproveitar da superioridade numérica para acertar uma tática que decidisse o jogo, porque só depende uma jogadora e porque, principalmente, enfrentou um adversário superior.

Devolvam o Neymar para o Santos

Positivamente, Neymar não está conseguindo jogar na Seleção o que joga no Santos. Deve estar exausto de ganhar títulos pelo Santos, além de super bem marcado. Também deve estar com a cabeça fervilhando com a pressão dos clubes europeus que querem contrata-lo. E além de tudo isso ainda é cornetado a cada jogo pela dupla Galvão Bueno-Casagrande, como se suas “firulas” fossem o grande mal de um time que está todo ruim.

Daniel Alves, que literalmente pisou na bola no segundo gol paraguaio, está jogando pior do que o Pará nos seus piores dias. Jádson só tinha feito besteiras até acertar um chute e fazer o primeiro gol. Pato só fazia patoacoadas. E o culpado era o Neymar… Ou o Robinho… Brincadeira… Galvão e Casagrande enxergam um outro jogo.

Mano Menezes é, no mínimo, a quarta opção como técnico da Seleção Brasileira. Qualquer um sabe que Muricy Ramalho, Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo são melhores, mais experientes, conquistaram mais títulos. Até o Joel Santana é mais gabaritado para dirigir a Seleção do que Mano Menezes. No entanto, o Neymar é o culpado…

De uma hora para outra o técnico tira o Robinho, titular absoluto, e coloca o horrível Jadson; mantém o tempo todo o errático André Santos pela lateral-esquerda (quem consegue tabelar com esse cara?), depois, substitui Neymar por Fred, insistindo, mais uma vez em dois centroavantes ao mesmo tempo… Ou seja, Mano Menezes está perdidinho. E o único culpado é o Neymar…

Pois então, a solução é fácil: como Neymar não pediu para ser convocado, e como sua presença é muito mais bem-recebida no Santos, peço em nome dos santistas que leem este blog que a CBF desconvoque o garoto e o deixe voltar para a Vila Belmiro, para um time que tem jogado muito melhor do que a Seleção e em que há jogadores que acompanham o seu raciocínio.

O Brasil não está tendo adversários?

É engraçado como os comentaristas analisam os jogos da Seleção Brasileira nesta Copa América. Parece que não há adversário. Ninguém falou nada sobre o Paraguai, uma equipe de alguma tradição, que se entregou ao jogo de corpo e alma e marcou muito bem a Neymar, colocando até três jogadores no encalço do santista. Portanto, já que ninguém disse, eu digo: Parabéns, Paraguai! Jogou bem!

E você, o que tem a dizer sobre Marta, a Seleção feminina e Neymar?