A falta de assessoria de comunicação de Paulo Henrique Ganso é flagrante. Nas entrevistas ele usa chavões radiofônicos e se refere ao seu jogo como “ao meu belo futebol”. Ontem, após a partida contra a Venezuela, em que exagerou nos passes errados, disse que foi bem e que deixou os atacantes “na cara do gol”. Na verdade, só fez isso uma vez, para Robinho. Melhor o Ganso seguir o exemplo do Neymar e pedir para o Santos cuidar de sua imagem. Ao menos as entrevistas serão melhores.

Ele diz que está bem fisicamente, mas então precisa participar mais do jogo. Ontem ele deixou que o limitado Lucas europeu assumisse o comando no meio-campo. Ali é a região que ele, Ganso, precisa dominar. Lucas é bom para marcar. Ponto. Não se pode esperar que acerte um passe mais distante do que cinco metros.

Neymar, cornetado por Galvão Bueno e Casagrande

Tudo bem, Neymar poderia ter batido de primeira o passe que recebeu de Pato. Mas, se não bateu, talvez fosse porque não desse para bater. O certo é que isso serviu para Casagrande afirmar que ele estava mais preocupado em fazer um gol bonito do que fazer o gol. E Pato? E Robinho? Que também perderam gols. Por que não foram criticados?

Engraçado como todo mundo pega no pé do Neymar. Talvez porque seja um dos poucos, ou o único, que pode decidir o jogo para o Brasil. Se ele não faz das suas, o time não ganha. Pois então que o devolvam ao Santos e peçam para o Galvão e o Casagrande escalarem a Seleção Brasileira.

Elano parece que despertou

Ontem Elano entrou mais ligado no jogo. Parece que caiu a ficha de que se continuasse tão apático, não só deixaria de ser titular, como correria o risco de ser dispensado da Seleção. Ele é bem mais jogador do que o maratonista Ramires, mas estava lhe faltando atitude. Espero que não lhe falte mais.

Robinho, outro que pegam para Cristo

Com Robinho o Brasil foi pra cima e criou várias oportunidades. Ele se entende com Pato, assim como o Ganso se entende com Neymar. Era a formação ideal. Começar a mexer no time só porque o gol não sai é bobagem e dificulta a formação de um conjunto harmonioso. Acho até que no futuro Robinho poderá ser substituído por Lucas. Mas ontem Mano deveria ter insistido um pouco mais com ele.

Mano Menezes começa mal

Algo me diz que Mano Menezes será substituído depois desta Copa América. Não acho que o Brasil será campeão e que conseguirá jogar bem. Não só pelos adversários, mas pelas dificuldades extra-campo, bem maiores quando se joga no país do maior rival (ontem, por exemplo, parece que o campo foi preparado para prejudicar o futebol brasileiro). O problema do técnico é que parece que ele não sabe ao certo como armar o time. Quando fez Fred entrar e ficou com dois centroavantes (Fred e Pato), deu a medida exata de sua falta de convicção. Usar dois centroavantes demonstra tanta insegurança como o sujeito que usa cinto e suspensórios ao mesmo tempo.

Não foi nenhum desastre

Pelas circunstâncias, o resultado contra a Venezuela foi normal. O adversário não é mais tão fraco como antes, quando entrava em campo só para perder de pouco. E o campo estava cheio de buracos cobertos com areia verde. Ou seja: a bola não corria, o que favorece à equipe que se defende.

Contra um time que recua todo e fecha os espaços, e sobre um “gramado” que segura a bola, o único jeito de ganhar com facilidade é não perder as primeiras oportunidades que surgem. Os gols fariam a Venezuela abrir um pouco mais. E Neymar, Pato e depois Robinho tiveram ótimas chances para marcar.

Mas as SeleSereias estão muito bem

Os homens podem ter claudicado, mas as meninas do Brasil, muitas delas do Santos, estão fazendo bonito na Copa da Alemanha. Ontem venceram a Noruega, que já foi campeã do mundo, por 3 a 0, com grande atuação das santistas Pellegrino, Erika, Ester e Cristiane, além das ex-santistas Marta e Maurine. Agora o Brasil só precisa de um empate com a Guiné Equatorial, a última colocada do grupo, para se classificar para a próxima fase.

Santista Emerson Palmieri brilha na Seleção Sub-17

O lateral-esquerdo Émerson Palmieri, santista de nascimento e de coração, oriundo da base do Peixe, tem sido um dos destaques da Seleção Brasileira Sub-17, que ontem, no Mundial da categoria, no México, venceu o Japão por 3 a 2. Émerson, que começou a jogar nas praias de Santos, tem sido titular absoluto da Seleção e poderá ter oportunidades no time profissional quando voltar do México.

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